Coragem para Mudar o Brasil

Coragem para Mudar o Brasil

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Gestão socialista reforça compromisso da legenda com o País



 "O crescimento do Partido Socialista Brasileiro (PSB) nos últimos anos e o desempenho do modelo de gestão implantado à frente de governos estaduais e municipais reforça o compromisso que a legenda tem com o País e nos credencia a qualquer disputa." É assim que o líder socialista na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS), rebate as recentes críticas em torno da possível candidatura do governador de Pernambuco e presidente Nacional do PSB, Eduardo Campos, à presidência da República em 2014.

O fortalecimento do nome de Campos para o pleito tem incomodado partidos e políticos, que veem o PSB como ameaça a planos de manutenção de poder. Essas movimentações procuram gerar questionamentos quanto à posições internas e quanto à experiência exitosa demonstrada nos estados e municípios administrados pelo PSB. “Quanto mais tentarem tensionar e isolar o nosso Partido, muito mais vamos aumentar nossa coesão interna e a disposição de fortalecer o lançamento dessa candidatura”, avisa Beto.

Beto lembra que a agenda eleitoreira não é perfil do PSB. “Nosso propósito não é fisiológico. Estamos construindo um projeto sério de governo, baseado em um compromisso histórico que temos com o Brasil e com o nosso povo.” E ressalta que a legenda tem hoje muito mais unidade em relação à candidatura de Eduardo Campos do que tinha em relação ao apoio a Dilma em 2010.


Tatyana Vendramini - Assessoria de imprensa da Liderança do PSB na Câmara

PSB presente no 11º Congresso Nacional da Contag em Brasília


O presidente Nacional do PSB, governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é um dos convidados de honra, junto com a Presidente Dilma Roussef, da abertura do 11º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), dia 04 de março em Brasília. O anúncio foi feito pelo Secretário Nacional Sindical do PSB, Joílson Cardoso, que informou ainda que a maioria dos mais de 2.500 delegados da Contag que comparecerão ao evento são hoje filiados à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a central que reúne os socialistas e comunistas.

“Será um momento de consolidação da corrente do Sindicalismo Socialista Brasileiro (SSB), o braço sindical do PSB, como força política dos trabalhadores rurais no país”, destaca o Secretário Nacional Sindical. “Uma conquista que marcará os 20 anos da SSB, que completamos em 2013”.

A SSB, ao longo dos últimos anos e, especialmente, em 2012, vem conquistando a adesão de cada vez mais Federações de Trabalhadores na Agricultura, inclusive as de estados de grande peso e tradição na economia rural, como as do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina. Reforçando a presença de seu movimento sindical no setor, o PSB também criou e instalou Secretarias Sindicais em 16 estados.

O sindicalismo está entre as principais pautas de debate do Congresso da Contag desse ano. Tanto que no documento base do evento, a entidade aponta como um de seus grandes desafios ao chegar aos 50 anos, também em 2013, as crescentes disputas pela representação sindical no campo. Segundo o documento, a Contag irá aprofundar a discussão, mantendo a construção da unidade na diversidade, mas buscando novos rumos para o fortalecimento e crescimento do movimento sindical.

Além do sindicalismo, o Congresso de 2013 debaterá outros temas que o PSB também considera fundamentais para a produção agrícola brasileira - como a segurança alimentar e a retomada da Reforma Agrária. “O Sistema Contag, além dos trabalhadores, também congrega os pequenos produtores rurais, que são responsáveis por mais de 70% dos alimentos produzidos no Brasil, ou seja, a segurança alimentar dos brasileiros é garantida por esse setor”, ressalta Joílson Cardoso.

Por isso, a principal referência que passa a orientar a ação sindical da Contag, explica ele, é o Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário. “O projeto se contrapõe a todas as propostas de mero crescimento econômico, calcadas na primazia do lucro sobre a vida, geradoras da exclusão social e econômica de amplas parcelas da população, da degradação ambiental e da perda da soberania alimentar e nutricional dos povos – tudo em sintonia fina com as bandeiras de luta do PSB”, reforça o Secretário Nacional Sindical.

“Também no tocante à Reforma Agrária, temos a mesma avaliação da Contag: o processo está estagnado há bastante tempo e chegou o momento de pressionar por avanços reais”, defende.

Eduardo e Arraes –Para Joílson Cardoso, a presença de Eduardo Campos na abertura do evento é bastante simbólica, tanto para o PSB como para a Contag. “Foi justamente num Congresso da Contag, o de 2005, a última aparição pública de Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos”, lembra. Ex-governador de Pernambuco e uma das principais referências do PSB, Arraes foi cassado e preso pelo regime militar em função do forte apoio à criação de sindicatos, associações comunitárias e ligas camponesas.  

Ele foi o primeiro governador do país a instituir direitos trabalhistas para os agricultores, por meio do famoso Acordo do Campo, em que forçou usineiros e donos de engenho da Zona da Mata pernambucana a estenderem o pagamento do salário mínimo aos trabalhadores rurais. “Também foi Arraes que implementou pela primeira vez, na década de 60, o projeto Chapéu de Palha, retomado pelo neto quase 50 anos depois e que vem tornando realidade no Pernambuco atual a geração de renda, reforço alimentar, capacitação e melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores rurais e suas famílias”, enumera o Secretário Sindical do PSB.

“A presença de seu herdeiro político, Eduardo Campos, em mais esse Congresso Nacional da Contag funde modernidade com esse lastro histórico, ao mesmo tempo reafirmando os compromissos mais caros do PSB com o homem do campo”, avalia.

Força rural– A SSB já é a maior força sindical rural do Rio Grande do Sul – dirige a Federação dos Trabalhadores na Agricultora do estado (Fetag-RS), sob a liderança de socialistas como o Deputado Estadual Heitor Schultz  (PSB/RS). Em dezembro, recebeu a adesão da Federação de Minas Gerais (Fetaemg), a maior do Brasil, e também da Federação de Santa Catarina (Fetaesc).

A Fetag-RS representa 348 sindicatos, que reúnem cerca de 1,5 milhão de sindicalizados, entre agricultores e assalariados. Já a Fetaemg tem 522 Sindicatos filiados e mais de 1 milhão de sindicalizados. A Fetaesc, por sua vez, traz o apoio de 234 Sindicatos de Trabalhadores Rurais e 44 extensões de base, que atuam em 275 municípios catarinenses.

Somadas, as Federações dos três estados totalizam a conquista de 1.104 Sindicatos de Trabalhadores Rurais para a causa socialista. “São grandes potências do setor que aderem à nossa corrente sindical e, com isso, reconhecem o PSB como importante alternativa de poder”, destaca Joílson Cardoso. “Com as perspectivas de crescimento em Santa Catarina e Minas Gerais, mais as bases consolidadas no Rio Grande do Sul, Pernambuco e Maranhão, em 2013 a SSB deve se tornar a maior força política do sindicalismo rural”.

O 11º Congresso Nacional da Contag vai até o dia 08 de março, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães.



Márcia Quadros - Assessoria de Imprensa do PSB Nacional

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Roberto Amaral responde críticas de Ciro Gomes


O vice-presidente Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Roberto Amaral, respondeu por meio de nota ao Portal Brasil 247, as declarações do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes. Leia, abaixo, a íntegra da nota.

Caro Paulo Emílio,

Li no seu blog resumo de declaração que o ex-governador Ciro Gomes teria dado à Rádio Verdes Mares, de Fortaleza. Se verdadeira a versão, há que aplaudir as opiniões formuladas sobre Aécio e Marina (declarações que  subscrevo) e lamentar profundamente a opinião desinformada sobre a visão de Eduardo Campos, seja sobre a crise econômica, que tanto tem denunciado, seja relativamente à sua visão de Brasil, que não é só dele, mas do Partido. Insisto neste ponto.

Além de conhecer nossa realidade e formular suas análises, Eduardo Campos sintetiza o pensamento acumulado pelo PSB, que, desde 1985, data de sua reorganização, vem estudando o país e formulando programas de governo. Pelo menos teoricamente, Ciro Gomes conhece os documentos de seu Partido. Ciro é quadro destacado do PSB e nosso colega como dirigente nacional.

A próxima reunião da Executiva Nacional parece ser o melhor espaço para nossa discussão. Relativamente à definição da posição partidária com relação às eleições de 2014, insistimos na posição partidária: a antecipação do pleito, quando estamos a pouco mais de dois anos do mandato da presidente Dilma, e quando vivemos crise econômica gravíssima, é uma atitude antirepublicana, e que não atende aos interesses do país. Aliás, interessa, sim, a uma oposição atrasada, desqualificada e sem rumo e a um candidato que precisa de ghost writer para escrever seus discursos, lidos em estilo o claudicante. Não importa que Lula tenha lançado a candidatura de Dilma à reeleição. Ele deve ter lá seus motivos, mas errou.

O nome de Eduardo Campos está nas folhas, nos meios de comunicação em geral, circula no meio político e ganha espaço na vida política brasileira e conquista a militância. Mas nada foi decidido pelo partido, seja quanto à conveniência de ter candidatura própria à presidência, seja qual o nome de seus quadros que merecerá esta escolha. Até lá, dentro do partido a discussão está aberta e todos os juízos são pertinentes, inclusive o que expressa Ciro Gomes. Mas chegará o momento em que o Partido se definirá. Para este efeito, a próxima reunião da Comissão Executiva, que não poderá fugir desta temática, deverá convocar uma reunião do Diretório Nacional para definir nosso rumo. Esta reunião deverá ser precedida de uma ampla consulta entre nossos militantes e a sociedade. O Partido, como sempre, marchará unido em torno da posição, qualquer que seja ela, definida por nossos órgãos dirigentes.

Roberto Amaral
Vice-presidente Nacional do PSB


Eduardo Campos: “Estamos inaugurando processo inovador na relação federativa brasileira”


"O grande legado deste encontro é que, a despeito de diferenças políticas, conseguimos consolidar unidade do estado de Pernambuco em torno de milhares de ações que vão fazer a diferença na vida dos pernambucanos". Estas foram as palavras do governador de Pernambuco e presidente Nacional do PSB, Eduardo Campos, ao encererar o encontro Juntos por Pernambuco, em Gravatá, na últia sexta-feira (22). “A gente sai daqui sabendo qual é o rumo da educação, da saúde e de outras áreas estratégicas do nosso Governo”, afirmou o governador, para uma plateia formada por todos os 184 prefeitos pernambucanos.

“Estamos inaugurando algo inovador na relação federativa brasileira”, garantiu o governador, revelando a satisfação de liderar um processo que permite a cooperação estratégica entre o Governo do Estado e as prefeituras de todos os municípios pernambucanos, sem distinção de identidade partidária ou de qualquer outra natureza, tendo o interesse público como instrumento de unificação de propósitos.

O governador revelou que durante a manhã desta sexta-feira, recebeu dezenas de telefonemas e mensagens de parlamentares e gestores públicos de várias partes do País, querendo saber como foi produzido esse encontro. Como parte da proposta do Juntos por Pernambuco, os prefeitos ainda vão passar por alguns cursos de gestão pública, a partir do mês de março.

Para Eduardo, o serviço público tem que incorporar as inovações ao modo de gerir o patrimônio público. "Na medida em que isso acontece e a democracia no Brasil vai se fortalecendo, com o Brasil real se aproximando do oficial. Não há como explicar para esse Brasil real os contornos que o Brasil oficial impõe aos gestores”, completou o governador, explicando que é preciso aperfeiçoar o estado do fazer para equipará-lo em eficiência ao estado do controle, que avançou muito depois da redemocratização, enquanto a estrutura do fazer permanecia frágil.

“Se alguns controles fossem eficazes, a gente não via tanta gente usurpando o dinheiro público e fazendo absurdos com o dinheiro público”, contestou Eduardo, se referindo à confusão entre burocracia e instrumentos de controle. Eduardo aposta no controle inteligente e na capacidade dos prefeitos de gerir os recursos aplicados pelo Governo do Estado.

“Tenho certeza de que vocês (prefeitos) vão selecionar com atenção as pessoas que irão participar dos outros encontros”, afirmou Eduardo, ressaltando que é preciso investir nos talentos adormecidos e que tudo é oportunidade. “Hoje, a maioria do time que compõe o Governo é de servidores de carreira”, cravou o chefe do Executivo pernambucano.

Palestras - Antes do encerramento, os prefeitos e seus assessores assistiram a importantes palestras. O secretário da Fazenda, Paulo Câmara, que abriu a programação desta sexta-feira, dissertou sobre o cenário econômico. Já Fred Amâncio, que comanda a pasta de Planejamento e Gestão, detalhou o modelo de gestão utilizado pelo Governo do Estado.

Fred Amâncio também falou sobre os mecanismos da captação de recursos e a formalização de convênios na gestão pública. Ana Paula Soter, secretária-executiva de Saúde, detalhou sobre a dinâmica na pasta. Já a Operação Seca e o programa Água para Todos, foram abordados pelo secretário de Agricultura e Reforma Agrária, Ranilson Ramos.

“Os diversos programas de transferência de renda, como o Chapéu de Palha e o Garantia Safra, têm funcionado bem, e os municípios devem aderir, pois trata-se de uma injeção de recurso diretamente na veia de quem precisa”, alertou Ranilson, revelando que, neste ano, não recebeu nenhum pedido de cesta básica durante as diversas reuniões na regiões atingidas pela seca.

Os secretários Laura Gomes, de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, e Pedro Eurico, da Criança e da Juventude, debateram sobre cidadania e suas nuances na administração pública. “Nós mostramos as dificuldades que temos com os municípios sobre a redução das desigualdades, principalmente sobre o trabalho infantil e o enfrentamento das drogas. Então, aproveitamos para mostrar as possibilidades de programa existentes no Governo”, contou Laura Gomes.

Sobre educação, uma das pastas estratégicas da gestão realizada por Eduardo e sua equipe, falou o secretário Ricardo Dantas. “Esse seminário foi uma ótima oportunidade para apresentarmos as nossas propostas para os municípios”, disse o secretário de Defesa Social, Wilson Damásio, que durante o evento fez uma apresentação sobre os programas em execução na área da segurança.

Debate - O prefeito Bartolomeu Carvalho, de Mirandiba, no Sertão, disse que é preciso debater experiências que deram certo para que o Estado cresça de forma uniforme. “Devido aos nossos baixos salários, temos dificuldades em conseguir técnicos para colaborar na gestão da cidade e iniciativas como esta são importantes para o desenvolvimento do município e do Estado”, disse Bartolomeu.

Sobre os recursos disponibilizados ontem pelo governador, o prefeito explicou que, em muitos casos, o Governo Federal dá o programa, mas não manda o dinheiro. “O Governo de Pernambuco está nos socorrendo e fazendo o município gerar emprego e renda”, completou o prefeito da cidade sertaneja, que tem cerca de 14 mil habitantes.



Assessoria de Comunicação Social do Governo de Pernambuco

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Costurando - ZH de 23/02/2013

Na coluna de Carolina Bahia:

"Eduardo Campos não assume, mas nos bastidores trabalha para fortalecer palanques e construir alianças visando à presidência. Tem até senador sendo cooptado a migrar do PMDB para o PSB com a promessa de concorrer a governador. Além de manter candidaturas nos seis Estados que governa, o partido quer lançar-se em pelo menos mais seis."

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Campos: PSB está 'de braços abertos' para Calmon


O governador Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, disse que o partido estará sempre de braços abertos para a ex-corregedora nacional de Justiça e ministra do Superior Tribunal de Justiça Eliane Calmon, que segundo a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, foi convidada para ingressar na legenda para disputar o governo da Bahia ou "amigos no partido, mas se não havia convite, faço agora publicamente", afirmou o governador. "Qualquer partido receberia com alegria uma pessoa comprometida com a ética e a justiça", disse, ao elogiar a ministra como uma pessoa de grande dimensão.
"Se ela resolver largar a magistratura e resolver entrar na vida pública sabe que será muito bem-vinda, será uma alegria".
Indagado sobre a estratégia do PSB de atrair pessoas ligadas à ética, mesmo sem cacife eleitoral, dentro do objetivo de lançar 12 candidatos a governador, Eduardo afirmou ser natural que o PSB siga crescendo. "Não é um projeto que começou numa eleição, a gente teve crescimento sequenciado com início em 2004".
O governador, que deu entrevista em Gravatá, no agreste, no início da noite desta sexta, depois de encerrar o seminário "Juntos por Pernambuco", que reuniu os 184 prefeitos pernambucanos, frisou que o PSB não quer o "monopólio da ética". "Queremos ajudar que a vida pública seja feita com mais ética, com mais compromisso com a População, mas não somos presunçosos de achar que só os filiados ao PSB são éticos".
Sobre a informação de que o ex-presidente Lula viaja nesta quinta-feira (28) para o Ceará para tentar atrair o apoio dos irmãos Ciro e Cid Gomes - que embora sejam do PSB não são eduardistas - para o palanque de Dilma, Eduardo Campos repetiu que "A gente precisa cuidar do Brasil e o ano de 2012 ainda nem acabou". Lembrou que nem o orçamento de 2012 nem a forma de financiar os Estados, o FPE, foi discutido, para se estar discutindo 2014.
"Nada vai valer do que se fala sobre 2014 se perdermos 2013", disse ao afirmar não ter sido procurado pelo ex-presidente Lula para conversar sobre sucessão.
"Estou mais tranquilo que Aécio"
Ao ser provocado sobre a notícia de que o senador Aécio Neves (PSDB) não estaria preocupado com as potenciais candidaturas dele, Eduardo, e da senadora Marina Silva à Presidência da República porque são "costelas do PT" e estão no divã, sem saber se são governo ou oposição, o governador rebateu: "Ele sabe que estou muito mais tranquilo do que ele está". "Se eu preciso de um divã, ele precisa de dois", disse ao afirmar que quem está no divã é porque está angustiado, com algum drama ou problema.
Logo em seguida o governador retomou o seu discurso: "Não vejo como uma coisa boa alimentar esse debate velho cansado de um botar a culpa no outro como se ninguém tivesse feito nada". "Não acredito que as pessoas que estão em casa entendam que só uma força política fez tudo". Para ele, "negar o valor do adversário" não é correto e lembrou o pacifista Nelson Mandela, para quem ninguém é totalmente ruim e se deve incentivar o que a pessoa tem de bom. "Essa nova geração não alimenta mais nenhum interesse nas lutas que buscam aniquilar as pessoas, todo mundo pode ajudar", frisou, ao exemplificar com a democracia brasileira, "que foi obra de todas as forças"
"A gente pode dizer que foi pouco importante para o Brasil ter colocado fim à inflação?", disse referindo-se ao governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, fazendo um mea culpa. "Isso não quer dizer que não tenhamos críticas ao governo FHC, mas não estávamos certos lá atrás quando dissemos que o Plano Real era um fiasco". Para Eduardo Campos, "a esquerda brasileira errou e é preciso ter humildade para reconhecer".
Frisou ainda a responsabilidade de dar exemplo para as novas gerações. "Não dá para ficar fazendo política negando completamente os outros".

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

INDICAÇÕES APRESENTADAS PELO VEREADOR CÉSAR SILVA



ASSUNTO: ESTUDOS PARA COLOCAÇÃO DE PAINÉIS EM PONTOS ESTRATÉGICOS DO MUNICÍPIO DIVULGANDO OS PONTOS TURISTICOS, HISTÓRICOS E CULTURAIS DO MUNICÍPIO.



Senhor Presidente;
Senhores Vereadores:



O vereador signatário no uso de suas atribuições legais e regimentais, requer que, após a tramitação regimental seja encaminhado ao Exmº Senhor Prefeito Municipal, com cópia aos Secretários Municipais de:Finanças; Cultura, Turismo, Juventude e Mulheres; Educação e Esportes; Desenvolvimento Econômico e Cooperativismoa seguinte INDICAÇÃO:
Considerando que compete ao município a preservação, valorização, divulgação de seu patrimônio histórico e cultural;
Considerando que o Turismo é um dos maiores geradores de renda;
Considerando que possuímos excelentes pontos turísticos no perímetro e rural, que seja de turismo rural, ecológico, religioso, histórico ou cultural, sem a devida divulgação, em alguns casos desconhecidos até mesmo da própria população local;
Considerando que no perímetro urbano possuímos prédios históricos a exemplo do: Clube Harmonia, Secretaria Municipal de Planejamento, Meio Ambiente e Urbanismo, Igreja Matriz, Casa da Cultura que abriga o Museu Municipal; cacimba do ouro dentre outros sem a devida identificação e um breve histórico de sua origem e período;
Considerando que possuímos no interior do município excelentes opções de lazer e turismo ecológico, com quedas d’água, campings dentre outros;
Considerando que precisamos divulgar e promover a valorização destes locais, como forma de atrair turistas, bem como incentivar sua utilização pela população local evitando desta forma a evasão de divisas para outros municípios;
Considerando que muitos prédios históricos passam despercebidos pela população e visitantes devido a falta de uma identificação e de um breve relato de suas características arquitetônicas e históricas.
DIANTE DO ESPOSTO, o signatário sugere que sejam:
a)     Colocados placas e/ou painéis de identificação em frente aos prédios históricos do município com breve relato de suas características arquitetônicas e históricas;
b)     Colocação de painéis de nossos pontos turísticos em locais estratégicos dentro do perímetro urbano e de acesso ao município, como forma de incentivar o turismo local e de atração de turistas;
c)     Colocação de placas indicativas ao longo dos percursos dos pontos turísticos como forma de facilitar o seu acesso por visitantes. 


INDICAÇÃO:
ASSUNTO: CRIAÇÃO DE UM PROGRAMA MUNICIPAL DE TURISMO INTERNO



Senhor Presidente;
Senhores Vereadores:



O vereador signatário no uso de suas atribuições legais e regimentais, requer que, após a tramitação regimental seja encaminhado ao Exmº Senhor Prefeito Municipal, com cópia aos Secretários Municipais de:Finanças; Cultura, Turismo, Juventude e Mulheres; Educação e Esportes; Desenvolvimento Econômico e Cooperativismo a seguinte INDICAÇÃO:

Considerando que o turismo tem sido uma das grandes fontes de receita dos municípios que investiram na sua infraestrutura;
Considerando que para expansão do turismo a nível loca, torna-se necessário que a comunidade esteja preparada para recepcionar os visitantes, e ter pleno conhecimento de suas potencialidades internas;
Considerando que o turismo interno além do conhecimento de suas potencialidades evita a evasão de divisas;
Considerando que o turismo requer especialização na sua exploração;
Considerando as peculiaridades e a extensão territorial do nosso município, onde moradores de determinado distrito desconhecem os potenciais turísticos e econômicos dos outros;
Considerando que uma das formas da divulgação das potencialidades locais eficientes seria através de um intercâmbio entre as unidades escolares, estimulando as crianças e os jovens ao turismo interno.
DIANTE DO EXPOSTO, o signatário sugere que: SEJA CRIADO UM PROGRAMA MUNICIPAL DE TURISMO INTERNO, ATRAVÉS DE AÇÕES CONJUNTAS DOS ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS E PRIVADOS, UTILIZANDO COMO FORMAS A:
a)      PROMOÇÃO DE VISITAS DOS EDUCANDÁRIOS MUNICIPAIS DE UM DISTRITO A OUTROS EM SEUS PONTOS HISTÓRICOS E TURISTICOS;
b)     UMA AÇÃO CONJUNTA DA SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO COM AS ENTIDADES REPRESENTATIVAS(COMÉRCIO, SINDICATOS, SERVIÇOS, MEIOS DE COMUNICAÇÕES, ETC) DO MUNICÍPIO NA DIVULGAÇÃO DAS NOSSAS POTENCIALIDADES LOCAIS;
c)     ORGANIZAÇÃO ATRAVÉS DA ESTRUTURA MUNICIPAL E DA SECRETARIA MUNICIPAL DE TURISMO EM PROGRAMAR EM DATAS PRÉ-DEFINIDAS E DIVULGADAS PARA CONHECIMENTO PÚBLICO DE VISITAS A LOCAIS TURISTICOS DO MUNICÍPIO.  


         AUGUSTO CESAR DA SILVA
                                                      Vereador Líder da Bancada da PSB

INDICAÇÃO:
ASSUNTO: CRIAÇÃO DE UM PROGRAMA MUNICIPAL DE DIVULGAÇÃO DE NOSSAS POTENCIALIDADES DE PRODUÇÃO DE PEDRA/GRANITO



Senhor Presidente;
Senhores Vereadores:



O vereador signatário no uso de suas atribuições legais e regimentais, requer que, após a tramitação regimental seja encaminhado ao Exmº Senhor Prefeito Municipal, com cópia aos Secretários Municipais de:Finanças;; Desenvolvimento Econômico e Cooperativismo a seguinte INDICAÇÃO:

Considerando que nosso município possui uma elevada produção de granito, especialmente voltada ao corte de “pedras” para calçamento e construção, na região do quarto distrito, mais especificamente na Sanga Funda;
Considerando que na sua maioria os “cortadores de pedra” são micro empresários que necessitam de apoio técnico, e, principalmente de ações que permitam sua comercialização além das fronteiras municipais;
Considerando que dentre as atribuições municipais esta o fomento do desenvolvimento econômico, conforme consta do Art. 170 da nossa Lei orgânica Municipal.
DIANTE DO EXPOSTO, o signatário SUGERE QUE SEJA IMPLANTADO UM PROGRAMA MUNICIPAL DE APOIO TÉCNICO, COMERCIALIZAÇÃO E DIVULGAÇÃO DAS POTENCIALIDADES DOS PRODUTOS PRODUZIDOS PELOS “CORTADORES DE PEDRA” DO MUNICÍPIO, COM MAIOR INCIDÊNCIA AOS EXISTENTES NO QUARTO DISTRITO SANGA FUNDA E ARREDORES, BEM COMO EXTENSIVO AOS DEMAIS PONTOS DO MUNICÍPIO.

Sala de Sessões Joaquim de Deus Nunes.
Canguçu/RS, 06 de fevereiro de 2012.



                                                           AUGUSTO CESAR DA SILVA
                                                      Vereador Líder da Bancada da PSB

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Guerra descarta aliança entre PSDB e PSB para 2014


O presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra, descartou uma coligação com o PSB, de Eduardo Campos, em uma eventual chapa para concorrer à Presidência da República contra a presidente Dilma Roussef em 2014. "PSB e Eduardo estão realmente consolidados", afirmou Guerra na noite desta segunda-feira, após congresso do PSDB em São Paulo.
De acordo com o parlamentar, a candidatura de Eduardo Campos e o crescimento do PSB "são problemas do governo (Dilma Rousseff)", em referência à eventual manutenção da coligação com o PT no futuro. O ideal, segundo ele, é que o PSB tenha a candidatura própria do governador de Pernambuco para presidente "porque quebra a monotonia desse PT que nos leva ao abismo".
O presidente do PSDB também defendeu que as prévias de seu partido, se houver, ocorram no fim deste ano e ratificou seu apoio à pré-candidatura de Aécio Neves para a sucessão presidencial em 2014. "Eu defendo que ele inicie com brevidade (a campanha) e que haja uma presença mais nacional do PSDB", disse, citando a necessidade de Aécio buscar apoio político nacionalmente.
Indagado sobre o projeto para 2014 do tucano derrotado na eleição para prefeitura de São Paulo no ano passado, José Serra, Guerra resumiu: "Não tenho ideia, imagino que ele tenha um projeto, mas eu não conheço".
O deputado também considerou legítima e legal a candidatura da ex-ministra Marina Silva pelo partido que ela pretende fundar e que foi nomeado oficialmente de Rede Sustentabilidade. "Faz bem para o Brasil como fez a outra candidatura dela (para Presidência em 2010)."
Fonte: yahoo

Guerra descarta aliança entre PSDB e PSB para 2014


O presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra, descartou uma coligação com o PSB, de Eduardo Campos, em uma eventual chapa para concorrer à Presidência da República contra a presidente Dilma Roussef em 2014. "PSB e Eduardo estão realmente consolidados", afirmou Guerra na noite desta segunda-feira, após congresso do PSDB em São Paulo.
De acordo com o parlamentar, a candidatura de Eduardo Campos e o crescimento do PSB "são problemas do governo (Dilma Rousseff)", em referência à eventual manutenção da coligação com o PT no futuro. O ideal, segundo ele, é que o PSB tenha a candidatura própria do governador de Pernambuco para presidente "porque quebra a monotonia desse PT que nos leva ao abismo".
O presidente do PSDB também defendeu que as prévias de seu partido, se houver, ocorram no fim deste ano e ratificou seu apoio à pré-candidatura de Aécio Neves para a sucessão presidencial em 2014. "Eu defendo que ele inicie com brevidade (a campanha) e que haja uma presença mais nacional do PSDB", disse, citando a necessidade de Aécio buscar apoio político nacionalmente.
Indagado sobre o projeto para 2014 do tucano derrotado na eleição para prefeitura de São Paulo no ano passado, José Serra, Guerra resumiu: "Não tenho ideia, imagino que ele tenha um projeto, mas eu não conheço".
O deputado também considerou legítima e legal a candidatura da ex-ministra Marina Silva pelo partido que ela pretende fundar e que foi nomeado oficialmente de Rede Sustentabilidade. "Faz bem para o Brasil como fez a outra candidatura dela (para Presidência em 2010)."
Fonte: yahoo

O PSB e a candidatura de Eduardo Campos: respostas à FHC

Em recente matéria publicada na imprensa, Fernando Henrique Cardoso, FHC, referindo-se ao PSB e a possibilidade da candidatura presidencial de Eduardo Campos, levanta várias questões, que, ao mesmo tempo, exemplifica a sua visão conservadora e desejos sobre política e a posição do PSB na atual conjuntura. 
A primeira questão refere-se sobre o êxito eleitoral do PSB no pleito de 2012, que FHC limita sua abordagem apenas às vitorias em Fortaleza e Recife, tendo representado uma derrota e uma cisão do campo político, sobre o que o mesmo chama de “lulo-petismo”, quando Lula e o PT são distintos. Na verdade o PSB vem obtento vitórias eleitorais em seguidas eleições. Há muito tempo em que o PSB vem obtendo crescimento eleitoral progressivo, até chegar aos 444 prefeitos eleitos em 2012, o que, em contrapartida, impõe o desafio de realizar administrações voltadas às reais necessidades das pessoas em cidades de realidades tão díspares. Também tivemos um crescimento na bancada federal, até chegarmos aos 38 deputados federais eleitos em 2010 da atual legislatura. Também, em 2010, foram 06 governadores eleitos. Mais, ainda, as vitórias do PSB, Brasil afora, se deu em contraposição às várias forças políticas de todos os partidos e não um enfrentamento ao que chama de “lulo-petismo”, sem considerar que o PSB apoiou mais o PT, do que foi apoiado. 
Quando Eduardo Campos disputa o governo de Pernambuco, em 2006, não foi em função do rompimento com o nosso campo, muito menos, rompemos com o governo democrático e popular liderado por Lula, com quem estabelecemos grandes parcerias e continuamos com Dilma. 
Diferente de FHC, honramos nossa historia e não mandamos apagar a memória dos nossos fundadores representados por João Mangabeira e de lideranças como Jamil Haddad, Miguel Arraes e Roberto Amaral para ganharmos eleições. Assim, a marca mais cara ao PSB, e o que nos diferencia dos demais partidos, é o legado e a historia no campo da esquerda, que para avivar a memória, combateu as privatizações e o desmonte do estado brasileiro, o projeto entreguista-neoliberal dos dois governos FHC. Soma-se, a boa gestão dos socialistas que perfazem a boa imagem junto à sociedade brasileira, o que nos rendeu um número maior que 70% de prefeitos reeleitos, acima da média nacional que foi de 50%. Segundo Roberto Amaral, sobre a recente vitória eleitoral, “vencemos as eleições porque nos preparamos para a disputa, em segundo lugar, porque apresentamos boas gestões”. Não é por acaso que o governo Eduardo Campos é o mais bem avaliado do Brasil, fruto de muito trabalho e um novo modelo de governança, não custa lembrar, sobre isso, FHC, nenhuma linha, mas, está implícito na preocupação que suscita a possível candidatura socialista de Eduardo Campos à presidência da República, o que não está decidido, mas, trata-se de um direito conquistado pelo PSB, junto à sociedade brasileira. 
Não custa acrescentar que o PSB fez a difícil equação, ganhar eleições, o que exige inflexões, aqui e acolá, diante das diferentes realidades regionais, mas, mantém seu programa de partido socialista, de esquerda. 
A segunda questão, diz respeito ao conceito de que “os eleitores dividem-se em governistas e oposicionistas, assim, por “culpa” dos eleitores, somente poderia haver “vida política” na dicotomia, governo versos oposição. Para FHC, o PSB como governo estaria impedido de ter candidatura presidencial, por submissão e consequência; numa lógica da submissão para ser governo, e a liberdade sendo oposição, não dizem respeito ao PSB; pelas atitudes do nosso partido nos cargos que ocupamos por colaboração e não por imposição; à exemplo, assumimos o Ministério da Ciência e Tecnologia no primeiro governo Lula, que na gestão de Roberto Amaral, desafiado, tirou a política de C&T do ostracismo, para um novo patamar de importância para o desenvolvimento do Pais, política continuada nas gestões socialistas que se seguiram, (do limão fizemos a limonada). Não estamos no governo para realizar “negócios”, antagônicos, que somos, à prática de cooptação dos partidos pelo governo, inclusive e, principalmente no governo FHC (é só lembrarmos do lobby que instituiu a reeleição pelo Congresso Nacional e o processo da privatizações). Ao contrário, estamos no governo popular e democrático, contribuindo para que ocorram as mudanças tão necessárias para o País se desenvolver com distribuição e justiça social. Assim, trabalhamos para que o atraso não volte, no caso o governo neoliberal e da crise que tanto penalizou o povo brasileiro. Lembrar que o salário mínimo, no governo FHC, não passou de US$ 96 e hoje chaga à patamares, praticamente, quatro vezes maiores, como um exemplo de nossas diferenças, governar para o povo ou para o capital, eis a questão! 
O fato de podermos ter a candidatura de Eduardo Campos, já em 2014, desejo que começa a tomar a militância do PSB, com repercussões em amplos setores da vida nacional, o que poderá ser pelas circunstâncias, e principalmente, apontando para avanços mais estruturais para o País, não dizem respeito a sermos governo ou oposição, é uma decisão soberana do PSB e suas bases. O PSB, não se sentirá constrangido e nem deixará constranger, pelo fato de colaborar com a presidenta Dilma e lançar a candidatura de Eduardo. Para tanto, não precisaremos mudar de lado, pois somos construtores da frente Brasil popular, lançada por Jamil Haddad e João Amazonas, que levou à presidência da república, um operário forjado na fábrica e no movimento sindical. Não queremos e não iremos para a oposição, nem tão pouco, nos juntaremos ao PSDB, DEM e PPS (o abraço da morte), para termos candidatura presidencial, sobre isso, Roberto Amaral, falando em nome do PSB, já deu a resposta em notas amplamente divulgadas. Do mais, FHC, não deve alimentar sonhos e delírios, com a proposta de ter Eduardo Campos na chapa da direita, nem na cabeça, nem no rabo, como falamos no movimento sindical.
Por fim, quanto às questões que dizem respeito ao PSB, as bases sociais e o rumo político, não ficarão sem respostas para próximo e breve. 
*Joilson Cardoso, Professor, Membro da Executiva Nacional e Secretário Sindical do PSB.
Autor: Joilson Cardoso

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A renúncia do Papa Bento XVI e os Direitos Humanos: onde estamos e para onde iremos?

A notícia da renúncia do Papa Bento XVI, a ser oficializada no próximo dia 28 de fevereiro, é de causar estranheza e nos pega de surpresa em plena folia com o Rei Momo, com os Pierrots e as Colombinas. Essa “saída de cena” intriga e provoca reflexões não somente nos católicos, mas também em todas as pessoas ao redor. Sejam quais forem os reais motivos que levaram o líder máximo da Igreja Católica a abdicar do Pontificado, essa renúncia implica em novas possibilidades para as sociedades que, embora laicas, se movem em torno dos preceitos e costumes do Catolicismo.
Justiça seja feita, por mais que tenha certa antipatia e discorde quase que plenamente dos valores difundidos nos discursos e práticas do atual Papa, tiro meu chapéu e aplaudo sua atitude em deixar a vaidade de lado e abdicar do poder. Abrir mão de poder é algo que é fácil no discurso, mas difícil na prática para qualquer que seja a pessoa e sua classe social. Reconhecer a hora de sair e abrir mão do poder tem um gosto amargo de fel . 
Por outro lado, mesmo o aplaudindo, considero essa saída um alívio para a Diversidade e os Direitos Humanos, tendo em vista que o Bento XVI é uma liderança polêmica, pouco simpática à emancipação da mulher, ao ser e estar dos LGBT, do atuar firmemente na defesa da recuperação dos países africanos ou no combate à exploração dos trabalhadores. Eis um líder que se afasta bastante de uma evangelização progressista que prima pela liberdade das pessoas de serem e estarem enquanto diferentes, do olhar para as pessoas para além do julgar, mas primordialmente colaborar com elas na perspectiva de seu bem-estar e uma vida no e para o amor. Não há como evitar estabelecer um paralelo entre o referido líder e demais líderes Católicos, a ver como exemplo o Papa João Paulo II, Dom Helder Câmara, entre outros. O Bento XVI de longe é um evangelizador carismático como os supracitados, líderes que entoaram o coro de um Catolicismo da libertação. 
A notícia em questão nos traz certa esperança de que aquele que estar por vir, o sucessor deste, traga aos Cristãos discursos que provoquem reais mudanças sociais. Para além de cultos e discursos “iluminados”, é preciso que o Vaticano mova seus fieis em prol das práticas que agreguem, que consigam ir além do julgar o certo e o errado, o moral e o imoral, porém que apontem uma ética que guie para a felicidade e o amor ao próximo, como é recorrente nas práticas de muitos setores da própria Igreja Católica, de muitos líderes e fieis cristãos. De nada adianta o Conclave quebrar padrões ao eleger uma Papa negro, latino ou oriental, se as práticas e os discursos do próximo eleito persistirem conservadoras, opressoras ou estimulando preconceitos. Desse modo, mudaremos o corpo, mas o espírito de longe será santo. 
O que se espera dos Cardeais é o enxergar dos novos caminhos e desafios apresentados pelo Século XXI para a evangelização , um pregar que motive e desperte nas pessoas razões para crer na Palavra com uma fé inabalável, uma fé que se materialize na prática e cotidiano dessas pessoas. É preciso eleger um Papa que seja o porta-voz de propostas e caminhos igualmente para aqueles Ateus ou não Católicos, para que esses passem a não somente respeitar a Igreja Católica, mas também a concordar e simpatizar com ela, colaborar, mesmo que de fora, cooperar com um discurso que garanta a liberdade, a igualdade e uma real fraternidade. *Luciano Freitas Filho é Secretário Nacional LGBT do PSB. 
 Autor: Luciano Freitas Filho

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Eduardo Campos participa do lançamento da Campanha da Fraternidade 2013

Após o lançamento da Campanha da Fraternidade 2013 Eduardo Campos confirmou agenda de Dilma Rousseff em Pernambuco.
O presidente Nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, acompanhado da primeira-dama, Renata Campos, prestigiou o lançamento da Campanha da Fraternidade 2013. A cerimônia, que foi conduzida pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, aconteceu na tarde desta quarta-feira (13/02), no Centro de Internação Provisória da Funase, no bairro do Bongi, no Recife. Entre socioeducandos e familiares, participaram da celebração cerca de 500 pessoas. 
Eduardo afirmou que a escolha do tema “Juventude e Fraternidade” para a campanha foi uma decisão muito acertada, pois “a juventude brasileira precisa de mais fraternidade, educação e oportunidade, sobretudo aqueles que estão em situação de vulnerabilidade”. Dom Fernando Saburido revelou que essa temática já foi trabalhada pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e que a preocupação com os jovens é constante. “Temos que ficar mais perto dessa parcela tão expressiva da população”, ressaltou o arcebispo. Para Eduardo, é muito “simbólico” ter uma campanha tão especial lançada em uma das unidades da Funase, afinal muitos jovens precisam apenas uma orientação. 
O governador admitiu estar ciente da situação de algumas unidades da Funase e que os problemas serão resolvidos. “Quero ficar conhecido como o governante que levou os jovens da instituição para escola e não o contrário”, cravou Eduardo, dizendo que não tem a intenção de encobrir os problemas. “Quando um jovem precisa ser internado na Funase, é sinal que há falhas em outras áreas e nós temos que ajudar cumprindo o nosso papel enquanto sociedade”, destacou o governador, que na ocasião também estava acompanhado dos secretários Pedro Eurico (Criança e Juventude) e Laura Gomes (Desenvolvimento Social e Direitos Humanos). Assessoria de Comunicação Social do Governo de Pernambuco

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Eduardo Campos no RS dias 08 e 09 de abril

O Governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB estará no Rio Grande do Sul dia 09 de abril participando do Fórum da Liberdade e no mesmo dia estará no "Tá na Mesa", da Federasul. Ainda será homenageado na Assembléia Legislativa gaúcha com a medalha "Mérito Farroupilha".
No dia 08 ele participa de uma festa em homenagem aos 50 anos do presidente estadual da sigla, Beto Albuquerque, para marcar posição política no RS.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Rollemberg é o novo líder do PSB no Senado Federal

O senador Rodrigo Rollemberg (DF) foi indicado pelos seus colegas para ser o novo líder da bancada do PSB no Senado, obedecendo ao rodízio anual definido pela bancada no começo da legislatura. Rodrigo assume o posto que foi ocupado, no ano passado, pela senadora Lídice da Mata (BA).
Em seu primeiro pronunciamento como líder do PSB, o senador Rollemberg ressaltou que o Senado deve ser protagonista no debate sobre os rumos do crescimento brasileiro porque o país espera do Congresso não um debate genérico, desvinculado da realidade vivida, mas sim decisões sérias e corretas. 
Rollemberg disse que o Brasil “chegou a uma encruzilhada” em relação ao crescimento socioeconômico. Ele destacou que o brasileiro vislumbra grandes conquistas feitas num passado recente, mas se depara, ao mesmo tempo, com enormes desafios no futuro, principalmente no que diz respeito à produtividade da economia e as mudanças na educação básica.
De acordo com Rollemberg, o país precisa perseguir índices crescentes de produtividade, com medidas como a interação complexa de inovação, infraestrutura adequada, alto nível educacional, condições de saúde, taxa elevada de investimento e gestão eficiente e moderna, tanto do setor público quanto do privado. 
“Está claro que a ampliação do emprego, do crédito e da renda não são suficientes para dar ao processo de desenvolvimento do Brasil todo o dinamismo de que precisa. Não podemos nos acomodar. Precisamos atingir índices maiores de produtividade”, disse o líder do PSB no Senado.

Líder do PSB diz que Campos será candidato: ‘Lula não nos impedirá de fazer o que ele fez’

O deputado gaúcho Beto Albuquerque lidera na Câmara a bancada do emergente PSB. Na noite passada, ele concedeu uma entrevista. Falou sobre o projeto de poder de sua legenda com franqueza inusual. Contou que a candidatura presidencial de Eduardo Campos “é um consenso dentro do PSB”. Nas reuniões internas, o governador pernambucano revela-se “entusiasmado.” 
Para levar seu candidato à vitrine, o partido já prepara um ciclo de viagens 
–“É uma forma de mostrar o Eduardo ao Brasil”, diz Beto. A essa altura, declara o deputado, já não espaço para apelos de Lula em favor de Dilma. “O Lula não pode nos impedir de fazer o que ele fez. Ele é o nosso ensinamento, nosso exemplo é o Lula.” 
E se oferecerem a vaga de vice de Dilma a Eduardo Campos? “O Lula sabe que isso é impossível. O PT engordou de tal forma o PMDB, que esse é um caminho sem volta. Esse casamento não tem recuo.” 
E quanto ao argumento de que o mandarim do PSB, por jovem, pode aguardar até 2018? 
“Não é o caso de esperar. O momento é de exercer a oportunidade do protagonismo em 2014.” Vai abaixo a entrevista: 
— É verdade que Eduardo Campos irá correr o país? Dentro das limitações de governador, ele vai andar o Brasil. Vem ao Rio Grande do Sul em 9 de abril. Haverá um evento partidário, em função dos meus 50 anos. Queremos reunir umas 2 mil pessoas. Ele também fará uma palestra no Fórum da Liberdade, organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais. É um evento tradicional, está na sua 26ª edição. Reúne muita gente. Nesse dia, inclusive, antes do Eduardo, fala a bloqueira cubana [Yoani Sanchez] e, depois, o [Roberto] Setúbal. Ele vai participar também de outro tradicional evento de debates da Federação das Associações Comerciais do Rio Grande. E vai receber uma honraria da Assembléia Legislativa, a Medalha do Mérito Farroupilha –iniciativa de deputados de outros partidos, não do nosso. 
— Afora essa agenda gaúcha, o governador irá a outros Estados? 
Devemos ter agendas como essa em outros Estados. Nossa ideia é proporcionar ao Eduardo oportunidades para expor suas ideias sobre política de gastos públicos, planejamento e desenvolvimento. São coisas que ele domina e que vem proporcionando a ele muito reconhecimento. 
— Eduardo Campos decerto não percorrerá o mapa a passeio. É candidato à Presidência da República? Nosso partido vê com total entusiasmo a possibilidade de ele ser candidato. Há um consenso dentro do PSB, até pelo aprendizado que nós tivemos com o próprio Lula. 
— Aprendizado? Sim, claro. O Lula não esperou que alguém viesse oferecer para ele a oportunidade. Ele começou a disputar, perdeu três eleições e ganhou as outras. Então, nós temos que enxergar a janela de oportunidade que se abriu diante de nós. Há um certo esgotamento dessa dicotomia tucano-petista. Já são 20 anos. Temos no Eduardo uma liderança testada, aprovada. É bom gestor, é político e é jovem. Não podemos perder essa oportunidade. Essas agendas todas que o partido passa a realizar pelo país é, evidentemente, uma forma de mostrar o Eduardo ao Brasil. 
— Nas reuniões internas, qual é a reação de Eduardo Campos a esse debate sobre o projeto presidencial do PSB? Ele está entusiasmado. Sabe das dificuldades, não ignora o tamanho do desafio. Nós prezamos muito dois predicados: pé no chão e humildade. Vivemos um momento bom. Mas tem muita coisa para fazer. Partimos de uma base muito boa. O Eduardo tem resolvido bem as questões econômicas e de gestão em Pernambuco. Você vai ao Porto de Suape e vê 50 mil pessoas trabalhando lá. O empreendedor chega em Pernambuco e não encontra dificuldades para se instalar e produzir.
— Parte da pujança de Pernambuco decorre dos investimentos federais feitos no Estado na gestão Lula, com quem Eduardo Campos mantém relações de amizade. Se Lula pedir, o governador não troca suas pretensões pelo apoio a Dilma Rousseff? Creio que não. O Lula não pode nos impedir de fazer o que ele fez. Ele é o nosso ensinamento, nosso exemplo é o Lula. Além disso, sem negar nada do que foi feito pelo Lula, há verdades que precisam ser ditas. Peguemos o exemplo da Fiat. Foi o Lula que mandou a Fiat para Pernambuco? Não, a Fiat foi para um Estado que tem um ambiente de empreendedorismo afirmativo. A refinaria [Abreu e Lima], sim, o Lula ajudou. É importante. Mas por que foi para Pernambuco? Porque havia lá uma atmosfera favorável, com as coisas preparadas, com os imbróglios desatados.
— E se for oferecida a Eduardo Campos a posição de vice de Dilma? 
O Lula sabe que isso é impossível. O PT engordou de tal forma o PMDB, que esse é um caminho sem volta. Esse casamento não tem recuo. O PMDB pode ficar tranquilo conosco. O que nós queremos não é o espaço deles. Queremos outro espaço, o nosso espaço.
— E quanto ao argumento de que Eduardo Campos, jovem ainda, pode esperar até 2018?
Não é o caso de esperar até 2018. O momento é de exercer a oportunidade do protagonismo em 2014. Qual é a liderança que surge e que está provocando debate agora? Não é o Aécio Neves. É o Eduardo Campos. Esse protagonismo tem muito da nossa vontade. Mas também decorre dos fatos. As coisas estão acontecendo.
— Acha que Eduardo Campos desrespeitaria os fatos se deixasse de se candidatar? Seria ignorar os fatos, dar as costas para uma janela de oportunidade que acontece por várias razões. Não é obra apenas da nossa competência, mas de um somatório de coisas. Não se pode negar uma oportunidade dessas. Ainda hoje, no Twitter, uma pessoa do PT me escreveu: ‘Só espero que o Eduardo não seja mais uma candidatura de direita’. Eu respondi: Vocês são engraçados. Para ser vice, o cara é maravilhoso. Se quiser ser candidato, já começa a ficar ruim. Esse tipo de mensagem não funciona.
— O PSB cresceu, mas sua estrutura parece frágil para um voo presidencial. Imaginou-se que se juntaria ao PSD. Porém, Gilberto Kassab está se entendendo com Dilma. Não vai faltar palanque e tempo de tevê? Não creio que o diálogo do Kassab conosco esteja esgotado. O que o Kassab vai fazer politicamente? Não vai ser ministro. Não me parece que queira ser deputado. Pode desejar uma candidatura a governador de São Paulo. Bem, com o apoio do PT é que não vai ser. Estamos conversando também com outros partidos –o PDT, o PTB…
— E os palanques? Hoje, temos seis governadores e achamos que, em 2014, podemos ter de dez a 12 candidatos. Não queremos candidatos fracos. Preferimos não ter, não há problema nenhum nisso. Além dos palanques que podemos montar, a política brasileira, em razão de as eleiçoes não serem unificadas, tem coisas que só existem no Brasil: podemos ter palanques que recepcionem o Eduardo. Nada impede, por exemplo, que um governador do PMDB recepcione o Eduardo em determinado Estado a despeito do apoio nacional do partido à Dilma. Vamos buscar palanques que nos recepcionem.
— Está convencido de que haverá estrutura? Nosso esforço será para obter uma coligação que nos dê um tempo razoável de televisão, suficiente para expor os projetos. Mas a gente já fez esse tipo de reflexão a partir da experiência da Marina Silva na última eleição. Ela não tinha um único candidato a governador dela. Não tinha um partido forte. Não tinha muito tempo de tevê. E fez 20 milhões de votos. Isso não é voto de evangélico nem de ambientalista. É um sentimento de renovação. Um sentimento que vem crescendo. Tem uma parcela da sociedade que não quer o ontem e que já aprovou o hoje, mas avalia que está chegando a um ponto de esgotamento. Tem muita gente pensando em renovação.
— Acha que o ideal é ter vários candidatos? Numa eleição em dois turnos, é importante ter vários candidatos. Queremos muito que o Aécio seja candidato. A candidatura da Marina, que nós admiramos, também é importante. Se ela conseguir fundar o seu partido e aproveitar o seu recall, ótimo. Acho que podemos ter uma eleição muito boa do ponto de vista da representação e do debate, com gente muito qualificada.
— Não acha que é uma incoerência o PSB manter o controle de dois ministérios, o da Integração Nacional e o dos Portos? Nossa permanência do governo tem prazo, não pode passar desse ano.
— Essa demora não pode ser mal compreendida? Não. Se tivermos o Eduardo como candidato, ele não será um candidato anti-PT ou anti-Dilma. Podemos ser a candidatura do pós-PT. Não temos vergonha de ter integrado o governo Lula ou de integrar o governo Dilma. Somos uma candidatura de esquerda e achamos que há espaço para duas candidaturas. Não há nenhuma contradição nisso.
— Nas disputas do Congresso, o PSB teve candidato contra Henrique Alves na Câmara e apoiou o rival de Renan Calheiros no Senado. Os senhores se reuniram com Eduardo Campos, na quinta, para avaliar os resultados. O que concluíram? Fizemos essa reunião de avaliação, em Brasília. Achamos que nosso desempenho na Câmara e no Senado foi muito positivo.
— Por quê? Em função do nosso protagonismo, da nossa distinção. — Quando fala em distinção se refere ao distanciamento em relação a PT e PMDB? Sim. Mas não foi só. Nós nos distinguimos também do Aécio. Eu até brinquei, dizendo que o Aécio e a Dilma fizeram na Câmara 271 votos [eleitores de Henrique Alves, do PMDB] e o Eduardo Campos fez 165 [votação de Júlio Delgado, do PSB]. O PSDB inteirinho foi com o Henrique. No Senado, o Aécio não fez nem discurso. Disseram que votariam num candidato [Pedro Taques, do PDT] e, no voto secreto, o PSDB foi para o lado do outro candidato [Renan Calheiros]. — Que efeitos esse posicionamento adotado no Congresso pode ter do ponto de vista eleitoral? Mostramos que nós estamos ouvindo mais as vozes das ruas, que querem renovação  querem mudança de práticas políticas. Nesse Big Brother em que se transformou a política, tem gente que acha que não está sendo vista nem ouvida. Engano. A observação hoje é maior do que em outras épocas. O voto secreto não esconde mais ninguém.

Eduardo Campos: não há indícios de falha contra Gurgel

O governador Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, não vê nenhum indício de falha do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que justifique um pedido de impeachment. "É uma medida que existe, que é constitucional, mas que é uma medida extrema, quando há uma falha grave, um absurdo, um descumprimento da lei", afirmou ele, na concentração do bloco Galo da Madrugada, esta manhã, ao ser questionado por repórteres sobre a intenção de peemedebistas aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros. 
A medida seria em retaliação a Gurgel por ele ter enviado denúncia contra Renan ao Superior Tribunal Federal (STF) dias antes da sua eleição à presidência do Senado. Consistiria em levar adiante representações contra Gurgel protocoladas na mesa da Casa que normalmente seriam arquivadas. 
"Da mesma forma que um detentor de mandato pode ser cassado, um governador, um prefeito, um presidente pode ser 'impichado', sofrer um impeachment, o procurador também pode, mas só em caso de descumprimento da lei", explicou, ao reafirmar:
"Não vejo nem conheço nem o País conhece nenhum fato objetivo que venha a incriminar a ação do procurador". 
"Não há sequer uma representação ao conselho superior do próprio Ministério Público de qualquer descumprimento da lei e do regimento interno no próprio Ministério Público", continuou. 
O governador aproveitou para identificar o PSB como um partido que representa a ética e a transparência, ao ser indagado sobre qual será o comportamento da legenda em relação ao fato. 
"Nosso partido vai se meter em tudo o que seja certo, que defenda a ética, a transparência, melhores práticas na administração pública". Frisou ainda que a democracia e a liberdade de expressão são as bandeiras e os valores que presidem o partido. 
"Não precisa eu falar, as pessoas que estão lá á sabem e a vida inteira fizeram isso". Aliado da presidente Dilma, mas com disposição de fazer um voo solo visando à Presidência da República, ele não considerou fruto de rusgas o fato de a presidente não ter ido prestigiar o carnaval de Pernambuco, preferindo ir para a Bahia, governo do PT. "Com a agenda intensa que ela tem, ela procurou dar uma parada". 
Observou que o local escolhido é bastante reservado, "onde ela fica descansando com a família". Acompanhado do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, Eduardo Campos caminhou pelas ruas cheias de foliões cumprimentando, abraçando e posando para fotos antes de ir encontrar seus convidados - entre eles, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, e da Saúde, Alexandre Padilha - para levá-los ao camarote oficial do governo estadual, no percurso do Galo. O governador passa o carnaval em Pernambuco. Vai prestigiar a festa no Recife, Olinda e interior.
Fonte: Yahoo Notícias

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Vinicius de Carvalho fala sobre momento do PSB

Continuo a série sobre a eleição presidencial de 2014. Hoje concentro-me um pouco no Partido Socialista Brasileiro (PSB), que tem o atual governador de Pernambuco Eduardo Campos como pré-candidato. Campos vem sendo um dos políticos mais celebrados pela mídia desde a eleição municipal do ano passado, em função das importantes vitórias obtidas pelo partido em capitais como Belo Horizonte, Fortaleza, Recife e Cuiabá.
   Outra razão foi a manutenção da tendência de crescimento do PSB, saindo de 133 prefeituras em 2000 para 176 em 2004, 310 em 2008 e 443 em 2012. Foi o maior crescimento obtido de 2008 para 2012 entre os grandes partidos (42,9%), seguido de longe pelo PT (13,98%). Além disto, Eduardo Campos sempre aparece entre os Governadores dos Estados com melhor avaliação pelos institutos de pesquisa e obteve uma das maiores votações proporcionais em sua reeleição no ano de 2010, com quase 83% dos votos válidos.
   Entretanto, após os resultados já comentados e outras declarações, será muito difícil o PSB recuar de tê-lo na cabeça de chapa. A tradição política aponta que em regimes presidenciais aqueles que ocupam a vice raramente chegam à titularidade, salvo por vacância do titular. O vice tem um determinado capital eleitoral, mas sem condições de encabeçar a chapa.
   O PSB relutará em abrir mão de Eduardo Campos na cabeça de chapa porque ele é, sem sombra de dúvida, o melhor quadro nacional já produzido pelo partido desde sua fundação. Vale lembrar que o PSB já apresentou Anthony Garotinho como candidato a Presidente em 2002 e teve Ciro Gomes como um pré-candidato em 2010. Contudo, nenhum dos dois foi formado no partido, já que Garotinho veio do PMDB e Ciro Gomes já passara por PMDB, PSDB e PPS.
   Sozinho ou coligado com alguém, o PSB de Eduardo Campos tem tudo para desempenhar um papel central nas próximas eleições por algumas razões. Foram eleitos em 2010 seis governadores do partido, nos Estados de Pernambuco, Ceará, Amapá, Paraíba, Piauí e Espírito Santo. Tais Estados somados representam cerca de 15 milhões de votos ou em torno de 15% dos votos válidos. Para se ter uma ideia, esta votação é superior à do Estado de Minas Gerais e 2/3 da de São Paulo. Neles Dilma Roussef abriu uma vantagem de quase seis milhões de votos sobre José Serra no segundo turno de 2010, que se mostraram decisivos na totalização em nível nacional. Se estes mesmos votos virassem de Dilma para Serra, a eleição teria ficado próxima de um empate.
   Quando olhamos os dados é possível ver que, retirando a região Nordeste e o Estado do Amazonas, a eleição de fato ficou próxima de um empate. Dilma teve 455.985 votos a mais do que José Serra, num colégio eleitoral de aproximadamente 72 milhões. Isto equivaleu a cerca de 0,63% dos votos deste grupo de eleitores ou 0,31% num confronto direto. E isto num momento em que o Produto Interno Bruto (PIB) estava crescendo a 7,5%, o que dificilmente se repetirá em 2014.
   Numa boa coligação incluindo um algum partido que aumente sua presença no eleitorado do Sul e Sudeste e também ajude no financiamento da campanha, Eduardo Campos torna-se de fato um competidor de respeito para 2014. Será que ele vai repetir o que fez em 2010 com a pré-candidatura Ciro Gomes e tentará usar este capital para fortalecer o PSB em 2014 visando uma candidatura em 2018? Isto já é assunto para o artigo da próxima semana.
   Vinicius de Carvalho Araújo é gestor governamental do Estado, mestre em História Política, professor universitário escreve neste blog toda segunda-feira - vcaraujo@terra.com.br www.professorviniciusaraujo.blogspot.com

Autor: Vinicius de Carvalho Araújo
Fonte: O NORTÃO

Histórico do PSB

Histórico 
1. O Partido Semente (1947-1965) Em 1945, quando findava o Estado Novo, formou-se a Esquerda Democrática. Seu objetivo era combinar as transformações sociais com ampla liberdade civil e política. Baseava-se num conceito amplo de esquerda: socialismo construído de forma gradual e legal, nacionalismo e defesa da democracia. Diferenciava-se dos udenistas que defendiam o liberalismo econômico e do socialismo autoritário e estatista dos comunistas. “O Partido não considera socialização dos meios de produção e distribuição a simples intervenção do Estado na economia” e “realizar-se-á gradativamente, até a transferência, ao domínio social, de todos os bens possíveis de criar riqueza, mantida a propriedade privada nos limites das possibilidades de utilização pessoal, sem prejuízo do interesse coletivo”. Entre seus fundadores estavam: João Mangabeira, Domingos Vellasco, Hermes Lima, Rubem Braga, Osório Borba, Joel Silveira, José Lins do Rego, Jader de Carvalho, Sergio Buarque de Hollanda e Antonio Candido. 
Em 1947, a Esquerda Democrática transformou-se no Partido Socialista Brasileiro, com o mesmo programa e propostas da E.D. Propunha-se a ser um partido de “todos que dependam do próprio trabalho”. Defendia reformas imediatas como a nacionalização de áreas economicamente estratégicas, a ampliação dos direitos dos trabalhadores, a garantia de saúde e educação públicas, além do desenvolvimento da democracia e dos meios de participação popular. 
Em sua estrutura partidária já trazia uma novidade que caracterizaria o perfil democrático e conscientizador do PSB: os Núcleos de Base. Através deles, a militância poderia se envolver no projeto partidário, discutir as questões nacionais e através da soma das opiniões debatidas formar a orientação e o alvo da ação partidária. A imprensa partidária teve na Folha Socialista, desde 1947, um centro de debates. Em 1950 tornou-se um semanário, vendido em bancas, combinando o debate político com as informações cotidianas. Os representantes eleitos prestavam contas e tinham seus mandatos discutidos. Combatiam aumentos indevidos em seus salários. Tinham grande preocupação com o trato do dinheiro e bens públicos. 
O PSB sempre lutou para trazer sua militância e as camadas oprimidas do povo para a arena da ação política e da participação direta nos rumos da nação, despertando da apatia política e do conformismo com uma realidade que lhes é adversa. 
O PSB foi pioneiro na campanha do petróleo, com a atuação parlamentar de Hermes Lima e com a organização popular através da UNE, dirigida na época por socialistas: Roberto Gusmão (1947/48) e Rogê Ferreira (1949/50). Na questão agrária, desde 1948, fizeram propostas inovadoras como as cooperativas agrícolas que produziriam alimentação, trabalho e renda em terras abandonadas na periferia de São Paulo ou o Código da Terra, que incluía a distribuição, a questão ecológica, a política trabalhista e agrícola. Teve lideranças destacadas nos anos 60, como Francisco Julião que foi deputado estadual e federal do PSB de Pernambuco e João Pedro Teixeira, presidente da Liga de Sapé, na Paraíba, e que, assassinado pelo latifúndio, deu base ao filme: “Cabra Marcado para morrer”. 
O Partido também teve atuação marcante na Frente Parlamentar Nacionalista, desde 1956, sob a liderança de seu deputado federal, Barbosa Lima Sobrinho. Nos processos eleitorais salientaremos alguns momentos. Em 1952, Osório Borba foi candidato do PSB ao Governo de Pernambuco, com apoio do PCB. Venceu em Recife e Olinda mas foi derrotado pelo voto do interior, mas abriu caminho para a “Frente do Recife” que levou Pelópidas da Silveira (PSB) à prefeitura. Esta foi uma administração brilhante, voltada para obras que beneficiaram principalmente as classes mais desfavorecidas. Foram criadas associações de bairro e audiências coletivas quinzenais nas quais o prefeito discutia com o povo os problemas da cidade. Miguel Arraes o sucedeu e em 1962, com apoio da Frente que incluía o PSB, tornou-se Governador. O combate ao analfabetismo e a defesa dos direitos dos trabalhadores rurais marcaram sua administração. Em 1953, o PSB apoiou Jânio Quadros, vereador progressista, para a prefeitura de São Paulo. Os socialistas tiveram participação na Secretaria de Higiene, dando ênfase ao saneamento básico, na Secretaria de Alimentação, enfrentando os intermediários e na Empresa Municipal de Transportes. Com pequena margem de votos na Convenção, obteve o apoio do partido para a candidatura a governador. O grupo paulista crítico a Jânio retomou a direção do Partido em 1957 e em 1960 a Convenção Nacional do PSB rompeu com Jânio, apoiando Lott. A aproximação com Jânio trouxe crescimento eleitoral mas perda de substância política. Uma característica que sempre marcou e marca até hoje a história do PSB é a postura democrática. Mesmo discordando dos comunistas, posicionaram-se contra a cassação dos mandatos e ofereceram legenda para seus candidatos. Em 1950, mesmo derrotados por Vargas, defenderam sua posse. Frente às pressões udenistas para derrubá-lo, o senador socialista, Domingos Vellasco, declara: “A posição dos socialistas é a de quem alerta o Sr. Getúlio Vargas. Desejamos, como defensores da constituição, que ele se mantenha na Presidência da República até o fim de seu mandato. E assim desejamos porque, como socialistas democráticos, somos contrários a qualquer golpe, a qualquer ditadura, a qualquer substituição de governo que implique retrocesso político, mas exigimos dos poderes constituídos a punição de todos os corruptores e dilapidadores da fortuna pública”. 
Em 1960, após a renúncia de Jânio Quadros, o PSB participou ativamente da campanha da legalidade contra a tentativa dos militares e setores conservadores de evitar a posse de João Goulart. O governo de Jango foi marcado pela busca das reformas de base. Os conservadores organizaram-se para manter os privilégios. Nesse cenário o PSB ampliou sua participação nas lutas sociais e no parlamento. No movimento estudantil a maior liderança do Partido era Altino Dantas, no movimento sindical urbano era o presidente do sindicato dos metalúrgicos de São Paulo, Remo Forli, na luta pela reforma agrária, Francisco Julião. João Mangabeira foi Ministro de Minas e Energia e depois Ministro da Justiça no período parlamentarista do governo Goulart. Aurélio Viana, Barbosa Lima Sobrinho, Domingos Vellasco, José Joffily, Jamil Haddad, Adalgisa Nery e muitos outros foram lideranças parlamentares nacionalmente respeitadas. Em 31 de março de 1964, deu-se o golpe militar que derrubou Goulart. Em 1965, o Ato Institucional nº2 extinguiu os partidos políticos. A maioria dos militantes do PSB foi para o MDB onde Aurélio Viana tornou-se uma das lideranças. Alguns foram para atuações mais radicais, como Altino Dantas, que foi para a ALN. 
O PSB se dispersou durante o regime militar. Quando houve a abertura política alguns como Pelópidas da Silveira ficaram no PMDB, outros como Jamil Haddad, Saturnino Braga e Rogê Ferreira foram para o PDT e outros como Antonio Candido, Sérgio Buarque de Hollanda e Fúlvio Abramo ajudaram a fundar o PT. Apesar de ter pequena expressão eleitoral, ser mais um partido de quadros do que de massas, o PSB lançou as sementes não apenas de uma ampla democracia partidária como de uma atuação política fiel a seu programa, voltada para o socialismo e a liberdade. Seu presidente João Mangabeira, desde a Esquerda Democrática até sua morte em 1964, é considerado uma das figuras mais respeitadas na vida política brasileira, por sua honestidade, inteligência, princípios firmes de defesa do socialismo democrático 2. A Refundação do PSB (1985/1989) Conquistada a democracia em 1985, articula-se no Rio de Janeiro, um grupo de professores e estudantes universitários para organizar um partido socialista. Para resistir e vencer a ditadura, a sociedade civil desenvolveu inúmeras lutas. Organizou as associações de bairro, as comunidades eclesiais de base e principalmente a “Campanha pelas diretas”, que criaram um tecido social mais amplo para a participação política. Para obter a habilitação do PSB foram procurados remanescentes da antiga Esquerda Democrática como Joel Silveira, Rubem Braga, Jader de Carvalho e Evandro Lins e Silva que concordaram em assinar o manifesto de reorganização. O escritório de Evandro, na avenida Rio Branco, tornou-se a sede das reuniões semanais. No dia 2 de julho ocorre a reunião de “refundação” do PSB. O manifesto apresenta o mesmo programa e estatuto do período 1947/65. Com os mesmos propósitos socialistas e democráticos, mostram que,40 anos depois, as mesmas formas de exploração persistiam, agravadas pela brutalidade da ditadura militar. Apontam a necessidade de trabalhar também contra a discriminação racial, opressão às minorias, às mulheres e crianças, violências contra culturas alternativas, degradação da qualidade de vida, depredação do meio ambiente, e genocídio de nações indígenas. Propõe uma cidadania ativa,a incorporação de novos direitos sociais, democratização dos meios de comunicação e defesa da soberania nacional. Em conclusão: descentralização completa do poder em uma economia gradativamente socializada. A Comissão Diretora Nacional terá Antônio Houaiss como presidente e como membros: Marcello Cerqueira, Roberto Amaral, Evandro Lins e Silva, Jamil Haddad, Joel Silveira, Rubem Braga e Evaristo de Moraes Filho. Entre os que assinam a Ata de Reorganização vamos encontrar também professores e pesquisadores respeitados hoje como César Guimarães, Wanderlei Guilherme dos Santos e Eli Diniz. Está também o estudante Cláudio Besserman Vianna, que vai se tornar o admirado humorista Bussunda(*1962 /+2006). Habilitado o PSB participa com alguns candidatos próprios às eleições municipais nas capitais e apóia candidatos progressistas e de esquerda. Como Saturnino Braga (PDT) venceu as eleições para prefeito do Rio de Janeiro, sua cadeira no senado será ocupada pelo suplente, Jamil Haddad, em março de 1987. Em maio, a Convenção dos fundadores elege como Presidente da Comissão Diretora Nacional, Jamil Haddad e como Secretário Geral, Roberto Amaral. O gabinete do senador vai se combinar com o gabinete de liderança do PSB, oferecendo condições para a organização das comissões municipais e estaduais e para as publicações que discutem as idéias do partido. Da tribuna, Jamil expõe suas concepções e projetos e apresenta o PSB ao país. Em 1987 o partido tem seu registro provisório e solicita registro definitivo. 
No Primeiro Congresso Nacional, em Outubro de 1987, o PSB passa a ter identidade. É oposição ao governo Sarney, tem 10 metas imediatas que vão da reforma agrária à socialização dos setores essenciais, do ensino público e gratuito em todos os níveis ao direito irrestrito de greve, liberdade sindical e jornada máxima de 40 horas semanais. Definem: “Que socialismo queremos”: “ Socialismo é sinônimo de uma sociedade que aboliu a propriedade privada capitalista dos meios de produção, os quais passam a ser propriedade cooperativas ou coletivas dos criadores das riquezas, os trabalhadores. Apresentam: “ Que partido queremos”: É socialista, com compromisso revolucionário e democrático, com filiado militante, sem lideranças privilegiadas, enraizado no movimento social e sindical e atuação parlamentar como consequência da organização dos trabalhadores e todo o povo. 
Em o “PSB e o movimento social” tornam-se princípios: Respeito à independência e autonomia e às decisões de congressos das categorias. Formação de colegiados de deliberação Recusa da prática do paralelismo Estímulo à solidariedade entre os movimentos sociais. Em julho de 1988 é aprovado pelo TSE o registro definitivo. A organização partidária traz crescimento e atrai parlamentares que concordam com as idéias definidas pelo Partido. Há um grande trabalho na Constituinte. Inicialmente, o PSB contava apenas com o Senador Jamil Haddad (RJ) e a deputada Beth Azize (AM) . Aliam-se aos setores progressistas e de esquerda. Aos poucos Abigail Feitosa (BA), José Carlos Sabóia (MA), Raquel Capiberibe (AP), Ademir Andrade (PA), José Luis Guedes (MG), entram para o PSB e formam uma bancada pequena, mas de grande qualidade. Só Jamil apresentou 123 sugestões na primeira fase, todas ligadas aos princípios partidários e necessidades da população como: reforma agrária, possibilidade de ação popular, punição exemplar à tortura. Das 536 emendas que apresentou posteriormente, 114 foram aprovadas. A Constituição Cidadã, aprovada em outubro de 1988, coroa o esforço inicial do PSB refundado Em 1989, o PSB vai solicitar a intervenção federal no Pará, para enfrentar a violência de assassinos de trabalhadores e lideranças parlamentares, entre elas o deputado estadual José Carlos Batista e o vereador Manoel Cardoso de Almeida do PSB. A impunidade é completa. Na campanha eleitoral o PSB tem participação decisiva. Dois anos antes da formação da Frente Brasil Popular, o PSB já fizera a proposta. Depois de muitas negociações, são escolhidos: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República e José Paulo Bisol, senador pelo Rio Grande do Sul, que se transferiu para o PSB, para vice Presidente. Participou também o PC do B . A campanha desperta grande entusiasmo e as pesquisas apontam crescimento constante. Collor vence o primeiro turno e Lula fica em segundo lugar. 
O PSB participa das articulações que ampliam a frente para o segundo turno com o PDT, PSDB, PV, progressistas do PMDB e lideranças do movimento social. O governador de Pernambuco, Miguel Arraes, apóia Lula no 2º turno. No comício final, na Candelária, fica junto com o presidente do PSB, Jamil Haddad e o secretário geral, Roberto Amaral. 3. Miguel Arraes no PSB (1990 / 2005) Em março de 1990, o governador Miguel Arraes, convidado pela direção nacional, ingressa no PSB. O partido que recomeçara com lideranças de classe média, que após grandes esforços estava organizado em todo o país e com registro definitivo, contava agora com uma das mais importantes lideranças populares. Com sua experiência, capacidade de mobilização e de análise política, vai fazer com que o Partido tenha um grande crescimento eleitoral , superando até a cláusula de barreira mais à frente. O momento político era de ápice do neoliberalismo, confundindo até pessoas de esquerda. Com serenidade e firmeza, Arraes chamava a atenção para o fato de que, o neoliberalismo é o liberalismo tradicional com nova roupagem, trazendo mais miséria, mais fome, mais exploração. O centro de suas lutas está na nação, nas desigualdades sociais e regionais. E será o povo o responsável pela transformação. Para isto, o PSB tem de se transformar em um partido popular. No fim do ano, será , pelo PSB, o deputado federal mais votado do país.. Entre 1990 e 1992, o governo Collor vai encontrar no PSB uma oposição conseqüente. O Partido será reconhecido como guardião da Constituição. Entra com diversos recursos contra inconstitucionalidades: confiscos do Plano Collor, taxa para conservação de rodovias (obteve deferimento), decreto dando ao Presidente direito para privatizar estatais sem passar pelo Congresso. Os deputados socialistas reagem contra a destruição da máquina pública. Miguel Arraes lê da Tribuna da Câmara o Manifesto da Frente Parlamentar Nacionalista que condena a desestatização desenfreada que inclui até a Usiminas. As administrações municipais socialistas começam a mostrar uma forma de governar com intensa participação dos setores mais oprimidos da população, com políticas centradas na educação, saúde, geração de emprego e renda. Os programas partidários na TV e rádio apresentam estas experiências e recebem elogios e o Partido novas filiações. A denúncia de corrupção feita pelo irmão de Collor, em maio de 1992, vai levar o PSB, através das falas de Miguel Arraes e do líder na Câmara, Célio de Castro, a solicitar uma CPI. O senador José Paulo Bisol e o agora deputado federal pelo Rio de Janeiro, Jamil Haddad ,vão participar da CPI. Ao lado da investigação no Congresso a população se mobiliza no Fora Collor à partir de agosto. O relatório, com provas cabais de desvios dos recursos públicos, é aprovado. Evandro de Lins e Silva, fundador e refundador do PSB participa da comissão de juristas que elabora o pedido de impeachment. Barbosa Lima Sobrinho, presidente da ABI e ex-deputado federal do PSB, faz a entrega do pedido ao presidente da Câmara. Decidida pelo Congresso a continuidade da investigação, Collor é afastado e assume o vice, Itamar Franco. A Comissão Nacional Executiva (CNE) do PSB avalia ser Itamar Franco pessoa com boa avaliação ética e defensor, quando senador, dos interesses nacionais. Jamil Haddad assume o Ministério da Saúde e Antônio Houaiss, o Ministério da Cultura. Ao assumir, em novembro de 1992, Jamil diz: “ A administração socialista (...) instalará neste ministério a religião do interesse coletivo. E a probidade é seu primeiro mandamento”. Sua atuação foi importantíssima para a saúde no país. A descentralização, prevista pela Constituição e consolidada com a Lei Orgânica de Saúde de 1990, através do Sistema Único de Saúde (SUS), começa a ser realizada com a criação dos Conselhos Municipais de Saúde, instrumento de definição das políticas e sua fiscalização. Injeta recursos nos laboratórios oficiais para a produção de medicamentos. Recupera os hospitais universitários em convênio com o MEC.O Presidente assina o decreto proposto por Jamil para os remédios genéricos. A reação da industria farmacêutica multinacional foi tão grande que apenas quando Serra foi ministro da saúde de FHC é que a aplicação acabou sendo efetivada. Atuou na revisão dos registros de remédios retirando medicamentos danosos e fantasiosos. A rede pública hospitalar sucateada começou a ser recuperada. Para a prevenção foi fortalecida a vigilância sanitária, programas de vacinação e saneamento básico. Como primeiro vice presidente, Miguel Arraes assume a presidência do PSB. 
No Ministério da Cultura, Antônio Houaiss vai ter como prioridades: reverter a indigência e sufocação das atividades de recuperação do patrimônio histórico e artístico e o apoio às atividades artísticas, particularmente o cinema. Em setembro de 2003, em Maceió, vai se realizar o IV Congresso Nacional do PSB. Depois de proposto pela CNE e discutido em reuniões prepatórias é aprovado “Um Projeto Para o Brasil” que passa a ser o eixo da atuação partidária. A luta política deve ser intensificada para a população elevar sua consciência e sua força. O Estado deve ser forte e não inchado, regulador, planificador e investindo nas áreas estratégicas. Reconhecendo duas grandes lideranças, o Congresso elege Jamil Haddad, Presidente de Honra e Miguel Arraes, Presidente do PSB. Em 1994, o PSB vai apoiar novamente a candidatura de Lula a presidente. Mas o Plano Real, adotado em março pelo governo Itamar, tendo Fernando Henrique como Ministro da Fazenda, tem ótimos resultados e leva-o à presidência. Se a campanha de 1989 tivera um caráter forte de frente, inclusive com o candidato a vice, Bisol do PSB, a campanha de 1994 ficou concentrada no PT. Mas nos diversos níveis o PSB teve crescimento eleitoral passando de 15 deputados estaduais para 33, de 11 para 15 deputados federais, elege Ademir Andrade do Pará para o Senado e dois governadores: Miguel Arraes em Pernambuco e João Capiberibe no Amapá. Em novembro de 1995, no Recife, teremos o V Congresso Nacional do PSB. Dois temas centrais de debate serão o neoliberalismo e a nova lei de partidos. Sobre a globalização e neoliberalismo, a cientista social Tânia Bacelar sintetizou de forma brilhante as mudanças. A economia capitalista em ciclo de baixa nos anos 70, vai fazer três movimentos: 
1. Reestruturação positiva ou mudança na organização da produção. O investimento básico hoje é no conhecimento. 
2. Globalização, prevista por Marx, levando a concentração e centralização do capital. É enorme o poder dos atores globais enfraquecendo os Estados-Nação. 
3. Financeirização da riqueza. Um ano de movimento cambial corresponde a 18 vezes toda a produção mundial. O neoliberalismo é a ideologia da retirada do Estado e centralidade do mercado adapta ao momento econômico do capitalismo. É o único caminho? Não. Projetos nacionais podem garantir inserção na economia mundial sem esta subordinação incrível a que o Brasil se submete. No debate sobre a nova lei dos partidos, Carlos Siqueira (primeiro secretário do PSB) apontou a intenção do legislador: reduzir a influência dos partidos de esquerda (PSB, PPS, PV, PDT) pela cláusula de barreira. Qual a estratégia do PSB? Tentar mudar a lei no Congresso e crescer sua representação na Câmara nas eleições. 1996 foi ano de eleições municipais. O PSB teve um crescimento enorme. De 59 prefeitos eleitos em 1992, passou para 150. Nas capitais elege o prefeito de Belo Horizonte e as prefeitas de Maceió e Natal. Em 1997 a Fundação João Mangabeira promove seminário sobre as administrações municipais socialistas. Além de haver a troca de experiências para melhor governar, os socialistas passam a ter um perfil comum de administração. Sendo o ano de comemoração dos 50 anos do PSB, em novembro,ele vai discutir em seu VI Congresso Nacional, em Brasília a construção de um grande partido nacional e popular através de um projeto de inclusão social que preserve a soberania, fortaleça a federação, consolide e unifique os movimentos populares e dê solução às desigualdades sociais regionais. Como você pode ver, os Congressos Nacionais do PSB não são apenas para a escolha de seus dirigentes, mas um espaço de amplo debate dos problemas nacionais e as possibilidades de superá-los no caminho do socialismo democrático. Em 1998, Roberto Amaral, desenvolve de forma participativa, o Programa de Governo do PSB. É uma combinação dos princípios e experiências do PSB para orientar o exercício do poder em sociedades capitalistas favorecendo os caminhos para o socialismo. A Fundação João Mangabeira vai promover em Brasília Curso de Capacitação de Instrutores em Formação Política. Os 38 militantes de 18 estados vão preparar-se para multiplicar a formação política em suas regiões. Nas eleições presidenciais, o PSB integra novamente a aliança de Esquerda de apoio a Lula. Logo após o segundo turno Arraes apresenta um texto de grande profundidade: As eleições de 1998 e o golpe de 1964 mostrando que os objetivos do grande capital internacional e nacional impostos em 1964 cada vez mais se realizam. A única forma de enfrentar o desafio é desenvolver amplo movimento popular. Em 1999, além de realizar diversos seminários, debates e publicações o PSB realiza seu VII Congresso Nacional em Novembro, em Brasília. Antônio Houaiss, primeiro presidente do PSB refundado, falecido há pouco, será homenageado. Em 2001 o PSB decide ter candidato próprio à presidência. A idéia é oferecer ao eleitorado outra opção além de Lula para buscar a mudança. No 2º turno as esquerdas apoiariam o mais votado dentre seus candidatos. Quais devem ser os eixos do Programa? A sugestão de Arraes é aprovada por unanimidade do Diretório Nacional. São eles: 1.Inserção, sem submissão aos EUA, no mundo global.Mercosul como ponto de partida. 2.Auditoria da dívida pública, interna e externa. Há investimentos sociais urgentes. 3.Revisão das privatizações feitas pelo governo federal. 4.Restabelecimento da federação. 5.Fortalecimento do Estado como agente de desenvolvimento para reduzir disparidades regionais. O VIII Congresso Nacional do PSB, realizado em novembro de 2001,em Brasília, confirma a decisão pela candidatura própria à presidência da República. Em 2002 esta decisão será levada à prática. Garotinho, governador do Rio de Janeiro, que saiu do PDT e se filiou ao PSB, será candidato a Presidente da República e o Deputado federal do PSB do Maranhão, José Antônio Almeida, será candidato a vice. Os compromissos básicos serão: Com a soberania – autonomia decisória Com a solidariedade – nação de cidadãos Com o desenvolvimento – projeto coerente Com a sustentabilidade Com a democracia ampliada A candidatura obteve mais de 15 milhões de votos mas ficou em terceiro lugar. No segundo turno o PSB apoiou Lula. Os resultados para a Câmara Federal, com 22 eleitos foram decisivos para vencer a cláusula de barreira. Em 2003 o PSB tem novas responsabilidades. Roberto Amaral assume o Ministério de Ciência e Tecnologia. Será sucedido em 2004 pelo deputado federal por Pernambuco, Eduardo Campos. Em 2006, Sérgio Resende, também do PSB, assume o cargo. A política teve continuidade, sendo situada em 4 eixos: Inclusão social, com redução das desigualdades regionais. Desenvolvimento econômico agregando inovações. Ampliação da formação de pesquisadores em áreas estratégicas. Intensificação da cooperação internacional com afirmação da soberania nacional. A atuação do partido no Congresso foi de apoio ao governo Lula mas mantendo fidelidade ao seu programa. Na reforma da previdência a bancada não aceitou o pacote enviado pelo governo.Defendeu previdência complementar pública e não privada. Na reforma tributária apresentou emendas: taxação da especulação financeira com a taxa Tobin, desoneração na área produtiva e nas folhas de pagamento. Em 2004 o PSB cresce nas eleições municipais. Dos 133 prefeitos eleitos em 2000, passa agora para 176. É o nono partido mais votado. Em 2005 o PSB e o Brasil vão perder Miguel Arraes. No dia 13 de agosto o presidente do Partido faleceu. O IX Congresso do PSB realizou-se poucos dias depois, sob a presidência de Roberto Amaral que salientou o compromisso, individual e coletivo com a continuidade da obra de Arraes. Na Declaração Política define: Só a construção da justiça social poderá gerar a verdadeira estabilidade Como todo o povo o PSB sofre com a erosão da esperança e dilapidação do patrimônio ético-político O PSB reafirma a governabilidade e busca cabal apuração de toda e qualquer irregularidade ou desvio de conduta no poder público. 
O PSB defende política econômica soberana e reforma política profunda. 
Eduardo Campos, foi eleito presidente do PSB para o triênio: 2005-2008. 
4. Os novos desafios Nas eleições de 2006, o PSB apoiou a recandidatura vitoriosa de Lula à presidência.Elegeu três governadores: Eduardo Campos (PE), Wilma de Faria (reeleita-RN) e Cid Gomes ( CE ) . Em 2007, a bancada do PSB no Senado é composta de : Antônio Carlos Valadares (SE), Patrícia Sabóya Gomes (CE) e Renato Casagrande (ES). Na Câmara dos Deputados, hoje com 29 parlamentares, o PSB formou a bancada de esquerda de apoio ao governo federal, composta de 78 deputados. Ao lado do PSB estão o PDT, PAN, PMN e PHS, sob a liderança do Deputado Federal do PSB de São Paulo, Márcio França. Quase 200 dos municípios são governados por prefeitos do PSB e 1879 vereadores socialistas apresentam projetos e fiscalizam a administração de suas cidades. 
A Fundação João Mangabeira realizou, no dia 21 de janeiro de 2007, Seminário de Planejamento Estratégico dos Segmentos Organizados do PSB. Cada um deles realiza seu Congresso Nacional um dia antes do Congresso Nacional do PSB. Eles contribuem para a integração do partido e seus representantes no executivo e legislativo aos movimentos sociais. A Juventude Socialista Brasileira (JSB) que teve seu primeiro Congresso Nacional em 1993 tem como meta a conscientização e politização dos jovens para a construção do socialismo. 
O Movimento Sindical Socialista, com seu primeiro Congresso Nacional em 1997, propõe um sindicalismo livre, democrático, classista, autônomo e de luta, comprometido com a construção do socialismo. A Secretaria da Mulher, teve seu primeiro Congresso em 1999. Para buscar a sociedade socialista é necessário alcançar a igualdade de gênero. O Movimento Negro do PSB foi criado em 2003.Luta pelo socialismo democrático com justiça e equidade, unidade na diversidade. 
O Movimento Popular Socialista realizou seu primeiro Congresso em 2005. Depois de examinarmos estes 60 anos do PSB, entendemos a razão do orgulho dos militantes do Partido. A semente lançada em 1947 rendeu bons frutos. Um pequeno partido, com diminuta presença nos movimentos sociais, poucos parlamentares e ocupantes de mandatos no executivo, tem hoje uma ampla representação política em todo o país, cresce nos movimentos sociais e é respeitado pela fidelidade a seus princípios e a seu programa. Com densidade faz a crítica à sociedade capitalista em que vivemos e apresenta proposições voltadas para a sociedade futura, que será, temos certeza, socialista e democrática. Se acompanhamos toda a construção do PSB, de suas idéias, lideranças e ações na sociedade e nos espaços de poder, se nos sentimos herdeiros desta história com resultados brilhantes em condições tão adversas, novos desafios se apresentam para o PSB e para todos nós, socialistas. Carlos Siqueira, Primeiro Secretário Nacional do Partido, apresentou uma tese no IX Congresso do PSB, em 2003, estimulando o desenvolvimento de um projeto de ampliação dos objetivos estratégicos do PSB. Parte das preocupações historicamente básicas da esquerda e marcantes na vida do PSB: a igualdade, a justiça, a liberdade e a participação. Como incluir no projeto estratégico do Partido, de mudanças estruturais na sociedade, os novos problemas e atores que não se limitam a oposição proletariado e burguesia ou socialismo e capitalismo. Na diversidade e pluralidade da vida social contemporânea, há relações outras de dominação e subordinação como as de gênero ou as étnicas que precisam não só ter espaço de fala mas também passarem a ser parte do processo de libertação socialista. A democratização precisa ser aprofundada com a participação cidadã mas precisa ser estendida às diversas instituições sociais como a família, a escola, as igrejas, os serviços públicos... 
Para tornar realidade esta ampliação de objetivos teremos de desenvolver, pelo menos seis pontos: 
1. incluir esta diversidade com sentido de conjunto 
2. as diversas vozes precisam ter elos de ligação entre suas demandas e a luta política 
3. estas diversidades devem aparecer em suas falas, em sua dignidade e identidade, sem se dissolver 
4. as necessidades do “aqui e agora” tem que ser contempladas, ao lado dos objetivos de médio e longo prazo 
5. o projeto ampliado deve ter um compromisso ético-político com o presente e o futuro dos sistemas vivos do planeta, revolucionando a vida das pessoas em um meio ambiente saudável 
6. assumir como valores fundamentais: 
A.O igualitário e popular retomando as aspirações dos excluídos, discriminados e oprimidos não apenas entre os trabalhadores da cidade e do campo. Os jovens encontram enormes dificuldades de acesso ao mercado de trabalho. As mulheres enfrentam a violência doméstica e salários mais baixos que os homens nas mesmas atividades. Com aposentadorias ridículas os idosos passam a trabalhar como antes para se sustentar. 
B. O democrático não apenas na vida política mas em toda a vida social. 
C. O libertário combinando o aprofundamento das liberdades pela democratização da riqueza social com o respeito à diferença. Serão excluídas as liberdades de torturar, explorar, oprimir, discriminar. 
Todo este projeto de uma nova esquerda no Brasil só será factível numa nação soberana, capaz de se incluir na globalização sem subserviência aos interesses do grande capital e das grandes potências. O desafio que está posto hoje para o PSB, que deve ser enfrentado sob a liderança do Governador Eduardo Campos e com a participação das lideranças emergentes do Partido que se somará à experiência histórica acumulada por diversos companheiros, é formular um projeto para o Brasil, capaz de ampliar substancialmente as conquistas do atual governo. Uma esquerda capaz de ter clareza nas políticas urbanas , quando 80% dos brasileiros moram nas cidades, cercados de problemas. Uma nova esquerda capaz de reorganizar o pacto federativo, para que prefeitos e governadores deixem de ir à Brasília com pires nas mãos. Uma nova esquerda capaz de formular e implementar um desenvolvimento sustentável, construindo um mercado interno sólido, uma produção interna com grande valor agregado, enfrentando a cultura do consumo supérfluo do capitalismo, garantindo a convivência com a natureza e não sua destruição. Este desafio é de todos nós. Durante e após o curso, com concordâncias e discordâncias, com complementações, com pensamento e ação, você pode e deve enfrentar os desafios do presente como ator desta história. 
Do site Nacional do PSB