Coragem para Mudar o Brasil

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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

PSB quer a presidência da Câmara de Canguçu-RS

O PSB em sua reunião mensal, realizada na ultima sexta-feira dia 25, na Câmara de Vereadores, decidiu pelo lançamento do vereador Cesar Silva, o Cesar do Gás - a presidência da Câmara, para o ano de 2014. Na oportunidade foi escolhida uma comissão do partido, que manterá contato com as demais siglas e bancadas buscando o apoio necessário.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Presidente local do PSB fala em programa de Rádio.

O Presidente do PSB de Canguçu, Nilso Pinz, foi entrevistado pelo radialista Jânio Soares no programa Show da Manhã nesta quarta-feira (23). Segundo Nilso o partido está cada vez mais estruturado. O começo do trabalho ocorreu em meados de Julho de 2011 e já no primeiro ano de trabalho conseguiu a eleição de um vereador, César Silva, o representante da sigla no Legislativo. 
As ações no estado e país do PSB, deixando os governos do PT, foi lembrado. O Presidente do PSB disse que é natural a saída do governo federal, por uma questão ética, pois o partido terá candidato a presidência com Eduardo Campos, já que o PSB não está nos governos por cargos e sim pelos programas de Governo. "No RS decidiram por seguir a normativa nacional", falou. 
Nilso Pinz disse que na esfera municipal o partido não saiu do governo, ficando em um primeiro momento. Ele lembrou que apesar de não ter ocorrido o cumprimento do acordo "Enquanto tivermos os mesmos pontos de mudança para o município devemos seguir, mas sabemos que ano que vem (2014) teremos candidatos diferentes (PT e PSB) e pode causar algum problema, assim como o PDT também que hoje está no governo municipal e terá candidatura ao estado contra o PT", disse."Todo o partido busca o partido, não se justifica um partido que a médio ou longo prazo não lance candidaturas a majoritária e que fique só a sombra de outros partidos", comentou.
O apresentador do Programa Show da Manhã, Jânio Soares, chegou a comentar que pelas palavras do presidente não demoraria muito a desembarcar do governo municipal. Nilso disse que a decisão será tomada pela maioria do partido. "O PSB de Canguçu tem uma sistemática que é assim: todos falam o que querem e se sujeitam a ouvir o que não querem", disse. Nenhuma decisão será tomada sem a participação dos filiados. Recentemente o PSB perdeu dois CCs no quadro da administração. Segundo Nilso mesmo com mais demissões de pessoas ligadas ao PSB o partido não deve desembarcar do Governo por este motivo. Nilso também convidou simpatizantes do PSB para participarem das reuniões do partido, na última sexta-feira de cada mês na Câmara Municipal de Vereadores, sempre às 20h00min. "Nossas reuniões são abertas e as decisões transparentes". A próxima reunião ocorre no dia 25 de Outubro.
Foto: Augusto Pinz

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Artigo: Uma alternativa para o Brasil

O olhar atento à história recente do Brasil leva à conclusão de que os ciclos políticos coincidem com a ascensão, envelhecimento e substituição dos partidos no poder. A ausência de renovação impõe uma dinâmica de obsolescência das legendas.

Nos anos 1980, o MDB/PMDB foi vetor principal da redemocratização. Uma década depois, o PSDB cumpriu a tarefa de matar a hiperinflação e construir os alicerces da estabilidade econômica. No período seguinte, o PT, apoiado nos pilares da democracia e da estabilidade, pôde comandar um ciclo de inclusão.

Todas essas forças operaram apoiadas nas conquistas das etapas que as precederam, ainda que muitas vezes as tentações da política peçam a negação retórica do passado. Mas essa negação não resiste à análise. Sem 1985 não haveria 1994, e sem 1994 não haveria 2002.

Sem democracia, não haveria como o país superar um impeachment; sem estabilidade, não seria possível distribuir renda.

Toda força política momentaneamente hegemônica sofre a tentação de enxergar-se como o ponto final do bonde da história. Mas é ilusão. Hoje, por exemplo, assistimos ao enorme desejo de que se abra um novo ciclo na política brasileira.

É disso que tratarão as eleições do próximo ano. Como superar a velha política para que o poder possa ser mobilizado na construção do novo, na pavimentação dos caminhos necessários e possíveis para alcançar outro patamar --eis a questão.

Precisamos remover o velho arranjo político, ou nenhuma agenda inovadora será viável.

Cada um por sua própria estrada, o Partido Socialista Brasileiro e a Rede Sustentabilidade vinham tateando em busca do novo.

O PSB, que governa seis Estados e mais de 400 cidades, estava empenhado em construir gestões democráticas, inovadoras e sérias, lutando para valorizar a função primeira do Estado: servir à sociedade. A Rede, procurando compreender e reunir a imensa energia represada nas aspirações dos jovens, nas preocupações com o bem-estar das gerações futuras, na busca obsessiva por uma economia renovada e mais democrática.

Certamente teriam convergido num eventual segundo turno, se as circunstâncias perversas da política brasileira não tivessem antecipado esse desfecho. Quando alguns imaginaram que poderiam represar completamente o rio da história, foram surpreendidos pela água que jorrou das frestas do dique, até derrubá-lo.

Eis por que a convergência entre o PSB e a Rede Sustentabilidade aconteceu com tamanha e surpreendente naturalidade. Porque já eram dois vetores de uma única inquietação: romper com estruturas fossilizadas para abrir caminho ao futuro.

O desenvolvimento sustentável é a releitura contemporânea mais próxima do socialismo democrático.

Dois movimentos políticos que agiam taticamente na defensiva, lutando para sobreviver em terreno desfavorável, notaram que sua aliança transformaria a estratégia em possibilidade de ofensiva.

O Brasil, infelizmente, acostumou-se a debater eleições como se resumissem a pesquisas, tempo de rádio e TV e palanques estaduais. Mas a política é muito mais do que isso. Sua beleza está em trazer para si o debate programático do futuro, sobre como romper as amarras da inércia, e avançar.

Pretendemos contribuir para que o processo eleitoral supere a tentação da mediocridade, para que os eleitores sejam contemplados com uma opção consistente, transparente e sincera, que lance luz sobre deficiências e aponte caminhos para atender as exigências da sociedade.

Como dissemos ao selar nossa aliança, a luta da sociedade brasileira tem alcançado importantes conquistas: a redemocratização, a estabilidade econômica, a redução das desigualdades sociais. A única forma de aprofundá-las é avançar. Por isso, unimos forças para apresentar ao Brasil uma alternativa.

*EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS, 48, economista, é governador de Pernambuco desde 2007 e presidente Nacional do PSB desde 2006.