Coragem para Mudar o Brasil

Coragem para Mudar o Brasil

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Confira a íntegra do manifesto que marca a formação do bloco PSB-SD-PPS-PV

Partido Socialista Brasileiro (PSB), Solidariedade (SD), Partido Popular Socialista (PPS) e Partido Verde (PV) apresentaram na tarde desta terça-feira (16) manifesto que marca a criação do Bloco da Esquerda Democrática.
Confira abaixo a íntegra do texto:

Bloco da Esquerda Democrática
Uma nova frente para mudar a política e o país

Os partidos signatários deste manifesto: Partido Socialista Brasileiro (PSB), Solidariedade (SD), Partido Popular Socialista (PPS) e Partido Verde (PV) se unem visando contribuir de forma mais efetiva para o fortalecimento das instituições democráticas do nosso país, para resgatar as boas práticas republicanas e promover as mudanças que o povo exige para que o Brasil volte a crescer e melhorar a qualidade de vida dos brasileiros.

Para concretizar esses esforços, anunciamos a formação de um bloco parlamentar na Câmara dos Deputados. Nossa unidade se fortalecerá na defesa dos interesses do nosso povo, com base em uma agenda propositiva para País.

Atuaremos no sentido de que nossa unidade não seja restrita à ação parlamentar, mas possa alcançar todas as esferas de intervenção dos nossos partidos na sociedade, sobretudo nos movimentos sociais. Consideramos também importante que a ação do nosso bloco se traduza pela busca de convergência nas próximas eleições municipais, a partir dos entendimentos e consultas sistemáticos entre os Partidos integrantes do Bloco.

De igual maneira, conclamamos as demais forças e personalidades democráticas do país a cerrarem fileiras em defesa do Estado de direito democrático, da independência do Legislativo e do Judiciário, da autonomia do Ministério Público, da liberdade de imprensa e do direito de opinião, dos direitos das minorias e do exercício pleno da cidadania.

O Brasil precisa enfrentar as reformas necessárias para voltar a crescer. Por isso, o bloco parlamentar se propõe a assumir compromissos de atuar no Parlamento e fora dele, na defesa de bandeiras comuns, de real interesse do nosso País e da sua população, consideradas prioritárias pelos Partidos do Bloco; Assim propõe-se:

1) Um novo Federalismo, para fortalecer os Estados, Municípios e reduzir as desigualdades regionais;

2) Uma ampla e profunda Reforma Urbana, com políticas integradas de mobilidade, transporte, moradia, segurança, esporte, cultura e lazer;

3) A realização de uma reforma política democrática que, além de aperfeiçoar a democracia representativa, ponha em funcionamento mecanismos de democracia participativa;

4) Propõe-se também, que se realize um pacto anticorrupção, que ponha fim as práticas inaceitáveis que o País inteiro vem assistindo e torne transparente os negócios públicos com a iniciativa privada.

É grande a responsabilidade dos partidos signatários deste documento, diante dos desafios da conjuntura e da necessidade de construir alternativas verdadeiras para a vida política nacional. Nosso objetivo principal é contribuir para que o Brasil resgate a boa política, fortaleça suas instituições democráticas e reencontre o rumo do desenvolvimento e da elevação da qualidade de vida do nosso povo.

Brasília, 16 de dezembro de 2014

Carlos Siqueira
Presidente Nacional do PSB
Dep. Paulo Pereira da Silva
Presidente Nacional do SD

Dep. José Luiz de França Penna
Presidente Nacional do PV
Dep.Roberto Freire
Presidente Nacional do PPS 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Beto Albuquerque recusa cargo no governo gaúcho para fazer oposição a Dilma


"Como dirigente do partido tenho o dever de cobrar as promessas e das mentiras da presidente", disse deputado

O deputado federal Beto Albuquerque (PSB), que estará sem mandato a partir de janeiro, afirmou nesta segunda-feira,  que não aceitou convite para integrar o governo de José Ivo Sartori (PMDB) no Rio Grande do Sul porque seu objetivo é fazer oposição à presidente Dilma Rousseff em Brasília. "Quero continuar o protagonismo nacional no PSB. Como dirigente do partido tenho o dever de cobrar as promessas e das mentiras de Dilma", revelou em coletiva de imprensa na capital gaúcha. 

Beto, que é presidente estadual do PSB e vice-presidente nacional, disse que vinha fazendo uma "reflexão" com as lideranças da legenda para definir seu futuro político após 24 anos como deputado. Ele reconheceu que ser candidato a vice na chapa de Marina Silva (PSB) foi uma experiência honrada e gratificante, mas lhe deixou poucas opções de escolha passadas as eleições. 

Segundo o deputado, Sartori insistiu para que ele ocupasse uma secretaria no Palácio Piratini, mas entendeu a decisão de priorizar a atuação política em âmbito nacional. "Depois de tudo o que aconteceu no ano de 2014, deixar de fazer oposição, que é meu papel como derrotado nas eleições, seria uma incompreensão. E como secretário de Sartori seria impossível fazer isso", explicou. 

"Serei literalmente um soldado do partido em nível nacional. Não vamos deixar que o governo divida o PSB, que é o está tentando fazer", falou, acrescentando que, agora, as "mentiras ditas pelo PT na campanha" estão começando a ser contrariadas pelos fatos. Ele criticou a manobra feita pelo governo junto ao Congresso para alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias e flexibilizar o cumprimento da meta fiscal e disse que a indicação da nova equipe de Dilma fere os princípios defendidos historicamente pelos petistas. "Não acho que seja de esquerda governar com Armando Monteiro no Ministério do desenvolvimento e com (Joaquim) Levy na Fazenda." Beto ponderou que, independentemente de sua atuação em Brasília, o PSB estará presente na administração de Sartori no Rio Grande do Sul, e já indicou cinco nomes para diferentes áreas. A expectativa é que o futuro governador gaúcho reserve três secretarias para o partido aliado. 

Em Brasília, Beto fará a interlocução com bancadas do PSB. "Vamos manter diálogo permanente com nossos 34 deputados e seis senadores em todos os temas que a partir de 2015 envolverem os interesses do governo e da sociedade. Vamos julgar com as bancadas as deliberações e decisões que tomaremos", disse. "O que for bom para a sociedade terá nosso apoio, e o que entendermos que não é bom para a sociedade brasileira e que o governo venha a propor, seremos contrários." 

O parlamentar gaúcho disse que o PSB ficará "no pé" do governo Dilma Rousseff neste segundo mandato e sinalizou que o partido tentará evitar um possível aumento de impostos. "Estão querendo instaurar a CPMF e não contarão com nosso apoio, pois já dizíamos na eleição que éramos contrários ao aumento da carga tributária", afirmou. "Carga tributária se aumenta pela incompetência dos governos. Governo bom, sério e capaz diminui a carga tributária fazendo gestão." 

Beto diz que PSB vai manter diálogo com Marina 

O deputado federal Beto Albuquerque voltou a dizer que o PSB vê com naturalidade a intenção de Marina Silva de retomar o processo de criação da Rede Sustentabilidade, mas evitou sinalizar se os dois grupos podem se unir em uma possível aliança política para 2018. "O tempo de sair (do PSB) é dela, não temos problema com relação a isso", falou. "A opinião da Marina sobre o governo federal é importante, ela também é uma voz de oposição independente, estando na Rede ou no PSB. 

Vamos manter um diálogo, mas, se o caminho será o mesmo lá na frente, ainda não dá para afirmar." Ele também brincou ao dizer que estaria honrado em ser um "filiado honorário" da Rede, como sugeriu Marina recentemente, mas que só concorre, para valer, pelo PSB. 

Beto, que deixará o Congresso em janeiro, convocou a imprensa na tarde desta segunda-feira na capital gaúcha para anunciar que não participará diretamente do governo de José Ivo Sartori (PMDB) no Rio Grande do Sul, como chegou a ser cogitado nos bastidores de ambos os partidos. De acordo com o deputado, sua decisão se baseia na certeza de que sua prioridade, neste momento, é fazer oposição ao governo de Dilma Rousseff em Brasília, mesmo sem mandato. "Embora não tenha mais posto e cargo, continuarei sendo um militante partidário em nível nacional", disse o gaúcho, que é vice-presidente nacional do PSB. 

Na entrevista coletiva, Beto ainda afirmou que aproveitará o ano de 2015 para estudar inglês e fazer um MBA em administração pública. Além disso, estará à frente - junto com o presidente do partido, Carlos Siqueira, e com governador do Espírito Santo, Renato Casagrande -, de uma equipe de trabalho que irá preparar o PSB para as eleições municipais de 2016. 

"Temos pelo menos dez capitais brasileiras onde podemos disputar a eleição com chance de vitória em 2016", disse. Segundo ele, o PSB tentará apresentar candidaturas no maior número possível de cidades para aumentar a base política do partido e chegar a 2018 novamente em condições de disputar a eleição presidencial. Embora tenha deixado claro que sua prioridade, no momento, é o cenário político nacional, Beto não descartou concorrer ao governo gaúcho em 2018. "Acho que me sentiria confortável, sim."

Beto Albuquerque recusa cargo no governo gaúcho para fazer oposição a Dilma


"Como dirigente do partido tenho o dever de cobrar as promessas e das mentiras da presidente", disse deputado

O deputado federal Beto Albuquerque (PSB), que estará sem mandato a partir de janeiro, afirmou nesta segunda-feira,  que não aceitou convite para integrar o governo de José Ivo Sartori (PMDB) no Rio Grande do Sul porque seu objetivo é fazer oposição à presidente Dilma Rousseff em Brasília. "Quero continuar o protagonismo nacional no PSB. Como dirigente do partido tenho o dever de cobrar as promessas e das mentiras de Dilma", revelou em coletiva de imprensa na capital gaúcha. 

Beto, que é presidente estadual do PSB e vice-presidente nacional, disse que vinha fazendo uma "reflexão" com as lideranças da legenda para definir seu futuro político após 24 anos como deputado. Ele reconheceu que ser candidato a vice na chapa de Marina Silva (PSB) foi uma experiência honrada e gratificante, mas lhe deixou poucas opções de escolha passadas as eleições. 

Segundo o deputado, Sartori insistiu para que ele ocupasse uma secretaria no Palácio Piratini, mas entendeu a decisão de priorizar a atuação política em âmbito nacional. "Depois de tudo o que aconteceu no ano de 2014, deixar de fazer oposição, que é meu papel como derrotado nas eleições, seria uma incompreensão. E como secretário de Sartori seria impossível fazer isso", explicou. 

"Serei literalmente um soldado do partido em nível nacional. Não vamos deixar que o governo divida o PSB, que é o está tentando fazer", falou, acrescentando que, agora, as "mentiras ditas pelo PT na campanha" estão começando a ser contrariadas pelos fatos. Ele criticou a manobra feita pelo governo junto ao Congresso para alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias e flexibilizar o cumprimento da meta fiscal e disse que a indicação da nova equipe de Dilma fere os princípios defendidos historicamente pelos petistas. "Não acho que seja de esquerda governar com Armando Monteiro no Ministério do desenvolvimento e com (Joaquim) Levy na Fazenda." Beto ponderou que, independentemente de sua atuação em Brasília, o PSB estará presente na administração de Sartori no Rio Grande do Sul, e já indicou cinco nomes para diferentes áreas. A expectativa é que o futuro governador gaúcho reserve três secretarias para o partido aliado. 

Em Brasília, Beto fará a interlocução com bancadas do PSB. "Vamos manter diálogo permanente com nossos 34 deputados e seis senadores em todos os temas que a partir de 2015 envolverem os interesses do governo e da sociedade. Vamos julgar com as bancadas as deliberações e decisões que tomaremos", disse. "O que for bom para a sociedade terá nosso apoio, e o que entendermos que não é bom para a sociedade brasileira e que o governo venha a propor, seremos contrários." 

O parlamentar gaúcho disse que o PSB ficará "no pé" do governo Dilma Rousseff neste segundo mandato e sinalizou que o partido tentará evitar um possível aumento de impostos. "Estão querendo instaurar a CPMF e não contarão com nosso apoio, pois já dizíamos na eleição que éramos contrários ao aumento da carga tributária", afirmou. "Carga tributária se aumenta pela incompetência dos governos. Governo bom, sério e capaz diminui a carga tributária fazendo gestão." 

Beto diz que PSB vai manter diálogo com Marina 

O deputado federal Beto Albuquerque voltou a dizer que o PSB vê com naturalidade a intenção de Marina Silva de retomar o processo de criação da Rede Sustentabilidade, mas evitou sinalizar se os dois grupos podem se unir em uma possível aliança política para 2018. "O tempo de sair (do PSB) é dela, não temos problema com relação a isso", falou. "A opinião da Marina sobre o governo federal é importante, ela também é uma voz de oposição independente, estando na Rede ou no PSB. 

Vamos manter um diálogo, mas, se o caminho será o mesmo lá na frente, ainda não dá para afirmar." Ele também brincou ao dizer que estaria honrado em ser um "filiado honorário" da Rede, como sugeriu Marina recentemente, mas que só concorre, para valer, pelo PSB. 

Beto, que deixará o Congresso em janeiro, convocou a imprensa na tarde desta segunda-feira na capital gaúcha para anunciar que não participará diretamente do governo de José Ivo Sartori (PMDB) no Rio Grande do Sul, como chegou a ser cogitado nos bastidores de ambos os partidos. De acordo com o deputado, sua decisão se baseia na certeza de que sua prioridade, neste momento, é fazer oposição ao governo de Dilma Rousseff em Brasília, mesmo sem mandato. "Embora não tenha mais posto e cargo, continuarei sendo um militante partidário em nível nacional", disse o gaúcho, que é vice-presidente nacional do PSB. 

Na entrevista coletiva, Beto ainda afirmou que aproveitará o ano de 2015 para estudar inglês e fazer um MBA em administração pública. Além disso, estará à frente - junto com o presidente do partido, Carlos Siqueira, e com governador do Espírito Santo, Renato Casagrande -, de uma equipe de trabalho que irá preparar o PSB para as eleições municipais de 2016. 

"Temos pelo menos dez capitais brasileiras onde podemos disputar a eleição com chance de vitória em 2016", disse. Segundo ele, o PSB tentará apresentar candidaturas no maior número possível de cidades para aumentar a base política do partido e chegar a 2018 novamente em condições de disputar a eleição presidencial. Embora tenha deixado claro que sua prioridade, no momento, é o cenário político nacional, Beto não descartou concorrer ao governo gaúcho em 2018. "Acho que me sentiria confortável, sim."

sábado, 29 de novembro de 2014

PSB decide por independência propositiva

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) decidiu, em reunião com todos os membros de sua Executiva Nacional, adotar uma postura de independência propositiva em relação ao Governo Dilma Rousseff. O encontro aconteceu na sede do PSB, em Brasília-DF, nesta quinta-feira (27).

Carlos Siqueira, presidente Nacional do PSB, apresentou o documento com a posição de independência e também uma agenda política com o objetivo de enfrentar os desafios estratégicos que se apresentam ao Brasil e de diálogo com o Congresso e com a sociedade. Os dirigentes determinaram ainda que nenhum filiado está autorizado a ocupar cargos no Governo Federal.

O documento aprovado, por unanimidade, será transformado em resolução e representa parâmetros programáticos para orientar vereadores, prefeitos, deputados – estadual/distrital e federal – senadores e governadores em suas decisões políticas a respeito das propostas futuras do Governo Federal. Os pontos chave são:

- Novo Federalismo;
- Reforma Política, Eleitoral e Partidária;
- Política Econômica;
- Políticas Sociais;
- Saúde +10;
- Segurança Pública;
- Ampliação da Educação em Tempo Integral;
- Por um Novo Urbanismo;
- Pacto Anticorrupção;

Siqueira destacou o item nove, e explicou que o que o Partido mais precisa ficar atento e lutar é contra a corrupção que tem se tornado algo tão comum no âmbito político brasileiro. “Propomos um pacto visando coibir a corrupção e tornar transparente cada negociação de entidades públicas com as privadas”, disse.

Renato Casagrande, governador do Espírito Santo e presidente eleito da Fundação João Mangabeira (FJM) destacou que o documento está de acordo com o que foi defendido na campanha eleitoral deste ano, já que desde 2013 o PSB deixou a base aliada do atual Governo Federal.

“Temos outros pensamentos, é uma posição independente que coloca nosso Partido na vanguarda e faz com que os que desejam um novo Brasil nos procurem”, disse. Casagrande lembrou ainda que o objetivo é continuar levando as propostas com “divulgação e consistência Brasil afora para que todos os militantes filiados conheçam”.

O governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara, demonstrou satisfação por participar pela primeira vez como membro da Executiva. “O PSB, como todos sabem, está iniciando uma nova fase, mas uma nova fase em que o Partido está maduro, não tivemos êxito na candidatura a presidente, mas mostramos que temos foco, visão, coerência e futuro”, disse.

“Não conseguimos mostrar tudo aquilo que temos para melhorar o Brasil, mas temos os próximos quatro anos para manifestar isso. O documento busca justamente isso, aquele movimento de 2013, o Partido saiu do Governo Dilma, entregou os cargos e decidiu seguir um novo caminho. Esse documento mostra isso, o Partido quer mudar o Brasil, seguir o que Eduardo mostrava”, destacou Câmara.

Paulo Câmara ainda explicou que não irão virar as costas como oposição e dizer que está tudo errado, o Partido terá uma posição de Independência Propositiva justamente para conseguir escolher o melhor para o Brasil. “O Partido vai ouvir e entender se é o melhor para o País e se há conexão com o que defendemos, mas vamos lutar contra aquilo que defendemos”, alertou Câmara sobre as futuras propostas que poderão ser apresentadas pelo atual governo para aprovação.

Beto Albuquerque, deputado pelo Rio Grande do Sul, definiu a reunião como “oportuna e necessária” para o momento que o Partido vive. “Depois de um ano repleto de adversidades, tragédia e acontecimentos, cada um de nós dedicou e alcançamos um bom resultado”, disse.

“Caminhar no sentido da independência parece ser a marca que mais vimos nas reuniões do Partido. A palavra independência tem mais a cara do partido desde o dia que saímos do Governo Federal. Oposição já do Aécio”, explicou Beto.

O deputado lembrou ainda que 2015 será um ano muito difícil, não só para o PSB como Partido, mas para cada brasileiro. “Precisamos, antes de tudo, estar juntos nesse momento”, salientou. “Essa nossa decisão não pode olhar só para dentro do PSB, o grande desafio dessa determinação é perceber que há no País 51 milhões de brasileiros que nos viram como oposição, mais os 30 milhões que não votaram. Eles mostraram que não acreditam no governo que está ai” alertou Albuquerque.

Geraldo Julio, prefeito do Recife, alertou que a decisão que seria tomada na reunião seria muito séria. “Só ouvir a Executiva seria o necessário, mas Carlos Siqueira teve a iniciativa de ouvir cada membro e, assim, chegamos aqui conhecendo a opinião, necessidade e posição de cada um, cada estado, cada movimento”.

O prefeito avaliou este ano como o mais importante ano eleitoral que o partido já enfrentou e, também a mais dura perda. “Eduardo representou nossos ideais, estávamos percorrendo um novo caminho, mas a tragédia nos fez viver e nos faz viver ainda um momento muito duro, mas o mais importante é o PSB ter unidade e, assim, sair preservado”, avaliou Geraldo.

“Eu acompanhei o processo de escuta e pude ver que as ideias estavam carregadas de argumentos e estudos, mas todas convergiam pra dizer que esse é o momento que o Partido precisa se revelar mais PSB do que nunca”, disse Geraldo Julio.

Rodrigo Rollemberg, governador eleito no Distrito Federal, destacou que o Partido vive hoje um momento muito delicado. “Vivemos uma campanha bastante diferente e intensa, mas no final entendo que o PSB se consolidou ainda mais”, disse.

“Nossa responsabilidade é muito grande, tivemos que fazer uma escolha muito difícil no segundo turno e o PSB foi corajoso o suficiente para decidir. Agora, teremos quatro anos muito difíceis e complicados”, alertou Rollemberg.

O novo governador da Capital Federal destacou que a decisão de não autorizar a participação de nenhum dos membros socialistas no Governo Federal irá fortalecer o momento que o PSB vive. “Essa posição, desse documento, expressa a maturidade do nosso partido e isso é o q é mais importante nesse momento para o PSB e a maior contribuição q nós podemos dar ao Brasil”, concluiu Rodrigo.

Julio Delgado, deputado federal por Minas Gerais, avaliou como mais que importante a discussão do PSB devido a situação em que o País se encontra. “Uma coisa é o que está escrito e outra é o que está acontecendo. É que, o governo sabe e nós também que eles não têm condições de mudar o que está acontecendo. Lembram que Eduardo falava que Dilma estaria entregando o Governo pior do que ela recebeu por qualquer outro? Ela está entregando para ela mesma”, lembrou.

Mari Trindade, secretária Especial, afirmou que esta pode ser a decisão mais importante que o PSB esteja tomando em relação aos rumos do Partido nos próximos anos. “Nós tivemos um posicionamento em segundo turno que não foi fácil, não deu certo, mas mais de 51 milhões de brasileiros queriam essa mudança”, relatou.

“Nós temos que continuar nessa caminhada. Entendo que o que construímos realmente é independência”, disse Mari Trindade.

Siqueira explicou que os itens tema da reunião abrangem muito mais do que o que está no papel e que convém a cada membro avaliar qual a melhor forma de trabalhar esses pontos. Sendo que cada reunião de 2015, já marcada, terão temas a serem desenvolvidos.

O presidente do Partido também entregou a todos os presentes um calendário com todas as datas das reuniões – Executiva Nacional, Diretório Nacional e Conselho de Presidentes Estaduais – previstas para o ano de 2015.



Maita Rocha - Assessoria de Imprensa do PSB Nacional

terça-feira, 21 de outubro de 2014

A ideia é puxar o PSDB para a esquerda", diz presidente do PSB para a Carta Capital

Em entrevista exclusiva para a revista Carta Capital, Carlos Siqueira, novo presidente da sigla, diz que o PT não é o "polo exclusivo de políticas progressistas" e que pretende fazer os tucanos darem atenção às questões sociais. Confira, abaixo, a entrevista realizada pelo jornalista Rodrigo Martins.
Recém-eleito presidente do PSB, o pernambucano Carlos Siqueira contará com um partido robustecido no Congresso. A legenda conseguiu eleger 34 deputados federais, dez a mais do que tem hoje. No Senado, a bancada também cresceu. Os socialistas não perderam nenhuma cadeira e elegeram mais três. Passarão a contar com sete senadores a partir de 2015.
Apesar do êxito eleitoral, o PSB vive um tormentoso período de crise. Grandes lideranças do partido ressentem-se com o apoio declarado à candidatura de Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da corrida presidencial. Um grupo ainda maior vê com desconfiança a projeto de fusão do PSB com o PPS de Roberto Freire.
As críticas mais ácidas vêm do ex-presidente Roberto Amaral, um dos principais responsáveis pela refundação do PSB, em 1985, e ex-ministro da Ciência e Tecnologia de Lula. Ao aliar-se aos tucanos, o PSB “jogou no lixo o legado de seus fundadores” e “renunciou ao seu futuro”, afirmou Amaral em entrevista à CartaCapital.
Coordenador da campanha presidencial de Eduardo Campos, Siqueira critica a “visão maniqueísta” do colega. “O PSDB é um partido de natureza socialdemocrata. Na medida em que se juntar a duas legendas de esquerda, como é o PSB e o PPS, ele tem a disposição a ter sensibilidade com as questões sociais, que dizem respeito à esquerda. Não considero o PT como polo exclusivo de políticas progressistas”. Na entrevista a seguir, o novo presidente do PSB justifica as escolhas de seu partido nas últimas eleições e fala sobre o futuro dos socialistas. Promissor, afiança.

CartaCapital: O PSB conseguiu ampliar a sua bancada no Congresso, venceu a disputa em Pernambuco com uma votação exuberante e conseguiu ir para o segundo em quatro estados. A que o senhor atribui o êxito eleitoral do partido nestas eleições?

Carlos Siqueira: É o fruto de nosso planejamento. Algum tempo atrás, Eduardo Campos solicitou um estudo à Fundação João Mangabeira. Com base neste plano, envolveu todas as instâncias partidárias, as bancadas estaduais e federal, no esforço de cumprir as metas estabelecidas para as eleições de 2010, 2012 e 2014. Todos os objetivos foram alcançados, exceto o relativo à eleição presidencial, por conta da tragédia que vitimou nosso candidato.

CC: Frustrou o fato de o PSB não repetir o feito de 2010, quando elegeu seis governadores, três deles em primeiro turno?

CS: De forma alguma. Nas eleições de 2010, tivemos um resultado nos estados bem acima da meta que havíamos estabelecido. Consideramos aquilo uma exceção. Para um partido de porte médio, como o PSB, eleger um número de governadores superior ao do PMDB, a maior agremiação do País, foi totalmente inesperado. Aquilo não estava em nosso planejamento. Tínhamos a intenção de eleger entre 3 e 4 governadores. É a mesma expectativa que temos em 2014. E já conseguimos eleger um.

CC: Nestas eleições, o grande destaque foi o desempenho do PSB de Pernambuco. Além da exuberante votação de Paulo Câmara, eleito governador com 68% dos votos válidos, o partido fez um senador e oito deputados federais no estado.

CS: Nossa história em Pernambuco é muito antiga. Recife elegeu em 1955 o primeiro prefeito socialista do País, Penópidas da Silveira. A frente popular que elegeu Miguel Arraes a prefeito da capital pernambucana, em 1959, e a governador, em 1962, também tinha uma presença do PSB. Após a refundação do nosso partido, Jamil Haddad e Roberto Amaral fizeram uma aposta muito acertada ao convidar Miguel Arraes para ingressar no PSB em 1990, quando ele ainda estava no PMDB. A presença de Arraes, uma liderança histórica da esquerda brasileira, robusteceu a atuação do partido. Ele dedicou 12 anos de sua vida para organizar o PSB. Desde que Arraes assumiu o comando da legenda, não paramos de crescer. Nunca houve uma diminuição do número de votos entre uma eleição e outra.

CC: É o êxito eleitoral do núcleo pernambucano que justifica certa hegemonia do grupo na direção do partido hoje?

CS: Pernambuco sempre teve certo peso na direção do partido. O êxito eleitoral e o bom desempenho que o partido teve nos últimos anos, sob o comando de presidentes pernambucanos, está refletido na direção nacional. No caso de Arraes, ele era um pernambucano nascido no Ceará (risos). Mas não é um domínio tão esmagador como se propala. Hoje, na Executiva, temos cinco pernambucanos de um total de 38 integrantes. Tem gente de toda a parte. Do Amazonas, do Amapá, do Rio Grande do Sul. Mesmo com as divergências que emergiram nos últimos tempos, buscamos primar por uma representação nacional. Muitos dos que votaram contra o nosso apoio ao candidato Aécio Neves estão na nossa chapa. Não estão mais Roberto Amaral e Luiza Erundina, mas ficaram, por exemplo, os senadores João Capiberibe e Lídice da Mata. Só não permaneceu quem não desejou.

CC: E como fica a situação dos divergentes?

CS: O PSB se caracteriza, desde a sua fundação, por ser um partido da esquerda democrática. Defendíamos a noção de democracia na esquerda quando isso era quase uma heresia. As opiniões contrárias devem ser respeitadas e consideradas. Ninguém é dono da verdade. Mas nos guiamos pela decisão da maioria. Não há outro caminho possível.

CC: A candidatura de Eduardo Campos era consensual no PSB? Era o momento certo para o partido lançar candidatura própria?

CS: A decisão de lançar Campos na corrida presidencial foi acertadíssima. Não fosse a tragédia que o vitimou, talvez seria ele, e não Aécio, quem estaria no segundo turno com Dilma Rousseff. Havia resistências? Sim, algumas. Superamos todas elas. Não há razão de um partido com pretensões ao poder, tendo uma liderança do porte de Eduardo Campos, se recusar a lança-lo à Presidência da República. Ele tinha 49 anos, havia sido deputado estadual, federal, ministro de Estado, governador duas vezes. Não tinha nada a perder. E, do ponto de vista partidário, essa é uma maneira de apresentar propostas para o País e tornar o partido mais conhecido. Sempre digo: time que não joga não atrai torcedor. Para entrar no jogo político, um partido deve lançar candidatura própria para todos os cargos majoritários possíveis.

CC: Como o senhor avalia a passagem de Marina Silva pelo PSB?

CS: O PSB a acolheu após a Justiça Eleitoral negar o registro da Rede. Foi uma filiação democrática, prática muito comum na história republicana. Quando o Partido Comunista entrou na ilegalidade, diversas legendas de esquerda ofereceram abrigo para aqueles que ficaram alijados do processo eleitoral. Acolhemos Marina. Naquele momento, a repercussão foi extremamente positiva, porque estava ingressando no partido uma liderança que teve 20 milhões de votos nas eleições de 2010 e que somaria muito bem no nosso projeto nacional. Especulou-se muito sobre a possibilidade de ela ser a cabeça de chapa, e não Eduardo Campos. Nós sempre fomos muito incisivos de que não havia possibilidade disso acontecer. Marina aceitou sair como vice e, após o desastre aéreo, assumiu a candidatura do PSB. Não conseguiu chegar ao segundo turno, mas cumpriu seu papel.

CC: Por que o senhor decidiu abandonar a coordenação da campanha após Marina assumir a candidatura do PSB?

CS: Precisamos ter clareza de um ponto: nós, do PSB e da Rede, somos dois partidos diferentes, com tradições e cultura bem distintas. Temos discordâncias com a Rede, e eles também têm as suas em relação a nós. Mas uma aliança só se faz entre diferentes mesmo. Essas diferenças se manifestavam em vários planos, da organização interna dos partidos à forma de encaminhar as decisões. Somos um partido com mais de 60 anos, temos a tradição de resolver as coisas pelo voto da maioria, por exemplo. A Rede trabalha de forma diferente, com o conceito de consenso progressivo. Além disso, eu acreditava que a coordenação da campanha deveria ser de alguém da confiança de Marina. Houve, de fato, um desentendimento sobre um ponto específico, que nunca revelei à imprensa, tampouco farei isso agora, por isso me afastei. Ela tocou a campanha dela, eu me voltei para o PSB.

CC: Por que Marina não conseguiu manter aquele porcentual de intenções de voto que tinha quando entrou na corrida eleitoral?

CS: Ela tem um porcentual mais ou menos fixado, em torno de 20%, que é a votação obtida em 2010. Com a morte de Campos, houve comoção popular. Isso favoreceu o vertiginoso crescimento dela nas primeiras semanas após a tragédia. Mas a estrutura da campanha não estava preparada para sustentar aquele patamar alcançado. Além disso, a forma como ela reagiu aos ataques do PT foi equivocada. A política é um jogo duro, uma guerra exercida por outros meios. Quem pensa diferente não costuma se dar bem. Ela não reagiu à altura aos ataques dos quais foi vítima.

CC: Então ela desidratou por conta dos ataques do PT?

CS: Em grande parte, sim. Aqueles ataques mereciam uma resposta correspondente. Não foi o que aconteceu. Por outro lado, certas críticas do PT ao programa de Marina tinham algum fundamento. Determinadas propostas encontravam resistência dentro do próprio PSB, como a independência do Banco Central e a desaceleração do pré-sal. Nunca concordamos com isso.

CC: Marina não consultou o PSB para lançar essas propostas?

CS: Sempre que fui consultado, nunca escondi minha opinião.

CC: O senhor buscou se reconciliar com Marina?

CS: Mais recentemente, quando eu estava virtualmente eleito para a presidência do PSB, a mídia veiculou boatos de que ela seria compelida a deixar o partido por conta das divergências comigo. Diziam que minha presença no comando do partido seria constrangedora. Por isso, tomei a iniciativa de telefonar para Marina. Esclareci não ter nada contra a permanência dela e de seu grupo no PSB. Falei claramente: “Vamos acolhê-la pelo tempo que desejar”. Depois, Maria telefonou para me cumprimentar pela vitória nas eleições do partido. Está tudo apaziguado.

CC: Por que o PSB decidiu apoiar Aécio Neves?

CS: Desde o lançamento da pré-candidatura de Eduardo Campos, o PT, por várias frentes, tentou destruir o nosso projeto. Em sua visão exclusivista, o PT não admite que um partido aliado pudesse ter um protagonismo, como vinha tendo o PSB. Aquilo pegou muito mal. É como se nós não tivéssemos o direito de lançar candidatura própria sem pedir licença aos petistas. Identificamos, nisso, um ranço de autoritarismo. Também temos muitas divergências, sobretudo na condução da política econômica. Por várias vezes, Eduardo Campos, quando o PSB ainda estava na base do governo Dilma Rousseff, expressou essas divergências. Também achamos insuficientes os programas sociais do governo petista. Um partido de esquerda pode ir bem mais longe, com políticas mais estruturantes. Portanto, se não temos a mesma visão que o PSDB, o mesmo vale para o PT. Não entramos nesse maniqueísmo do bem contra o mal.

CC: Mas então por que declarar apoio a um dos polos, e não optar pela neutralidade ou pela liberação dos votos?

CS: Fizemos uma opção diferente. Num eventual governo de Aécio Neves, a ideia é tentar puxar o PSDB para a esquerda, da mesma forma como procedemos com o PT. Podemos estar com o PSDB e levar propostas a Aécio, como já levamos e ele concordou, na tentativa de puxá-los mais para o campo social e seguir no campo de centro-esquerda, que é o que nos caracteriza.

CC: Mas o senhor considera o PSDB como de centro-esquerda?

CS: Sim, considero. O que Lula fez quando foi eleito? Convidou um quadro dos mais confiáveis do sistema financeiro internacional e colocou no Banco Central, o senhor Henrique Meirelles. Lula pode fazer isso e, durante oito anos, garantir os maiores lucros que os bancos já tiveram em nosso País. Ainda assim, permanece como dono exclusivo da esquerda. Ele deu continuidade à política econômica de Fernando Henrique Cardoso por oito anos. Não falo isso para criticar, até acho uma decisão acertada. Então por que não podemos estar agora com o PSDB?

CC: Pode fazer o que desejar, mas o PSB fez oito anos de oposição ao governo FHC. E esteve na base de Lula e Dilma.

CS: Sim, mas nunca tivemos essa visão maniqueísta. Nem tudo o que o PSDB fez está errado. Reconhecemos o legado da estabilização econômica feita por FHC. Assim como o legado de Lula, as políticas sociais. Reconhecemos o que houve de positivo de um lado e de outro. Só que a condução da política econômica até Lula é uma coisa. Com Dilma, foi outra. Há um evidente fracasso da atual política econômica. Hoje, temos um pífio crescimento econômico, a inflação quase fora do controle, a balança econômica desfavorável, todos os indicadores são negativos. Não podemos aplaudir essa proposta.

CC: A proposta de Aécio parece mais promissora?

CS: Neste âmbito, sim. E com o PSB presente num eventual governo de Aécio, vamos sempre puxar para a esquerda.

CC: O ex-presidente Roberto Amaral tem uma avaliação diferente. Para ele, é o PSB que está caminhado para a direita.

CS: Não concordo. Exatamente porque não tenho essa visão maniqueísta. O PSDB é um partido de natureza socialdemocrata. Na medida em que se juntar a duas legendas de esquerda, como é o PSB e o PPS, ele tem a disposição a ter sensibilidade com as questões sociais, que dizem respeito à esquerda. Não considero o PT como polo exclusivo de políticas progressistas. Elas podem ser feitas pelo outro polo também, e a realidade mostrará isso se Aécio Neves sair vitorioso do segundo turno, como desejamos.

CC: Houve muitas críticas às alianças feitas pelo PSB para reforçar a sua candidatura à Presidência. O partido flertou com o ruralista Ronaldo Caiado (DEM-GO), abrigou Heráclito Fortes, antiga estrela do DEM, montou palanque com a família Bornhausen em Santa Catarina. O que explica alianças tão heterogêneas?

CS: Quando você tem segurança de seus objetivos, não tem medo de fazer as alianças que forem necessárias. Até porque elas não são determinadas pela sua vontade, e sim pela realidade. Para disputar uma eleição presidencial, precisávamos de palanques estaduais. Assim como precisávamos de tempo de televisão, de recursos financeiros. Agora, se você comparar as alianças que fizemos com aquelas feitas pelo PT, verá que elas foram muito mais amenas e aceitáveis. Ao longo de 12 anos, os petistas mantiveram alianças muito mais questionáveis, com Collor, Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros e companhia.

CC: Sim, mas Eduardo Campos e Marina Silva foram muito incisivos na crítica a essas alianças espúrias ou de conveniência.

CS: Campos não criticava as alianças, e sim o que o PT fez com elas. Uma coisa é fazer alianças. Outra é não ter política própria e entregar pedaços do Estado brasileiro a determinadas figuras, para a condução de políticas que prejudicam o País ou que permitiram o elevado grau de corrupção que se viu nos últimos anos.

CC: O senhor diz que a aliança com Aécio Neves foi programática. No entanto, a deputada Luiza Erundina diz que a reunião para definir a posição do PSB no segundo turno foi um jogo de cartas marcadas. Aécio esperava à porta para receber o apoio. E, segundo ela, nenhuma proposta foi apresentada à candidatura tucana até o PSB tornar pública a sua aposta.

CS: Anunciamos, naquele momento, um indicativo de apoio. Mas também criamos uma comissão, da qual faço parte, para redigir propostas a Aécio. E ele aceitou. Foram dois momentos distintos.

CC: Em que pé estão as negociações de fusão do PSB com o PPS de Roberto Freire? Qual é a estratégia por trás desse movimento?

CS: De fato, essa é uma ideia que vinha sendo explorada por Eduardo Campos durante a pré-campanha. Eu mesmo participei de conversas com ele e Roberto Freire. Mas isso ainda é uma hipótese que está ainda sendo discutida. Não podemos decidir nada de afogadilho. Precisar ver o que é melhor. Fusão ou incorporação? Em que momento? Não é apenas da soma das bancadas de uma e de outra legenda. A ideia é criar um partido socialista mais forte, com a ampliação da base social do partido, com a ampliação das bancadas parlamentares na Câmara e no Senado, nas Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores. A discussão está em curso, mas precisa tomar todo o partido, tanto o PSB como o PPS. E precisamos de um cronograma.

CC: Há negociações com outros partidos, como PEN e PHS?

CS: Temos conversas. Mas, primeiro, precisamos chegar a este acordo com o PPS. Depois disso, podemos pensar em outros partidos, e não só os pequenos. Podemos ir atrás dos grandes.

CC: Quem mais está no radar do PSB?

CS: Não convém anunciar para não atrapalhar as negociações.

CC: Num eventual governo de Aécio Neves, o PSB já travou negociações sobre postos em ministérios?

CS: Não, isso é uma impropriedade completa. Em toda a sua história, o PSB jamais discutiu o apoio a um candidato em troca de participação no governo. Se ela acontecer, será de forma natural. Mas não condicionamos o apoio à oferta de cargos.

CC: O PSB apresentará um candidato à presidência em 2018?

CS: Sou defensor intransigente dessa tese. Um partido que se preze deve disputar todos os cargos majoritários em todas as eleições, exceto quando for conveniente fazer uma composição em primeiro turno. Time que não joga não tem torcida.

sábado, 18 de outubro de 2014

Votação do PSB/RS cresce em 2014

Dados da apuração das urnas mostram que o PSB/RS obteve aumento na votação para deputados estaduais e federais, em 2014, em comparação com a eleição de 2010. Na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa, os socialistas fizeram 373.659 votos, num total de 6,12% dos votos válidos, contra 283.671 votos, em 2010. Os três candidatos mais votados da sigla, Elton Weber, Lizane Bayer e Miki Breier, que foi reeleito, representarão o PSB na 54ª Legislatura que se iniciará em 2015.
Para a Câmara Federal, os socialistas, somados, obtiveram 399.303 votos, no pleito realizado no dia 5 de outubro, o que configura 6, 77% dos votos válidos. Foram eleitos Heitor Schuch, que atualmente é deputado estadual, e José Stédile, que irá para o segundo mandato. Em 2010, os candidatos a deputado federal do PSB obtiveram 344. 335 votos.
 
 

O PSB contra o maniqueísmo


Para que se possa compreender as razões que levaram o Partido Socialista Brasileiro ‒ PSB a optar pelo apoio programático à candidatura do Senador Aécio Neves é preciso partir de um elemento de realidade, que já estava posto e caracterizado, quando nosso saudoso Governador Eduardo Campos decidiu-se por protagonizar a luta pela mudança da qualidade de nossa práxis política: as realizações do PT de Lula não são as mesmas de Dilma Roussef.
 
O diagnóstico não tinha por fundamento os nomes ou as habilidades de cada qual. Referia-se de forma direta ao fato apontado por vários teóricos da política, segundo o qual há um envelhecimento de ideais, inerente à permanência no poder. Esse processo de fadiga prática e teórica leva, não raro, à aristocratização de lideranças que, na origem, eram comprometidas com as causas populares. Ou seja, o PT que está no poder há 12 anos envelheceu e se afastou de sua base social e de seus ideais políticos.
 
Impunha-se, portanto, como tarefa política, criar para os brasileiros uma oportunidade concreta de alternância, que é um princípio básico do regime democrático, ao qual nosso Partido se engajou sem qualquer ambivalência, já no momento de sua fundação, em 1947.
 
Essa qualificação pode parecer estranha, mas é relevante no contexto de época e também na atualidade, quando se tenta sacrificar um princípio do regime democrático, em nome de uma tentativa de apropriação das causas populares, por uma única agremiação partidária. Ora, os que de fato são democratas não podem partilhar da ideia de uma democracia condicional, ou seja, que só é boa quando as forças pelas quais militam vencem.
 
A análise qualificada do cenário político exige deixar de lado o maniqueísmo simplório, que ao longo de toda a história justificou os totalitarismos à direita e à esquerda. Nesse sentido preciso, o PSB se mantém fiel a suas tradições e recusa as pechas que servem a um discurso que se aproxima dos malfadados ideais do partido único.
 
Nota-se, em complemento, que a aproximação com o PSDB não é incondicional e está baseada em diretrizes programáticas com base em sugestões do PSB. Daí porque, a nossa firme decisão em apoiar de forma entusiástica a candidatura de Aécio Neves à presidência da República.
 
Quanto às questões que maculariam nossa coligação, comparativamente a uma hipotética via de aliança com o PT, ou seja, desaparelhamento do Estado, favorecimento do grande capital, renuncia à sua soberania nacional e aliança com o capital financeiro internacional, basta recordar que o petismo que chegou ao poder se valeu de um quadro ligado à banca internacional, eleito pelo PSDB de Goiás, Henrique Meirelles, que veio a ser Presidente do Banco Central do Brasil – o que assegurou ganhos posteriores inusitados para instituições financeiras nacionais e internacionais.
 
O fato de que o PSB não se veja na condição de proprietário da verdade lhe permite entender que há uma possibilidade libertária na atual conjuntura, ou seja, desfazer o equívoco de que o futuro já tenha sido inventado por inteiro, por um único sujeito político. O futuro que vislumbramos guarda diferentes ordens de possibilidades e nos orientamos em direção a ele tendo por farol nossos valores históricos, democráticos e não a adesão acrítica a ideais que não nos pertencem.
 
Eduardo Campos compreendeu que um ciclo hegemônico se esgotara e com ele o dinamismo de nosso desenvolvimento econômico e social. O PSB, que sempre se posicionou em prol das causas populares, teve a coragem de extrair de sua leitura de conjuntura as devidas consequências políticas: precisamos recompor os fundamentos que permitirão melhorar a qualidade de vida de nossa gente. Para isso, é preciso ter a ousadia da mudança!
 

CARLOS SIQUEIRA , 59, advogado, é presidente Nacional do PSB e da Fundação João Mangabeira

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

PSB Canguçu agradece apoio dos eleitores em 2014

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) vem por meio desta nota agradecer aos eleitores Canguçuenses que depositaram sua confiança com votos em candidatos do partido no primeiro turno das eleições de 2014 para deputado estadual, federal e também a Presidência da República. 
O PSB de Canguçu sai mais uma vez fortalecido das urnas na certeza de que continua defendendo a nova política e seu conteúdo programático de partido buscando sempre em primeiro lugar o os direitos do cidadão.

Canguçu, 09 de Outubro de 2014
Augusto Moreira Pinz
Presidente

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Nota Oficial da Comissão Executiva Nacional do PSB

Comissão Executiva Nacional
Nota oficial

A trágica partida de Eduardo Campos coloca para a Comissão Executiva Nacional (CEN) do Partido Socialista Brasileiro a responsabilidade política de decisões necessárias e urgentes, com o objetivo de retomarmos o processo político-eleitoral.

Nesse sentido, a CEN reuniu-se nesta data, em sua sede, em Brasília (DF), para deliberar sobre a nova composição de Chapa com que concorrerá à Presidência da República, nas eleições de outubro.

A Comissão Executiva avaliou como correta e consequente a indicação de Marina Silva, que aceitou o convite para encabeçar a Chapa como candidata do PSB e nela o partido deposita esperança de vitória eleitoral.

A Comissão entendeu ser politicamente justa a escolha do candidato para o cargo de vice na Chapa, indicando para tanto o deputado Beto Albuquerque.

A presente Chapa será agora levada para referendo dos demais partidos que compõem a Coligação ‘Unidos pelo Brasil”, a saber PPS, PPL, PHS, PSL, PRP e Rede Sustentabilidade, em encontro oficial amanhã.

‘Não vamos desistir do Brasil’.

Brasília- DF, 20 de agosto de 2014.               

Roberto Amaral
Presidente do Partido Socialista Brasil

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Beto Albuquerque deixa disputa ao senado e vai ser Vice na chapa de Marina Silva

Beto Albuquerque será o candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva. O deputado gaúcho (PSB-RS) deixa a candidatura ao Senado. Beto era o líder do PSB na Câmara Federal e aliado próximo de Eduardo Campos. 

Em nota divulgada na noite desta terça-feira, o PSB confirmou a indicação do líder da bancada na Câmara dos Deputados, Beto Albuquerque (RS).No documento, assinado pelo presidente da sigla, Roberto Amaral, o partido informa que a chapa será sacramentada em reunião da Executiva Nacional amanhã, às 15h, em sua sede, em Brasília.

Amaral disse que a viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, foi consultada sobre a possibilidade de ser a vice de Marina Silva, mas ela declinou do convite porque além de ter "compromissos familiares", ela precisa dedicar seus primeiros esforços para eleger Paulo Câmara ao governo de Pernambuco. Segundo a nota, a vitória de Câmara era um sonho que Eduardo "sempre sonhou". O presidente da sigla esteve reunido durante todo o dia em Recife com dirigentes do PSB pernambucano e hoje ouviu a cúpula do partido sobre a composição da candidatura.

No último dia 13, quando soube da morte de Eduardo Campos, o então candidato ao Senado e um dos principais líderes do PSB no Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque, chorou. Albuquerque estava em evento da Federasul quando foi informado da tragédia. "Não acredito", disse.

Para Beto, Eduardo Campos era uma das mais importantes lideranças políticas do País.

Conheça a trajetória política de Beto Albuquerque

Beto Albuquerque nasceu no dia 6 de janeiro de 1963, em Passo Fundo (RS), é filho de Telmo Lopes de Albuquerque e Vanir Teresinha Turra de Albuquerque. Casado com Daniela, tem quatro filhos, Rafael, Pietro (in memorian), Nina e Luca.

Foi na Universidade Federal de Passo Fundo que Beto iniciou sua militância política presidindo o Diretório Acadêmico América Latina Livre, de 1984 a 1985, e o Diretório Central de Estudantes, em 1986. Dirigiu a Associação Passo-fundense de Defesa do Consumidor (Apadecon), de 1987 a 1990, e a Juventude Franciscana no Estado. Foi membro fundador do Movimento de Justiça e Direitos Humanos na região de Passo Fundo.

Em 1988, ele tentou uma vaga na Câmara Municipal de Passo Fundo. Acabou como o candidato a vereador mais votados, mas não se elegeu por causa da legenda. Em 1990, concorreu pela primeira vez a deputado estadual no Rio Grande do Sul pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). Acabou eleito como o terceiro deputado mais votado pela aliança Frente Popular. Em 1994, reelegeu-se para a Assembleia Legislativa e, em 1998, chegou à Câmara dos Deputados.

No mesmo ano, convidado pelo governador Olívio Dutra, exerceu o cargo de secretário Estadual dos Transportes. Em 2002, foi reeleito para mais um mandato na Câmara dos Deputados. Convidado pelo presidente Lula, tornou-se vice-líder do governo federal na Câmara dos Deputados em 2003, cargo no qual permaneceu até o final do mandato do presidente.

Em 2010, Beto Albuquerque foi reeleito para o quarto mandato consecutivo, com 200.476 votos. Convidado por Tarso Genro, se licenciou para assumir a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul, função que exerceu até dezembro de 2012, quando reassumiu seu mandato na Câmara dos Deputados.

Em janeiro de 2013, Beto foi eleito por aclamação líder do PSB na Câmara dos Deputados. Em março foi conduzido à presidência do PSB no Rio Grande do Sul. Em 2014, Albuquerque foi reconduzido à liderança do PSB na Câmara dos Deputados.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Nota Oficial do PSB Nacional sobre a morte de Eduardo Campos (PSB)


No dia em que são passados nove anos do falecimento de Miguel Arraes, o Partido Socialista Brasileiro cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento, nesta data, vítima de acidente aéreo, do seu presidente, ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, nosso candidato à Presidência da República.

Aos 49 anos recém completados, Eduardo Campos vivia o auge de sua brilhante carreira política: deputado estadual, secretario de Estado de Pernambuco, deputado federal, ministro de Estado, governador de Pernambuco reeleito por consagradora maioria, oferecia sua experiência e juventude ao serviço do País.

Candidato à Presidência da República, apresentou-se ao debate de nossas questões fundamentais, coerente com os princípios que sempre nortearem sua vida, e o primeiro deles era a busca por justiça social, razão de existência do Partido Socialista Brasileiro.

Perdemos Eduardo Campos quando mais o Brasil precisava de seu patriotismo, seu desprendimento, seu destemor e sua competência.

Não é só Pernambuco e sua gente que perdem seu líder; não é só o PSB que perde seu líder. É o Brasil que perde um jovem e promissor estadista.

Estamos todos de luto.


Brasília, 13 de agosto de 2014.


Roberto Amaral 
Primeiro vice-presidente do Partido Socialista Brasileiro

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Vice-Governador Parabeniza Canguçu - 157 anos

No dia em que Canguçu comemora 157 anos, quero me associar aos cidadãos desta que é uma das cidades mais importantes da Zona Sul desejando que continue a crescer e a mostrar sua grandeza. 

Canguçu é referência na agricultura familiar, através da autonomia dos seus produtores, que investem pesado na modernização e diversificação de suas atividades, sem deixar de lado as suas raízes. Terra de um povo dedicado, que trabalha arduamente em busca do crescimento do município e da cadeia produtiva local. 

Todos aqueles que, como eu, acreditam no potencial de Canguçu, hoje estão em festa. Parabéns comunidade canguçuense! Continuamos na luta diária por desenvolvimento e qualidade de vida. 

Um abraço do companheiro de hoje e sempre

Beto Grill

terça-feira, 24 de junho de 2014

Beto Grill: um balanço de sua atuação na vice-governadoria

Nascido em Pelotas e “criado às margens da BR 116”, o socialista Beto Grill assumiu como vice-governador tendo a missão de combater as desigualdades regionais e coordenar os esforços visando a diminuição das mortes no trânsito no Rio Grande do Sul. Passados três anos e meio, é possível afirmar que sua atuação transcende em muito a simples representação institucional do cargo e as atribuições previamente estabelecidas.

Sucessor do polêmico Paulo Feijó, o ex-deputado estadual e ex-prefeito de São Lourenço do Sul e Cristal mudou a imagem que o sociedade rio-grandense possuía da figura do vice-governador. Com seu perfil proativo e ao mesmo tempo conciliador, Beto Grill esteve à frente de pautas importantes, como a longa negociação com os hospitais filantrópicos, o fortalecimento da indústria oceânica, a defesa do carvão mineral gaúcho e a aposta na geração de energia por meio de fontes renováveis.
Em entrevista à Revista Em Evidência, Beto Grill faz um balanço de sua atuação no governo, fala sobre as missões internacionais que chefiou, a intensa busca por empreendimentos para o Estado, o papel do PSB no atual cenário político, os desafios nas eleições de 2014 e os projetos para o futuro próximo.
Como o senhor avalia o momento atual do Rio Grande do Sul?
Tenho a convicção de que o Estado está melhor do que há quatro anos. A atual administração implementou ações para promover a retomada do crescimento. Podemos destacar a política industrial, que possibilitou a atração de diversos empreendimentos e a formação de parcerias com empresas estrangeiras; o programa de fortalecimento de Arranjos Produtivos Locais (APLs), fundamental para a estruturação de cadeias produtivas identificadas com a vocação de cada região; e o forte incentivo à indústria oceânica, através da criação dos polos navais do Guaíba e do Jacuí e do apoio à diversificação das atividades no polo naval de Rio Grande.
No entanto, vejo que poderíamos ter feito mais, principalmente na área da infraestrutura. Ainda não temos uma malha viária que atenda às reais demandas do RS. Os acessos asfálticos não avançaram da maneira esperada, o que impede que muitos municípios não tenham a capacidade de competição necessária na atração de investimentos.
Qual o papel do vice-governador neste governo? Quais ações couberam ao vice nestes quatro anos?
O último governo foi marcado por uma relação conturbada entre a governadora e seu vice. Desde a campanha, acertamos um trabalho conjunto e respeitoso, o governador e eu. O governador, inclusive, fez questão que o meu gabinete ficasse no Palácio Piratini, próximo ao dele, e me designou para coordenar o Comitê Estadual de Mobilização pela Segurança no Trânsito. Estive a frente do Programa de Combate às Desigualdades Regionais, que prevê a execução de projetos em regiões mais deprimidas economicamente, com uma atenção especial para as políticas voltadas à Metade Sul. Fui interlocutor, também, de questões importantes para o desenvolvimento, como no caso da indústria oceânica, da defesa da exploração do potencial do carvão mineral gaúcho e do incentivo à diversificação da matriz energética do RS através da utilização de fontes de energias renováveis. 
O Sr. foi homenageado pela Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos. Qual o seu papel na aproximação entre o governo e os hospitais?
Quando assumimos, os hospitais filantrópicos e os públicos tinham um déficit muito elevado. Instituímos um grupo de trabalho, sob a minha coordenação e do então secretário Ciro Simoni, com representantes dos hospitais, buscando alternativas para evitar que qualquer instituição fechasse suas portas. Triplicamos os investimentos em saúde, passando de 4,5%, para 12,4%.  Criou-se, também, uma rubrica especifica no orçamento do Estado para os hospitais filantrópicos, passando de uma política de governo para uma política pública a ser honrada por futuras administrações.
Esta negociação foi fundamental para a melhoria dos serviços, uma vez que estas entidades respondem por 70% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no RS. Recuperamos a confiança do setor, propusemos parcerias federais de um novo tipo para acréscimo de repasses devido à especificidade da rede estadual e ajudamos no estabelecimento de uma relação mais transparente e qualificada das gestões. Por esta parceria, tive a satisfação de ser um dos homenageados pela Federação das Santas Casas. A distinção é um reconhecimento pela interlocução e apoio do Governo do Estado junto às autoridades de saúde no RS. 
Reconheço, porém, a necessidade de avançar mais na área da saúde. Precisamos estabelecer novas ações para qualificar o atendimento de modo que o cidadão possa, com tranqüilidade, ter acesso aos serviços que necessita, tanto na média como na alta complexidade.
O senhor tem defendido a utilização do carvão como fonte de energia. Por quê?
A defesa da energia produzida por termelétricas com a queima do carvão mineral é uma tarefa sempre enfrentada pelo meu gabinete, até mesmo quando outros órgãos do governo estadual e do próprio governo federal repudiavam o debate. No RS, possuímos 90% de todo carvão mineral brasileiro. Um potencial enorme, que não pode ser desperdiçado. Novos processos foram desenvolvidos e colocados em prática com sucesso, tornando as usinas térmicas uma alternativa concreta para garantia da segurança energética do nosso país. Cerca de 40% da geração de energia elétrica a partir das fontes primárias em nível mundial tem como matéria prima o carvão. No Brasil lutamos para que a participação na matriz energética seja de 4%. Outro dado que preocupa é o fato de 80% da geração de energia no país ser proveniente das hidrelétricas, enquanto no mundo o índice das térmicas está em 41%. Isso nos deixa muito dependentes do clima, o que pode acarretar sérios prejuízos para o setor produtivo caso não haja uma estrutura complementar que nos garanta a segurança necessária.
Outro projeto que defendido pelo senhor é o do Polo Carboquímico de Charqueadas/Eldorado do Sul.
Como é possível observar, são muitas as possibilidades para o nosso carvão mineral. Venho acompanhando o projeto do polo carboquímico a ser instalado nestes municípios. Trata-se de uma proposta pioneira no Brasil, com objetivo de viabilizar a gaseificação obtida a partir da mina de Guaíba, nos municípios de Charqueadas e Eldorado do Sul, gerando gás de síntese que pode ser utilizado tanto como matéria-prima para a produção de gás natural sintético, produtos químicos ou fertilizantes, como pode ser usado diretamente como combustível para geração de energia elétrica. Este é um projeto de grande valor estratégico para o Estado.
Mesmo sendo um dos principais defensores do carvão mineral, o senhor também teve participação direta nos debates sobre a utilização de energias renováveis. Essas agendas não são conflitantes?
De forma alguma. Entendo que as matrizes energéticas se complementam. O Rio Grande é beneficiado com os melhores ventos do Brasil e possui, também, uma grande potencialidade para a produção de energia a partir da biomassa. Desde o primeiro ano de governo trabalhamos intensamente esta pauta. Cerca de 11% do potencial das fontes de energia renováveis do país se encontram em solo gaúcho. Os parques eólicos somam investimentos de R$ 1,51 bilhão para o RS. Até 2017, serão mais de 50 empreendimentos no Estado. Obtivemos participação recorde no leilão de energia A-3 realizado em novembro de 2013 pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), respondendo por 37% das contratações. Isso é reflexo direto da boa oferta de recursos naturais existentes. No campo da energia eólica, há a possibilidade de instalação de empreendimentos onshore(em terra) e offshore (em água), se observarmos as oportunidades na Lagoa dos Patos. As usinas de biomassa, de igual forma, mereceram a nossa atenção. Apresentamos projetos gestionando junto aos órgãos ambientais o licenciamento há muito solicitado. Em todas as manifestações, buscamos demonstrar que a produção desta energia deveria ser tratada de forma diferenciada, uma vez que não está atrelada à produção de cana-de-açúcar, mas à utilização de outros produtos e subprodutos como, por exemplo, a casca de arroz e o resíduo de reflorestamento.
No inicio deste governo foi criado o Comitê Estadual de Mobilização para Segurança no Trânsito, sob sua coordenação. Como o senhor avalia o resultado obtido?
Os esforços ligados à diminuição do número de mortos em nossas estradas e vias urbanas estão entre as ações mais destacadas da atual gestão. O trânsito provoca mais mortes que muitas guerras ou a violência urbana. Aproximadamente 1,3 milhão de pessoas perdem a vida anualmente em acidentes em todo mo mundo. O número de feridos é muito maior: entre 20 e 50 milhões. No entanto, graças ao trabalho realizado, o número de mortes em acidentes no RS está em queda. Nos últimos três anos houve uma redução de 9,4%. Em 2010, morreram 2.191 pessoas no trânsito. No ano passado, 1.984. É um processo continuado, mas que apresenta resultados concretos. Isso tudo em um cenário onde a frota de veículos cresce 7% ao ano.
Que projetos foram criados combater o grande número de acidentes e mortes no trânsito? Que ações fiscalizadoras foram implementadas?
Entre as ações elaboradas através do Comitê Estadual de Mobilização pela Segurança no Trânsito, destaco a mudança na metodologia da contagem dos óbitos e as operações Balada Segura e Viagem Segura. A nova metodologia inclui na estatística as vítimas que faleceram até 30 dias após o acidente, conforme as normas internacionais vigentes, nos dando uma mostra muito mais próxima da realidade. A Balada Segura é um marco de uma nova postura dos condutores com relação ao consumo de álcool, presente em mais de 50% dos acidentes de trânsito com mortes. Abrange 23 municípios gaúchos e deixou de ter como foco o público jovem frequentador de bares e casas noturnas. Hoje contempla ações educativas, campanhas de comunicação e fiscalização voltadas aos mais diversos públicos, buscando a prevenção dos principais fatores de risco no trânsito. A Viagem Segura, por sua vez, é uma ação integrada envolvendo forças policias e órgãos fiscalizadores municipais, estaduais e federais, que possui como foco a redução do número de óbitos nas estradas gaúchas durante os feriados e datas comemorativas. Em 29 edições, 2,7 milhões de veículos foram fiscalizados, 402 mil infrações registradas, 11,1 mil CNHs e 37,3 mil veículos recolhidos. Foram realizados 61,4 mil testes de bafômetro, registrando mais de 8,6 mil infrações por embriaguez. 
O senhor é considerado um porta-voz dos interesses da Metade Sul do Estado, participando intensamente das discussões acerca das demandas e de ações em prol do desenvolvimento da região. Qual é o cenário hoje para os municípios do Sul do Estado?
Durante muito tempo considerada um problema, hoje a Metade Sul é parte importante da solução. A retomada do crescimento do setor primário e a diversificação da base produtiva local deram uma nova dinâmica para a economia da região. A indústria oceânica é, sem dúvida, o principal indutor desse crescimento. No entanto, não podemos deixar de citar os investimentos nos parques eólicos e o boom da construção civil que acompanha esse processo. É um ciclo virtuoso que merece muita atenção para os seus desdobramentos e possíveis fases de declínio.
No gabinete, trabalhamos intensamente no sentido de agilizar os processos de instalação dos empreendimentos, como, por exemplo, o Shopping Pelotas e o Estaleiro EBR, em São José do Norte. Neste caso em específico, participei de debates importantes sobre o impacto econômico e social do estaleiro na comunidade, tendo como foco a capacitação de mão de obra e a inclusão de força de trabalho local nas obras.
É importante ressaltar que pensamos o conceito de polo naval para além das plataformas e como uma ampla rede que se complementa. Temos que planejar os nossos distritos industriais pensando em longo prazo, agregando tecnologia, fomentando a pesquisa e diversificando os serviços, para não dependermos exclusivamente das encomendas da Petrobras. Esse foi o objetivo de grande parte dos nossos encontros nas missões internacionais, onde tivemos contato direto com experiências de sucesso que podem e devem ser adaptadas e executadas de acordo com a nossa realidade.
Com o intuito de divulgar o potencial do RS e na busca de novos investimentos e parcerias com empreendedores estrangeiros o senhor participou de várias missões governamentais no exterior. Fale um pouco sobre essa experiência.
A vice-governadoria possibilitou que eu representasse o Estado em diversas missões internacionais. No início do governo fomos à Europa para observar as ações bem sucedidas na questão do trânsito e aprendemos muito com as experiências francesa e espanhola, o que foi de suma importância para a elaboração da nossa Política Estadual de Trânsito. Na China estabelecemos uma série de contatos com empreendedores, que hoje se encontram em negociações avançadas para instalação de empreendimentos na Metade Sul, como no caso da montadora Shyiang Yunlihong, em Camaquã.
Na Argentina, conhecemos a experiência do Observatório do Trânsito e da Agência Nacional de Seguridade Viária, dando seguimento às tratativas estabelecidas no memorando de entendimento para troca de conhecimento entre o Detran/RS e a Agência, que visa desenvolver ações conjuntas para a redução da acidentalidade. Ainda na Argentina, firmamos a parceria com a empresa de aerogeradores IMPSA, na cidade de Mendoza. Hoje, a IMPSA investe R$ 100 milhões na fábrica em Guaíba e será uma das principais fornecedoras para os parques eólicos na Zona Sul.
Chefiei missões nos Estados Unidos e no Reino Unido que apresentaram o potencial da indústria oceânica no RS e as oportunidades para investimentos no RS em duas das principais feiras do setor no mundo: A Offshore Technology Conference (OTC) em Houston, Texas, e a Offshore Europe, em Aberdeen, na Escócia. Essas missões possibilitaram a aproximação de potenciais investidores e abriram as portas para que empresários gaúchos expusessem seus produtos para grandes mercados. A associação da empresa gaúcha Koch com a austríaca Palfinger, por exemplo, foi apresentada como um exemplo de sucesso na OTC pela Petrobras. 
A última missão internacional que coordenei foi a realizada em parceria com representantes de Pelotas e Rio Grande. Foi uma viagem diferenciada, com agendas em três países. Em Portugal, estreitamos os laços dos municípios gaúchos com suas cidades-irmãs lusitanas e estabelecemos convênios na área de turismo e gastronomia. Apresentamos, também, potenciais parceiros ao grupo industrial AMAL, que prepara sua vinda para o Estado. Em Bilbao, no País Basco, firmamos parcerias para intercâmbio de conhecimento com importantes parques tecnológicos, clusters industrias e da área de meio ambiente, que beneficiarão em muito a estruturação do Parque Tecnológico de Pelotas e o Oceantec – Parque Tecnológico, em Rio Grande. Na Áustria, visitamos a sede da Palfinger, em Salzburgo, consolidando ainda mais a relação entre o Estado e a empresa. Em maio, a licença de instalação para a joint-venture Palfinger Koch foi liberada pela prefeitura de Porto Alegre. Considero este um case estratégico, que serve de modelo para todas as parcerias com empreendedores estrangeiros.
Entre as ações desenvolvidas pelo seu gabinete para o desenvolvimento da Metade Sul está o início das operações da Azul no Aeroporto de Pelotas. Qual foi a sua participação neste processo? 
Primeiramente, nos reunimos com uma comitiva da Região Sul e com o presidente em exercício da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Claudio Passos Simões, em Brasília. Solicitamos à agência a análise da possibilidade de o aeroporto de Pelotas operar voos nacionais e internacionais. Entre as empresas interessadas destacaram-se a Azul e a uruguaia BQB, que pretendia operar o voo Montevidéu-Pelotas.
Nosso objetivo era o de diminuir as barreiras para que fosse viabilizado este tipo de operação, estimular a aviação regional em municípios do interior. Nesse contexto, o decreto que reduziu a base de cálculo do ICMS do querosene de aviação de 17% para 12% para empresas que atuarem com aeronaves de até 120 assentos foi fundamental. Foi um longo período de negociação, em um esforço conjunto que teve impacto no setor em todo o Estado.
Para garantir os voos em Pelotas, reunimos o Comando dos Bombeiros da Brigada Militar e representantes da Infraero no sentido de firmar o convênio que viabilizou a estrutura da brigada de incêndio. Esta, por sua vez, habilitou o aeroporto para receber os voos diários. Hoje podemos constatar o sucesso da ação. Os voos lotados comprovam que existia a demanda. É dever de toda administração investir e dar condições para que a aviação regional seja fortalecida. A partir dessas novas rotas, os municípios do interior reforçam a sua logística e têm mais condições de disputar investimentos.
O senhor é pré-candidato a deputado federal pelo PSB. O que o levou a assumir esta candidatura?
A candidatura nasceu de uma demanda existente dentro do PSB gaúcho. Minha atuação na vice-governadoria fez com que a Executiva Estadual do partido avaliasse meu nome como um dos potenciais candidatos a deputado federal. Entendo, também, que a minha região carece de representantes identificados com a realidade local. Há uma disparidade na representação política no mapa do Rio Grande. Uma análise das atuais bancadas na Câmara e na Assembleia comprova esta tese. Dessa forma, coloco meu nome à apreciação no Congresso Estadual do PSB para decisão soberana do diretório.
O que fez o PSB se afastar do governo? Ou foi o governo que afastou o PSB?
Os princípios que nortearam nosso programa de governo ainda são os mesmos, já falei anteriormente que reconheço as conquistas do Rio Grande. Por outro lado, me sinto à vontade para participar de outra aliança que possa representar avanços para o Estado. A candidatura Sartori tem esta condição. O que queremos agora, o PSB, é o protagonismo como partido político. Consideramos que é o momento de avançar, em nível nacional e estadual. Ir além.
Como está sendo a convivência dentro do governo a partir deste rompimento?
Normal, dentro de um clima de cordialidade que sempre existiu. Eu não estou no governo, eu sou governo, fui eleito para isso. É claro que a relação entre governador e vice-governador está mais distanciada, mas não há atritos. Os 127 dias em que assumi como governador em exercício comprovam a estabilidade e a confiança que mantivemos ao longo desse período.
O senhor acredita que o PSB gaúcho sairá fortalecido nesta eleição?
Acredito. Estamos trabalhando forte, através da ampla mobilização da nossa militância em todo o Estado. Temos quadros qualificados para a disputa por vagas na Assembléia e na Câmara. Crescemos significativamente em 2010. Nossos atuais representantes possuem atuação destacada e consolidaram a sua base ao longo dos últimos anos. A tendência é manter o espaço conquistado em âmbito federal e aumentar a nossa representação no Legislativo gaúcho. Para o Senado, temos o melhor candidato. Beto Albuquerque está preparado para o desafio. Aos 51 anos, é uma das mais destacadas figuras do Congresso. Sua trajetória fala por si. Seu trabalho e as causas que defende são reconhecidos nacionalmente. Beto é um exemplo de político que trabalha para a melhoria da vida das pessoas. A Lei Pietro (que institui a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea) reflete o homem público diferenciado que ele é: um político que transforma uma experiência de vida dolorosa em um projeto que beneficia milhares de pessoas em todo o Brasil.
Por que, no Rio Grande do Sul, a opção foi coligar com o PMDB?
O PMDB gaúcho é diferenciado do resto do país. E o senador Pedro Simon um símbolo de comportamento exemplar no Parlamento Nacional. Podemos governar com pessoas e quadros do PMDB que têm preocupações próximas do nosso campo. Identificamos em José Ivo Sartori um gestor competente, um quadro com história política consistente. Tivemos forte resistência à coligação com o PP, por exemplo, por vinculações históricas de disputa no Estado e por obstáculos apresentados na questão ideológica. No entanto, nossa principal discussão é nacional. Queremos e vamos eleger Eduardo Campos presidente do Brasil.
Qual o significado da candidatura de Eduardo Campos no cenário nacional?
Eduardo Campos quebra o discurso polarizado que aconteceu na última eleição, aprofundando o debate. Nosso candidato tem a consciência crítica do passado e do presente, de olho no que vai realizar no futuro.  Diversos analistas deixam claro que a candidatura de Eduardo Campos é a que tem maior potencial de crescimento e a mais baixa rejeição. Ninguém é escolhido o melhor governador do país por anos à toa. É preciso caráter, liderança e muita qualidade na gestão. Virtudes estas que o qualificam para a disputa presidencial.
Foto: Gustavo Gargioni/Especial Palácio Piratini
Publicado na Revista Em Evidência

terça-feira, 17 de junho de 2014

Entrevista: Vereador César Silva

O Vereador César Silva (PSB) falou ao programa "Liberdade Notícias - 1ª Edição", com Lineu Fonseca, na manhã desta terça-feira (17). Confira o áudio da entrevista:

terça-feira, 10 de junho de 2014

Lista dos Pré-candidatos do PSB/RS - Convenção dia 14/06/2014

Pré-Candidatos a Deputado Estadual pelo PSB-RS 

Alessandro Dal Zotto  

Alessandro Dalla Santa Andrade 

Antônio Elisandro de Oliveira

Antonio Geraldo de S. Henriques Filho (Geraldinho)

Arlindo Slaifer 

Atilar Gilberto Gerstner Filho

Beno Ritter

Capitão Aguiar

Carlos Breik

Carlos Roberto Dias da Fonseca

Daniel Tercílio Carniel de Oliveira

Éberson Machado de Oliveira    

Elton Roberto Weber

Ercilia Aparecida Santos da Silveira

Ernani Heberle 

Harri Jose Zanoni (Ari da Center)

Herminio Mino

Itamar José da Costa

Jair Jaspers 

Jaqueline Pereira Silveira

João Pedro Roveré Grill

João Véstena  

José Antonio Júnior Frozza Paladini (Catarina)

José Paulo Gracioli

Juquinha

Liziane Bayer

Luiz Noé Souza Soares

Luiz Paulo Perez

Maria de Lourdes Schardong Gobbi - Luli

Manir José Zeni

Marcelo de Souza Allgayer 

Maristela Josiane Paz 

Nelson Naibert 

Oldair Bianchi

Ordeli Gomes 

Padre Wilson Pedro Lill

Paulo Cesar Maciel 

Sandro Sotilli

Theonas Fabiano Baumhardt

Valdocir Barros Marques

Vanderlan Carvalho de Vasconselos

Vicente Paulo de Oliveira Selistre

Volmir José Miki Breier

Wainer Viana Machado

Márcia Regina da S. Carvalho Koenig

Tatiane Duarte de Oliveira 

Edi Carlos Pereira de Souza

Priscila Tavares

Glauco Adriani Alves Gonçalves

Nestor Azeredo

Ricardo Roberson Rivero

Carolina Fragoso Langer 

Baltazar Balbo Garagorri Teixeira 

Professor Felipe  R

Gisele Uequed   R

Vinicius Passarela R

Dieison Jocemar Engroff  R

Siana Spindler  R

Clener da Silva Teixeira  R


Pré-Candidatos a Deputado Federal pelo PSB-RS

Airto João Ferronato

Alexandre Rubio Roso

Anabel Lorenzi 

Cesar Busnello

Daniel Suzim

Everlei Rangel Martins

Heitor José Schuch

Jair Rizzo Ferreira

Joaquim Lírio Dill

Jorge Alberto Duarte Grill

José Francisco Nunes

José Luiz Stédile 

Juscelino Marques

Marcone Rodrigues

Nara Rejane Schimidt Pahim

Nei Bica Junqueira

Paulinho Motorista

Raul Damo

Reginaldo Cardoso Rocha

Roseli Poggere

Teresinha Valduga

Vitor Hugo Gomes

Rita Cassiane Rodrigues B. Hoffmann

Danuse Silveira da Motta

Clóvis Oliveira  R

Graça  R

Luciane do Prado Santis  R

Marco Antônio dos Santos  R

Daniel Duarte  R

Jerônimo Dilamar da Silva   R

Natalina da Silva Oliveira  R

Carlos Eduardo P. Sander (Preto) R

Elio Spanhol   R

Nair Chaves R


Senador

Beto Albuquerque

A comissão eleitoral do PSB-RS publica a lista de pré-candidatos às eleições de 2014 para os fins previstos nos artigos 48 e 49 do Estatuto Partidário.

Porto Alegre, 09 de Junho de 2014.