Coragem para Mudar o Brasil

Coragem para Mudar o Brasil

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Deputada Liziane Bayer deseja feliz ano novo


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Retrospectiva do ano - Deputada Liziane Bayer

Retrospectiva do ano
Sem histórico político a deputada Liziane Bayer se elege com 29 121 votos oriundos de várias regiões do Rio Grande do Sul com ênfase nas cidades de Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas, Santa Maria e região e fronteira oeste.

Fevereiro
Liderança. Deputada Liziane é eleita líder de partido pelo PSB e assume as Comissões: Mista Permanente de Participação Legislativa Popular (CMPPLP) vice-presidência, Constituição e Justiça (CCJ) suplente, Agricultura Pecuária e Cooperativismo (suplente) e Ética Parlamentar (suplente), Saúde e Meio Ambiente (titular) e Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle (titular).
Trânsito. É reativada a Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro – FPDTS com a deputada Liziane na presidência.

Março
Trânsito. Pela FPDTS aconteceram duas reuniões, uma delas com os representantes do movimento Maio Amarelo.
Projeto de Lei. O primeiro projeto de lei da deputada Liziane é protocolado na Assembleia. É o PL 59/2015 que equipara o Cetran a outros conselhos estaduais.
Interiorização. A deputada começa as andanças pelo interior visitando o município de São Francisco de Paula.

Abril
Marcha pela Família, promovido pela Igreja Internacional da Graça de Deus, tem a participação da deputada Liziane.
Projeto de Lei. O PL 124/2015 (sobre Criacionismo) ganha espaço, nos veículos de comunicação. Ele prevê o ensino do nas escolas do Rio Grande do Sul.
Trânsito. A FPDTS realiza reunião e define ações com entidades participantes.
Saúde. Deputada Liziane inicia a luta em defesa dos hospitais gaúchos.

Maio
Homenagem. A primeira medalha do mandato da deputada, da 54 ª Legislatura, é entregue à Pra Rita Gonçalves.
Saúde. Liziane participou, em Brasília, do debate sobre câncer de mama e protocolou projeto de lei sobre o aleitamento materno 150/2015.
Projeto. A polêmica sobre o PL 124/2015 (Criacionismo) continua na imprensa de todo estado. A Câmara de Vereadores de Campo Bom envia moção de apoio.

Junho
Educação. Nesse mês aconteceu a luta pela aprovação do Plano Estadual de Educação mais justo e completo.
Interiorização. Seguem as viagens por todo estado.
Trânsito. A FPDTS promove ação de conscientização no estádio Beira-Rio, do Internacional.

Julho
Projetos. Em defesa da família. Deputada protocola projeto de lei relativo ao Centro Voluntário de Valorização da Vida no RS, PL 282/2015.
Homenagem. Aconteceu o Grande Expediente em comemoração ao aniversário do município de Picada Café.

Agosto
Saúde. Deputada Liziane participa da audiência pública sobre amamentação.
Interiorização. Liziane apresenta projetos e defende cortes para tirar o RS da crise financeira. Um dos projetos sobre finanças do RS, é o PL 279/2015 que visa facilitar o pagamento de dívidas com o Estado.
Lei. PL 150/2015 sobre Aleitamento Materno, é aprovado na CCJ.
Trânsito. A FPDTS realizou avaliação das ações do primeiro semestre. Destaque para queda de 20% de homicídios no trânsito de Porto Alegre.

Setembro
Saúde. Deputada Liziane participa da assinatura de novos convênios e protocola projeto de lei do Outubro Rosa, PL 284/2015, que prevê apoio amplo nas divulgações de prevenção ao câncer de mama.
Interiorização. Visita ao município de São Sebastião do Cai.
Homenagem. A segunda medalha, da 54 ª Legislatura, é entregue ao filho de Fernando Ferrari no seminário O ideário e o legado de Fernando Ferrari – “O político das Mãos Limpas”.

Outubro
Saúde. Ações relacionados ao Outubro Rosa são promovidas e a primeira lei da deputada, Aleitamento Materno n° 14 746, é legalizada. Também foi protocolado o projeto Novembro Azul (PL 285/2015) que divulgará cuidados da saúde do homem.
Eventos. Na Igreja Internacional da Graça de Deus, Liziane participa do Crianças que Vencem, (Porto Alegre). Também aconteceu o projeto Criança Cidadã. Ele integra crianças em ações sociais e de cidadania em relação à política.

Novembro
Esporte. A deputada Liziane inova protocolando PL 409/2015 que valoriza o corredor de rua gaúcho com premiação, em dinheiro, nas categorias.
Saúde. O PL Novembro Azul é aprovado por todos os deputado no plenário. Também por unanimidade, o projeto Outubro Rosa é aprovado.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Proposições aprovadas na Sessão Ordinária do dia 21/12/2015, vereadora Carmem (PSB)

PSB DE SÃO LOURENÇO DO SUL - RS
Nº 1642 → Solicita que seja enviada correspondência a equipe do Jornal do Almoço, em especial a Maíra Lessa e Matheus Marques, agradecendo o apoio e solidariedade prestados na divulgação da matéria feita sobre o Dia Municipal de Doação de Medula Óssea em São Lourenço do Sul.
Nº 1643 → Solicita que seja enviada correspondência a Equipe do Hemocentro Regional de Pelotas pelo 3º ano de parceria e apoio prestado ao Dia Municipal de Doação de Medula Óssea em São Lourenço do Sul onde foram realizados 105 novos cadastros.
A campanha deste ano foi em apoio ao Leandro, que foi diagnosticado com Leucemia Linfóide Aguda (LLA) em agosto do corrente ano, após o diagnostico da doença, familiares e amigos se mobilizaram e criaram a campanha Todos pelo Leandro, a mobilização tem como objetivo conseguir o maior número de doadores que possam realizar o exame de sangue e verificar se há compatibilidade com Leandro, e até mesmo estar ajudando outras pessoas.

PSB de Canguçu pede apoio para hospital de Canguçu


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Novas eleições para reanimar o país

18/12/2015
* Este conteúdo é de responsabilidade do autor, não necessariamente expressa a opinião do PSB.

O Brasil vive um dos piores momentos políticos e econômicos de sua história.

Assistimos, estarrecidos, a um escândalo de corrupção sem precedentes, protagonizado por ocupantes de altos postos no governo e no parlamento e por figuras destacadas do mundo empresarial. Uma organização criminosa que tomou de assalto o Estado brasileiro, atingindo uma das mais importantes empresas do país, e cuja atuação parece se estender muito além dela, pelo que já demonstram investigações das operações Lava-Jato e Zelotes.

Soma-se a isso uma recessão que se aprofunda, com inflação em alta e renda em baixa, levando o país à pior crise econômica desde os anos 90. A dívida pública não para de crescer e o seu custo deve ultrapassar, só neste ano, meio trilhão de reais, o equivalente a quase 20 anos do Programa Bolsa Família. Já o desemprego pode atingir 10 milhões de brasileiros.

O agravamento da situação econômica e fiscal levou o governo a cortar nas áreas sociais, na educação e na saúde, enquanto alguns empresários próximos do poder são beneficiados com subsídios a taxas camaradas. Uma trágica ironia para um governo que se pretendia de esquerda e prometeu transferir renda aos mais pobres.

Eduardo Campos alertou repetidas vezes à presidente Dilma Rousseff sobre as consequências dos erros e irresponsabilidades cometidas na política econômica em seu primeiro governo. Mas não foi ouvido. Por nossas discordâncias, o PSB deixou o governo em 2013 e no ano seguinte disputou as eleições com candidatura própria à Presidência da República.

Como diz Marina Silva, minha companheira de chapa em 2014, "Dilma ganhou, perdendo". É evidente sua incapacidade de exercer plenamente o atual mandato, de demonstrar aos agentes econômicos alguma segurança, e de garantir sustentabilidade política a partir de sua própria base partidária. A cada dia, um erro mais grave, como a redução da meta fiscal para 0,5% do PIB, anunciada nesta semana.

Infelizmente, as nossas advertências se confirmam e hoje é o país inteiro que perde com a soma de várias crises - econômica, política, social, ética, institucional, de gestão e credibilidade - que se retroalimentam.

Mas não podemos deixar que essas crises nos paralisem por mais tempo.

Estou convencido de que apenas um amplo acordo entre forças políticas, empresariais, intelectuais, trabalhadores e outros segmentos sociais, articulados em torno de uma agenda emergencial para o país, será capaz de nos fazer superar este momento de extrema gravidade, com a rapidez necessária.

Acredito, para isso, nas nossas reservas morais e intelectuais, lideranças respeitadas em todos os campos, que podem - digo mais, desejam - contribuir para esta mudança de rumo.

É indispensável combater a inflação, buscar o reequilíbrio das contas públicas e adotar um plano rigoroso de contenção de gastos. É imprescindível estimular o desenvolvimento produtivo e a modernização do parque industrial, retomar os investimentos públicos em infraestrutura e incentivar o capital privado a fazer o mesmo, através de parcerias público-privadas (PPPs) e licitações de concessões.

Da mesma forma, devemos evitar a criação de impostos ou elevação de alíquotas de tributos já existentes e propor mecanismos que facilitem o comércio com outros países e blocos econômicos, com a redução do custo das operações e da burocracia.

Tais propostas são conhecidas, mas há muito tempo aguardadas pela sociedade - que igualmente espera por uma mudança qualitativa da política brasileira.

Após um ciclo de conquistas sociais, os agentes políticos, em sua maioria, já não respondem aos anseios da maioria da população, são incapazes de renovar uma política marcada pela falta de transparência, pelo clientelismo, pelo nepotismo e por outras formas de patrimonialismo e de perpetuação no poder a qualquer custo.

Na eleição passada, fizemos essa reflexão quando em nosso programa de governo afirmamos que o modelo de democracia brasileira vivia a crise mais aguda desde a redemocratização. E por isso precisava iniciar um processo de transformação. Infelizmente, a situação só se agravou desde então.

São muitas as frentes que exigem mudança na nossa democracia. Precisamos renovar as instituições, reorganizar o Estado, reformar a política e reinventar os partidos. As nossas instituições públicas são obsoletas, necessitam ser renovadas. O Estado deve ser modernizado, ser capaz de impulsionar o desenvolvimento de forma sustentável e justa, ganhar eficiência e transparência.

Em um regime democrático transparência nunca é demais. Quanto menos transparente for um Estado ou um governo, menos confiável será para o cidadão. Norberto Bobbio afirma: "a opacidade do poder é a negação da democracia". Em Democracia e Segredo (1981), o cientista político adverte para a existência de um "poder invisível" que atenta contra os Estados democráticos. "É um poder que pratica atos politicamente relevantes sem ter qualquer responsabilidade política sobre eles, mas, ao contrário, procurando escapar por meio do segredo até mesmo das mais normais responsabilidades civis, penais e administrativas", define Bobbio.

Partidos, governos e parlamentos estão desafiados a inovar. Isso passa obrigatoriamente por conceitos como transparência radical, participação plural e popular permanente, com uso de instrumentos de consulta já previstos, como plebiscitos e referendos, mas ainda empregados de forma esporádica.

Os partidos poderiam se preparar para oferecer ou atrair os melhores quadros da sociedade e contribuir para essa necessária inovação na política, como apregoa Moisés Naím. Utopia? Talvez sim, mas sem ela não vamos a lugar algum.

É imperioso superar a política destrutiva, verticalizada e patrimonialista que tira a vitalidade do nosso desenvolvimento econômico e social e, dia após dia, eleição após eleição, desanima o cidadão de participar da vida política.

Dilma Rousseff, Michel Temer e Eduardo Cunha representam esta política e, na realidade, estão inviabilizados para comandar qualquer acordo que mobilize a sociedade. De fato, estão mais preocupados com a manutenção do poder do que com o futuro da nação. Se assim não fosse, renunciariam já, permitindo novas eleições presidenciais em 2016 e a execução de uma agenda legítima e duradoura para o Brasil.

Beto Albuquerque, 52, vice-presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), candidato a vice-presidente da República na chapa de Marina Silva em 2014.

Autor: Beto Albuquerque/Vice-presidente nacional do PSB
Veículo: Valor Econômico

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

NOTA OFICIAL DA BANCADA DO PSB NA CâMARA DOS DEPUTADOS

Ao reiterar o seu compromisso com o Brasil, a Bancada do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na Câmara dos Deputados considera essencial a suspensão do recesso parlamentar para enfrentar e superar a grave crise política e econômica.

É imprescindível a união e o comprometimento de todas as instituições responsáveis por definir os rumos das questões que, no momento, paralisam o País e degradam a sua já combalida economia, com a perda de milhares de empregos. A suspensão do recesso é, pois, um imperativo de ordem pública.

A Bancada socialista reitera também a necessidade de afastamento da Presidência da Câmara, do deputado Eduardo Cunha, face à gravidade das acusações que lhe pesam, para que este possa fazer sua defesa nas instâncias próprias, sem comprometer o andamento dos trabalhos nesta Casa.

Quanto ao processo de impeachment, entendemos que trata-se de um instrumento constitucional legítimo, devendo, porém, ser discutido com a responsabilidade que o tema exige. O PSB não se deixará contaminar pela ansiedade e o açodamento antes que as condições políticas e jurídicas se apresentem em plenitude.

Bancada do PSB na Câmara dos Deputados

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

José Stédile: contra cunha e contra Dilma

Além de legislar, é obrigação de um deputado fiscalizar ações do governo federal e do Parlamento. Por isso, diante dos fatos. o caminho é votar a favor do impeachment da Dilma e da cassação de Eduardo Cunha. Os escândalos são tantos que o povo já se esqueceu da queda dos ministros por corrupção. Na Petrobras ocorreu o maior desvio de dinheiro público da história da humanidade: R$ 6,2 bilhões. Dizem que a presidente não está diretamente envolvida. Acho que ela não teve envolvimento nem enriquecimento pessoal. Mas, neste caso, tendo sido secretária de Minas e Energia do RS e ministra do setor, seria profunda conhecedora do assunto. Era impossível não perceber o superfaturamento da compra de Pasadena, por exemplo. Ela foi conivente ou, no mínimo, prevaricou. Não estamos julgando uma pessoa, mas um governo.

É importante que a população entenda o que é pedalada fiscal. Com a Lei de Responsabilidade Fiscal 101, nenhum prefeito, governador ou presidente da República pode gastar mais do previsto na lei. Porém, no ano eleitoral, o último de seu mandato, a presidente gastou muito mais, caracterizando fraude eleitoral. Foram tomadas medidas eleitoreiras: a redução dos preços dos combustíveis e da energia elétrica, enganando o povo pois, passada a eleição, deu reajuste muito maior que o desconto anterior, colocando em risco a economia brasileira.

O impeachment não é golpe. Os desvios de recursos públicos e as ilegalidades nos ministérios, isso sim é golpe. Os próprios partidos do governo entraram três vezes com pedidos de impeachment por motivos muito menores, contra FHC e Itamar. Era golpe? A presidente não tem mais autoridade moral para enfrentar a crise. Em nome dos desempregados, das empresas que estão falindo ou saindo do país, precisamos de um presidente que tenha capacidade para chamar todos os setores da economia e buscar uma saída que possa diminuir as extremas dificuldades que vivemos e que teremos pela frente.

Sobre Eduardo Cunha: fui um dos primeiros deputados a assinar, dentre os 33 assinantes, o pedido de cassação do presidente da Casa. Reafirmo minha posição favorável à cassação, pela sua postura e por ter mentido na Comissão de Ética, dizendo que não tinha contas no exterior. Ele negou uma conta cuja senha é o nome da própria mãe. Depois, disse ser uma conta empresarial advinda de recursos da venda de carnes, o que não se confirmou. São inúmeros os motivos para a cassação.

Sou o deputado mais assíduo do Brasil e me sinto legitimado, com a obrigação e responsabilidade de votar com consciência, em defesa da nação brasileira.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Opinião de Beto Albuquerque sobre a polarização "Dilma x Cunha"

Engraçado as reações aqui nas redes socais. Se critico o governo Dilma, sou traidor, aliado de Cunha, oportunista. Se critico Eduardo Cunha, sou petista, vendido, subalterno. E sigo cada vez mais convencido de que essa polarização apenas serve aos interesses deles que estão no poder.
Se a turma que defende Dilma entende que não há motivo para impeachment e que não houve crime de responsabilidade fiscal, então que provem isso na Comissão Especial. Simples! Não mudem o foco da discussão reduzindo isso a um "golpe". Eu defendo a investigação e não aprovo manobras fiscais. Ainda mais quando há uma reutilização deste prática.
Quanto a Eduardo Cunha, o PSB jamais esteve ao lado dele. Aliás, pedimos seu afastamento ainda em outubro. Tivemos candidatura própria à presidência da Câmara porque conhecemos essa velha política de acordos espúrios.
Estranho que por muito tempo Cunha e Dilma serviram um ao outro. Mas há quem esqueça disso!
Atentem para o seguinte, meus amigos: enquanto essa guerra seguir sendo travada neste nível, o Brasil seguirá com sua crise aumentando. Talvez seja isso que eles - que estão no poder - querem. Não duvido de mais nada!
Há tempos deixaram o Brasil e o brasileiro de lado. Durante muito tempo nós, através de nosso presidente Eduardo Campos, alertamos Dilma sobre muitos equívocos que ela estava cometendo. Não nos ouviu. Insistimos. Não nos ouviu. Ela mudou de lado, de rumo, aliou-se a Maluf, Katia Abreu, Renan (mas o PSB que virou um partido de direita!!!!). Rompemos, então.
Apresentamos, em 2014, um projeto para o Brasil. Perdemos. Respeitamos a decisão das urnas, embora saibamos que a mentira venceu. E numa democracia, quem opta pela mentira, não é assim tão defensor da democracia... Não queremos revanche.
Ao defender a investigação das pedaladas e do suposto crime de responsabilidade fiscal, não me coloquem, portanto, como quem não respeita a democracia ou como um golpista. Eu defendo a transparência e a verdade. E é isso que quero que apareça. O Brasil merece isso!
O petrolão é outra coisa! E terá suas consequências!
Quando a Eduardo Cunha, não há o que dizer. Ele vem fazendo o pior que há na política. Não tem legitimidade para presidir a Câmara. É preciso que deem um basta nesta onda de manobras que prejudicam o país, o nosso presente e o nosso futuro.
Eu quero um país livre da corrupção, da política do toma lá dá cá, dos jogos espúrios, da troca de favores, da compra de apoio... Não me acusem por ser honesto e defender isso. Porque sou coerente com o defendo há 30 anos. E não mudei de lado. Vejam os seus aliados, vejam suas escolhas, façam uma autoanalise e depois discutam com argumentos, não com brigas. O Brasil está cansado de brigas e carente de soluções!
Importante dizer, ainda, que qualquer um que não cumpra a lei e a Constituição tem que ser punido! No caso de quem tem mandato significa perder o mandato e responder criminalmente! A impunidade é o motor da corrupção!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Confraternização de final de ano

O Partido Socialista Brasileiro (PSB), de Canguçu, realizou sua confraternização de final de ano na sexta-feira (04/12) no restaurante Expresso Bier. Estiveram presentes filiados e simpatizantes locais da agremiação.
No encontro foi destacada atuação do partido nos últimos quatro anos no município. Com muito trabalho e dedicação pessoal dos filiados a sigla tem se mantido fortalecida com um grupo coeso. "Podemos não ser muitos, mas somos unidos e sempre que atuamos em prol de uma causa estamos obtendo êxito" destaca o presidente Augusto Pinz, que lembra que um ano antes da última eleição municipal o partido foi reestruturado, conseguiu nominata completa para a eleição que culminou com uma cadeira no Legislativo ocupada pelo vereador César Silva. "O Vereador tem representado muito bem os ideais socialistas e trabalha muito na construção partidária com novas filiações", destaca o presidente.
O PSB de Canguçu também participou da campanha vitoriosa a Prefeitura Municipal e ocupou, por dois anos, a Secretaria de Cultura, Turismo, Juventude e Mulheres com o companheiro Elisnei Pires que teve seu trabalho destacado em diversas premiações deixando um marco na administração municipal. O partido entendeu em deixar a administração, no começo de 2015, entendendo que o governo comandado pelo PT se perdeu do que pregava em campanha com uma gestão dinâmica e diferenciada. Atualmente Elisnei atua como  Assistente da Direção do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) também representando o partido na administração estadual.
Nas eleições de 2014 o partido também atuou em diversas frentes ajudando os candidatos a deputado estadual e federal da legenda, além do trabalho nas eleições majoritárias do estado e país. 

O encontro também serviu para planejar ações para o próximo ano e destacar alguns nomes que já despontam como pré-candidatos ao legislativo e a possibilidade de integrar a chapa majoritária analisando o cenário atual local. "Sabemos que será um ano difícil. A classe política está desacreditada e queremos mostrar que o PSB tem uma cara diferente disso tudo que se vê por aí. Já recebemos um convite para participar com nome de nosso quadro em uma chapa majoritária e queremos realizar um seminário apontando os problemas do município - como é a orientação do diretório estadual - para acrescentarmos nossas idéias com a formatação de um plano de governo", comenta Pinz. 
Para o vereador César Silva a atividade é muito importante para que ele possa ouvir sugestões para seu mandato e continuar representando os anseios dos Socialistas Canguçuenses. "Além disso é o momento de recarregar as energias com os companheiros confraternizando e aproveitando para desejar um final de ano abençoado e que continuemos com essa união que é uma característica nossa. Todas as decisões são sempre tomadas no grupo e isso tem sido nosso diferencial, ouvindo e só ai atuando", comenta.   

Beto Albuquerque: “Hora de voar sozinho”

Escrito por Revista Voto*  
Uma das principais lideranças do PSB nacional, o gaúcho Beto Albuquerque prevê o fortalecimento do partido nas eleições municipais de 2016 e adianta que a sigla terá candidato próprio à Presidência: "Quero estar disponível para 2018".
Faz calor em Porto Alegre, e Beto Albuquerque arregaça as mangas para conversar com a reportagem da VOTO. O braço direito do vice-presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) surge sob a camisa e revela uma das missões concluídas em 2015. A primeira foi garantir a união da sigla após a trágica morte de Eduardo Campos, candidato à Presidência da República pelo partido em 2014, em um acidente de avião durante a campanha. A outra também ficará marcada para sempre: uma tatuagem no antebraço, feita no último Dia dos Pais. Ela traz o nome do filho Pietro, falecido em 2009, aos 19 anos, vítima de leucemia. A mira de Beto Albuquerque aponta para 2018, quando o PSB tentará a corrida presidencial mais uma vez. O nome ainda não existe, terá de ser construído, como o político faz questão de destacar. Certo mesmo é que as vestes de fiel escudeiro do PT não servem mais na legenda. Nesta entrevista, o ex-deputado federal fala sobre os planos para 2016 e conta detalhes do racha com o governo: "A meta da Dilma é salvar o seu próprio pelo, e não o Brasil".

Revista Voto: Qual a sua avaliação sobre a atual situação política do País? Como o PSB se encaixa nesse cenário? 
Beto Albuquerque: O PSB rompeu com o governo em 2013 porque discordava da forma como a economia era conduzida. Em 2012, o mundo indicava um caminho, mas a presidente Dilma, teimosa por vocação, não quis ouvir. À época, o Eduardo Campos se encontrou diversas vezes com ela para mostrar que estávamos no rumo errado. Em outubro daquele ano, eu decidi deixar o governo gaúcho [na época, Beto era o titular da Secretaria de Infraestrutura e Logística], devido à sua dissimulação, por ser mais ligado às corporações do que à sociedade. Antes de sair, conversei com o Eduardo sobre a possibilidade de uma candidatura sua. Eu estava disposto a construí-la na Câmara dos Deputados. Ele deixou a porta entreaberta. Então, assumi a liderança do PSB na Câmara. Após a última conversa entre Eduardo e Dilma, ele me ligou dizendo: "Beto, vou ser candidato porque esse governo não quer interlocução e vai quebrar o Brasil.Não vamos ficar aqui para passar recibo". Iniciamos a pré-campanha em 2013. Mas não rompemos por meros fins eleitoreiros. Se o governo compreendesse a necessidade de mudança, poderíamos ter ajudado. Mas não havia disposição. O Brasil foi dirigido ao declínio propositadamente.Não faltaram avisos. 

RV: Eduardo Campos sempre foi visto como uma figura conciliadora e ponderada. Na atual crise política, existe espaço para a atuação ponderação?
Beto: O ditado "quem semeia vento, Por Robson Pandolfi e Emanuel Neves colhe tempestade" é a realidade do atual governo. A soberba e o desejo de falar sozinha são características da presidente Dilma. Por isso, vivemos um dos piores momentos políticos e econômicos do País. Estamos no fundo do poço, e 2014 agudizou tudo porque, como Dilma disse, ela estava disposta a "fazer o diabo" para ganhar a eleição.  Pois ela fez o diabo e está convivendo com o veneno do diabo. Tudo o que ela mentiu ou omitiu começou a aparecer já em janeiro de 2015.  Essa perda de credibilidade vem daí. Você até pode perder popularidade, mas perder credibilidade é um caminho sem volta.

RV: O PT, durante muito tempo, foi o sinônimo da esquerda do Brasil. Como a crise atual afeta os demais partidos de esquerda? E de que maneira o PSB pretende se descolar disso?
Beto: O PSB ajudou o PT nas suas derrotas e vitórias. Porém, aquele PT pregava decência e respeito ao dinheiro público. Era o PT que ajudou a derrubar o Collor e mobilizou as ruas contra a corrupção. Mas esse PT foi abduzido pelo poder, rendeu-se às velhas alianças e permitiu que a corrupção se tornasse endêmica. Há uma regra básica de ética: não se elege corrupto e não se dá cargo a corrupto. Incrivelmente, Dilma deu duas diretorias da Petrobras ao Collor.E a esquerda não pode errar, porque paga um preço mais alto do que as outras forças políticas.O PT, infelizmente, deu muita chance para o azar. E o azar pegou o PT.

RV: Os erros do PT parecem ter gerado uma onda de conservadorismo no Congresso. Como o senhor analisa esse movimento?
Isso tornou a agenda mais conservadora, e hoje vemos o Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Presidência do Congresso. O PT dividiu a candidatura do Júlio Delgado (PSB-MG) ao indicar o Arlindo Chinaglia (PT-SP), consagrando Cunha. No Senado, o PT escolheu Renan Calheiros. Ou seja, o PT escolheu caminhos que se mostraram completamente errados ? e hoje é refém de uma aliança velha e suspeita, sem sequer contar com o apoio dessa aliança. E ainda importou o Joaquim Levy do sistema financeiro para implementar medidas neoliberais. Os juros altos são solução para uma inflação de demanda, mas nós vivemos uma recessão. A visão do governo é absolutamente míope para achar soluções nesse momento.

RV: Em sua opinião, qual seria o melhor caminho para sairmos da crise?
Beto: Usar a gestão para tornar o Estado mais eficiente. Em períodos sem recursos, você deve inovar e medir resultados. Acabou a fase de ampliar despesas permanentes com receitas provisórias. O Rio Grande do Sul passou por isso nos últimos tempos. Agora, acabou.Precisaremos mostrar resultados baseados na competência, na meritocracia. Já a corrupção é combatida pelo critério de indicação. É preciso ver se o candidato tem habilidades, não interessa o partido. A qualidade das pessoas para administrar é o caminho mais eficiente. 

RV: O setor público ainda parece torcer o nariz para a meritocracia. Quais são as principais dificuldades para efetivar medidas desse tipo?
Beto: A estrutura de carreira das instituições públicas gera acomodação. Basta ser aprovado num concurso para o sujeito passar a pensar na aposentadoria. No Distrito Federal [governado por Rodrigo Rollemberg, do PSB], o Instituto de Cardiologia tem oito cirurgiões cardíacos e realiza 80 cirurgias por mês. O Hospital de Base, totalmente público, tem 23 cirurgiões e faz quatro operações por mês. Precisamos mudar isso. Sempre defendi o setor público, mas é imperioso medir resultados em qualquer ní vel, para saber se o dinheiro do cidadão está sendo bem investido.

RV: Mas os partidos de esquerda são geralmente associados a sindicatos e a entidades trabalhistas. Isso seria uma quebra de paradigma? 
Beto: A história tem de ser permanentemente revista.Não podemos viver do passado. Como dizia um grande líder chinês: "não importa a cor do gato, importa que ele coma o rato". O cidadão, quando exige algo, não quer saber qual cor fará isso. Hoje, a eficiência compõe a definição da ideologia mais justa. O parâmetro é quem produz mais para a sociedade. No Rio Grande do Sul, nas últimas décadas, muitas cores frequentaram o Piratini, e nenhuma foi reeleita. Todas foram desaprovadas, seja esquerda, centro ou direita.

RV: Esse debate entre esquerda e direita já é algo ultrapassado? 
Beto: Alguns ainda acham fundamental, mas penso que o mais importante é ter compromisso social e capacidade de gestão. No Brasil, você tem mais centro-esquerda do que centro-direita Não dá para dizer que quem está aplicando a atual política econômica e esqueceu do trabalhador seja um governo de esquerda. Hoje, a meta da Dilma é salvar o seu próprio pelo, e não o Brasil.

RV: Com Marina Silva, o PSB chegou a liderar as pesquisas na última eleição presidencial, mas os números logo caíram. A população ainda foca muito no duelo PT x PSDB e não está pronta para a chamada terceira via?
Beto: Nas últimas duas décadas, o Brasil foi conduzido a pensar que o "nós contra eles" é a melhor ideologia. Mas isso se esgotou. A perda do Eduardo foi irreparável. Não sei se ele ganharia a eleição, mas se credenciava ao segundo turno. Com a morte dele, morreu também uma expectativa de futuro. Nesse momento, você não enxerga perspectiva. PT e PSDB são duas bananeiras que não dão mais cacho. E a sociedade tem que estar aberta para experimentar um novo paradigma político. Por isso, o PSB terá candidato próprio à Presidência em 2018. Não há nomes em discussão, mas só teremos uma liderança em nível nacional se seguirmos concorrendo nas eleições. Em 2016, disputaremos umas 15 capitais com candidaturas próprias e competitivas. Hoje, administramos três capitais. Acho que chegaremos a sete, além de cidades médias e grandes. Estamos cultivando 2016 para chegar com força em 2018. 

RV: E qual será a sua participação nesse processo?
Beto: Neguei convites para assumir cargos nos governos do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal. Quis me dedicar à causa partidária. Com a morte do Eduardo, precisávamos manter o PSB unido. Trabalhamos muito em 2015 para não deixar o partido se segregar. Conseguimos isso e chegaremos fortalecidos em 2016. Então, a minha tarefa é consolidar o PSB e fazê-lo crescer em 2016. Pessoalmente, quero estar disponível para 2018.

RV: O PT completará 14 anos no poder em 2016. Até aqui, a passagem do partido frustra as expectativas da esquerda por não ter realizado reformas mais profundas?
Beto: O governo Lula teve oito anos de intensa aprovação. Era o momento de fazer reformas estruturantes. Podíamos e devíamos ter feito, mas o governo escolheu atender aos velhos interesses. O PT pode acabar o seu ciclo de forma melancólica por não ter feito isso. Aliás, a América Latina toda contesta seus governos de centro-esquerda.Como pode alguém dizer que a Venezuela tem um governo de esquerda? Um governo que não dá o mínimo necessário aos cidadãos e tolhe as liberdades, o contraditório. Democracia com uma só versão é ditadura.E qualquer ditadura é ruim. Temos que lutar para que os valores da sociedade plural sejam assegurados.O Brasil não pode abrir mão disso. Tem gente que desconhece os horrores da ditadura e está saudosa do que não viveu.

RV: Como o senhor avalia a reforma política recentemente aprovada? 
Beto: Esses arranjos podem até piorar a qualidade da política. O governo precisa propor a reforma, convocando a população para discuti-la junto ao Congresso. Tudo depende desse processo, que hoje atormenta a vida dos brasileiros. Se as instituições funcionarem, poderemos ter desfechos melhores. Do contrário, o Brasil pode experimentar algum nível de rompimento institucional, porque a paciência do povo já está no teto.Quando isso acontecer, quem não quiser a mudança poderá ser mudado.

*Por Robson Pandolfi e Emanuel Neves